Diário da Região

14/04/2016 - 00h00min

Na linha

O rolezinho quer ser legalizado

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Johnny Torres Motociclistas que estão elaborando estatuto para criação da associação;
Motociclistas que estão elaborando estatuto para criação da associação;

Conhecidos por reunir mais de 200 motociclistas, incluindo alguns que realizam práticas transgressoras no trânsito, os participantes dos rolezinhos de motos agora querem andar na linha. Os integrantes desses encontros, realizados há mais de dois anos sempre às quintas-feiras, estão montando uma associação. O objetivo é criar um estatuto com regras de funcionamento e com isso evitar que motociclistas mal-intencionados participem do grupo.

Com horário de partida por volta das 22h, sempre na avenida João Batista Vetorasso, no Distrito Industrial, nas proximidades da Central de Abastecimento e Serviços Auxiliares (Ceasa), o rolezinho reúne pessoas de quase todas as idades, inclusive menores de 18 anos, como já constatado pela Polícia Militar em algumas abordagens. Eles transitam em grupo pelas principais ruas e avenidas da cidade, principalmente nos bairros da zona norte.

 

Rolezinho 02 - 14042016 Cenas de rolezinho registradas pelo Diário ano passado

As transgressões do trânsito, como empinar motos, dar cavalo de pau e estouros de escapamentos, chegaram a ser filmadas e denunciadas em redes sociais. Em abril do ano passado, o Diário acompanhou um desses passeios e flagrou os desrespeitos. Desde o começo de 2016, a Polícia Militar tem feito operações surpresas, mas, devido ao grande volume de motos, o grupo consegue dispersar e muitos escapam da abordagem. Em uma das ações, a polícia aprendeu mais de 40 motos.

O auxiliar de escritório José Victor Gonçalves, de 19 anos, porta-voz do rolezinho, diz que a intenção agora é virar a pagina e tirar os transgressores do grupo. “Resolvemos fazer a legalização do grupo porque estamos sofrendo muito com a repressão policial. Ocorreram operações de fiscalização que resultaram até em apreensões de motos. Muita gente acabou se afastando e o rolezinho está fraco”, diz José Victor.

Ex-participante do rolezinho, Mazin Sousa concorda com a regulamentação. “Precisamos estar dentro da lei para acabar com a repressão policial. Porque o rolê seguia pela cidade de boa. Quando aparecia viatura, todo mundo fugia, se sentindo bandido”, diz o motociclista. Para participar do grupo, os integrantes terão de obedecer as regras do Código de Trânsito, como não furar sinal vermelho, não extrapolar o limite de velocidade, não realizar manobras perigosas e ter CNH.

“Para evitar o uso de motos compradas em leilão sem regulamentação, veículos furtados ou roubados, vamos passar a exigir a documentação”, diz o auxiliar de escritório. A ideia dos motociclistas é regulamentar o rolezinho até junho deste ano.

 

Rolezinho 01 - 14042016 Na ocasião foi flagrado motociclistas furando sinal vermelho e empinando motos

Polícia aprova iniciativa

O comandante do 17ª Companhia da Polícia Militar, major Fábio Cândido, acha positiva a iniciativa dos integrantes do rolezinho. “Todo mundo é livre para dar volta pela cidade. Basta que respeite a legislação de trânsito e não andem com motos irregulares”, diz o comandante. De acordo com o major, desde que a PM começou a fazer operações de fiscalização, pararam as reclamações contra o rolezinho. 

Mas o major alerta os motoqueiros do rolezinho para não provocarem perturbação do sossego público com o ronco dos motores das motos. “Precisam evitar ficar concentrados em áreas residenciais. Motos com escapamento aberto, para provocar mais barulho serão apreendidas”, avisa o comandante.

 

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