Diário da Região

26/01/2016 - 00h00min

A VIDA DO AVESSO

Empresário que ficou tetraplégico após acidente em Olímpia vive em uma cama

A VIDA DO AVESSO

Reprodução/ Facebook Carlos Magon com a mulher, Solange (de óculos), e as quatro filhas; família é de São Bernardo do Campo
Carlos Magon com a mulher, Solange (de óculos), e as quatro filhas; família é de São Bernardo do Campo

De administrador de empresa de manutenção e aluguel de gerador de energia - com clientes importantes como as emissoras Globo e Record, e o estádio Allianz Parque, do Palmeiras - ele passou a ser um homem preso à cama na sala de casa, respirando com a ajuda de aparelhos e totalmente dependente de outras pessoas.

A vida do empresário Carlos Alberto Magon, 50 anos, teve uma reviravolta após sofrer fatídico acidente na bolha gigante do Thermas dos Laranjais, em Olímpia, em julho do ano passado. Ele ficou tetraplégico. Seis meses após o acidente, a família falou pela primeira vez à imprensa sobre o caso e revelou detalhes do dia da lesão.

Magon iria passar uma semana de férias em Rio Preto com a esposa, Solange, e duas das quatro filhas, uma de 14 anos e outra de 7. Chegaram em Olímpia no dia 20 de julho. “Férias merecidas”, escreveu Solange em uma rede social.

No dia seguinte, foram conhecer o famoso clube do interior de São Paulo, que atrai milhares de turistas todos os meses. O empresário passeou com a família e resolveu ir na bolha gigante com uma das filhas. Era por volta das 17 horas.

O brinquedo é uma bolha inflável de quatro metros de altura, com cordas para ser escalada e uma piscina em volta. Magon teria batido as costas na bolha e caído na água já sem o movimento dos membros inferiores e superiores, segundo Nathália Magon, uma das filhas.

“Ele escorregou e já bateu a coluna, teve compressão da medula e perdeu os movimentos, portanto se afogou depois de cair. Minha irmã de 14 anos que tirou ele da água. Meu pai usa respirador até hoje”, afirmou Nathália.

Era o fim da diversão e o início de um drama em família. O empresário de sucesso, responsável pelas conquistas da empresa, até então o guardião da família, ficou tetraplégico, internado 52 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Austa, e passou a depender da família e de serviços médicos em casa 24 horas por dia. “A dificuldade começou quando ele ficou internado. Era eu quem levava minhas irmãs na escola e cuidava da empresa. Não estava preparada para isso”, disse.

Nathália, que havia acabado de se formar em administração de empresas, passou a cuidar dos negócios da família. Solange teve de deixar a empresa para ficar com o marido. “Meu pai tem 50 anos, sempre foi uma pessoa muito ativa. Não parava um minuto. Nossa família sempre foi muito unida. Agora não podemos nem tomar café da manhã juntos na mesa,” disse.

A família tenta acordo com o Thermas. “O clube está pagando o home care, mas a empresa teve queda grande no faturamento, porque perdeu seu principal administrador. Situação de direito bem claro, responsabilidade objetiva, é um acidente de consumo. Não tenho dúvidas de que a responsabilidade é do parque. Vamos tentar negociar e, se não der certo, mover uma ação”, afirmou Eduardo Barbosa, advogado da vítima.

 

Bolha gigante segue interditada

A bolha gigante do Thermas dos Laranjais permanece fechada. A interdição ocorreu no dia 18 de dezembro do ano passado, depois de outro grave acidente. O turista Edson Aparecido Sertorio, 53 anos, caiu e fraturou o disco da coluna cervical.

De acordo com o clube, o brinquedo foi fechado até ser concluídas as investigações dos dois acidentes. O delegado Marcelo Pupo de Paula, titular de Olímpia, afirmou que apenas o caso de Magon virou inquérito, porque a família do outro acidentado não procurou a polícia.

O delegado afirmou que enviou carta precatória para que Magon seja ouvido em São Bernardo do Campo, cidade onde mora, mas que ainda não obteve retorno. A reportagem procurou a assessoria de imprensa do parque, mas não obteve retorno até as 19 horas desta segunda-feira, dia 25. 

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