Diário da Região

29/02/2016 - 10h43min

MEIO AMBIENTE

Com o fim da piracema, pescadores podem voltar aos rios da região

MEIO AMBIENTE

Johnny Torres O pedreiro José Roberto Ferreira, 58 anos, costuma pescar na Represa, e não sabia das restrições
O pedreiro José Roberto Ferreira, 58 anos, costuma pescar na Represa, e não sabia das restrições

Atualizada às 21:40h

O período da piracema chega ao fim com um aumento de quase 20% no número de multas aplicadas pela Polícia Ambiental, a maioria por pesca de peixes nativos da região, prática proibida neste período, e por uso de apetrechos inadequados. Ao todo, foram 215 autos de infração lavrados este ano na região, contra 180 no ano passado, segundo balanço divulgado pela Polícia Ambiental na segunda-feira, dia 29, quando chegou ao fim a piracema.

Com as multas, foram arrecadados R$ 160 mil, R$ 50 mil a mais que no ano passado, o que, para o capitão Alessandro Daleck, da Polícia Ambiental, é bom por um lado e ruim por outro. “Do ponto de vista operacional, temos dados muito bons, porém, do ponto de vista da educação ambiental, ainda estamos longe do ideal. Quanto mais infrações a gente tem, mais vemos o desapego das pessoas em relação à questão ambiental”, lamentou o capitão.

A piracema é o período do movimento migratório de peixes no sentido das nascentes dos rios, com o objetivo de se reproduzir. Nessa época do ano, que vai de 1º de novembro a 28 de fevereiro, a pesca de espécies como piapara, dourado, curimba, pintado, piau e pacu é proibida e quem for flagrado capturando esses peixes pode ser multado em R$ 700 mais R$ 21 por quilo de peixe apreendido. Apesar de agora estar liberada a pesca de espécies nativas, ainda há restrições que valem para o ano todo e que os pescadores devem respeitar.

Uma delas é a proibição da pesca de espécies em extinção, como o jaú e a piracanjuba. Pescadores amadores ainda têm um limite de 10 quilos mais um exemplar de pescado em cada pesca. “Isso significa que ele pode pegar 10 quilos de determinada espécie mais um único peixe de outra espécie, que este não entra na contagem dos 10 quilos”, explica o capitão Daleck. Essas regras valem para rios e lagos da região, inclusive para a Represa Municipal de Rio Preto, onde a prática da pesca é comum. O local também tem a pesca de espécies nativas proibida no período da piracema.

 

Arte - Tamanho dos peixes para pesca - 01032016 Clique na imagem para ampliar

O pedreiro José Roberto Ferreira, 58 anos, costuma pescar na Represa, e não sabia das restrições. Acostumado a pescar peixes não-nativos, como taguará, piranhas e lambaris, Ferreira diz que não se viu afetado pelo período da piracema. “Continuei pescando sem problema algum”, afirma. O pescador amador, no entanto, diz que houve fiscalização durante o período. “Os policiais ambientais passavam aqui e perguntavam quais peixes a gente estava pegando.” Outra restrição que continua valendo mesmo fora do período da piracema é em relação ao tamanho dos peixes que são capturados. Há um tamanho mínimo especificado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) para cada espécie.

Alexandre Roberto Ferreira, presidente da Colônia de Pescadores dos Grandes Lagos, explica que a restrição é para evitar a pesca predatória e para preservar o ecossistema. “Um peixe, quando fica velho, se reproduz menos e come a desova dos outros peixes. Por isso, ele precisa ser retirado da água; o tamanho mínimo para pesca é quando o peixe atinge essa idade. Antes dele atingir esse tamanho, não se pode retirar o peixe do rio porque ele está em plena atividade reprodutiva”, explica o presidente.

Turismo

Com o fim da piracema, o turismo nas regiões ribeirinhas volta a ser movimentado. Na segunda-feira, cerca de 150 embarcações foram vistas no trecho do rio Grande entre Orindiúva e Icém.

Colaborou Ana Cláudia Bahia

 

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