Diário da Região

28/08/2015 - 09h30min

CASO SEMEGHINI

Júri de médico que matou a mulher é adiado por ausência do advogado

CASO SEMEGHINI

Allan de Abreu Cerca de 50 pessoas aguardavam o júri, que foi adiado. (Foto: Allan de Abreu)
Cerca de 50 pessoas aguardavam o júri, que foi adiado. (Foto: Allan de Abreu)

Atualizada às 21h56
 

O julgamento do médico Luiz Henrique Semeghini, assassino confesso da própria mulher há 15 anos, será "desastroso" caso seja presidido pelo juiz do Tribunal do Júri de Fernandópolis, Vinicius Castrequini Bufulin. Foi o que alegou o advogado do médico, Alberto Zacharias Toron, no pedido de adiamento do júri, encaminhado na quinta-feira, 27, ao próprio magistrado. O pedido foi negado, mas Toron não compareceu nesta sexta-feira, 28, ao julgamento, o que forçou o juiz a adiar o júri para o dia 8 de outubro. O adiamento frustrou a família da vítima, Simone Maldonado. "É um desrespeito a nós, à sociedade e ao Judiciário", disse o irmão de Simone, Hélio Maldonado Filho.

Toron ingressou com quatro pedidos de exceção de suspeição contra o juiz, pedindo sua saída do caso. "É impossível ao peticionário realizar o Júri sob a presidência de Vossa Excelência", argumenta o advogado. Ele também solicitou ao Tribunal de Justiça (TJ) que o julgamento seja levado para outra comarca. O pedido liminar foi negado, mas o mérito ainda não foi julgado. "Nossa causa é boa em qualquer lugar do mundo. Se a Justiça decidir por outro local, vamos julgá-lo lá", afirmou Hélio. "É uma conduta abusiva", disse o advogado Fernando Jacob Filho, assistente de acusação.

Bufulin não concedeu entrevistas hoje. Ao negar o pedido de adiamento do júri, o magistrado negou parcialidade na condução do processo. Ele determinou que cópia da ação penal seja encaminhada à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para averiguar a conduta ética de Toron no caso. O juiz também adiantou que nomeará um advogado dativo para Semeghini, caso Toron não compareça ao julgamento de outubro, o que impediria um novo adiamento. 

Na sua manifestação hoje, Bufulin criticou o advogado: "Quem se dispõe a litigar em juízo deve seguir as regras do jogo. Do contrário, a figura do juiz e do próprio Judiciário passaria a ser um adorno aos lobbies causídicos". Já o promotor Fernando César de Paula parecia resignado. "Não há conduta errada (por parte de Toron). Ele se vale da sua capacidade profissional para encontrar brechas na lei."

Cerca de cem pessoas formaram fila em frente ao Fórum desde as primeiras horas da manhã de hoje para acompanhar o julgamento. As três primeiras eram estudantes de direito da Unicastelo, que chegaram ao local ainda na noite de quinta. "Não perco esse júri por nada", disse uma delas, Camila Lopes, 22 anos.

Apesar do auditório lotado no salão do júri, não houve incidentes quando o juiz anunciou o cancelamento do julgamento. Semeghini ficou o tempo todo cabisbaixo, olhando para o chão. Em alguns momentos, chorou. No fim, foi consolado pela atual mulher. Ele deixou o Fórum em uma caminhonete de luxo sem falar com a imprensa. Toron não foi localizado ontem para comentar o assunto.

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