Diário da Região

14/04/2016 - 00h00min

Mortes

H1N1 mata mais cinco pessoas na região

Mortes

Johnny Torres Padre Deusdet Zanfolim, da Catedral de Rio Preto, passa álcool gel nas mãos
Padre Deusdet Zanfolim, da Catedral de Rio Preto, passa álcool gel nas mãos

O avanço da gripe suína na região motivou as igrejas católicas de Rio Preto a mudarem costumes tradicionais durante as celebrações. Tudo para evitar o contato físico entre os fiéis. Só nesta quarta-feira, cinco mortes pela doença foram confirmadas na região - quatro em Rio Preto e uma Jales. Com isso, já são 28 vítimas de H1N1 na região - oito delas de Rio Preto. Outra morte suspeita foi registrada em Catanduva.

Na Catedral de São José, no centro de Rio Preto, o padre Deusdet Zanfolim passou a omitir o momento de saudação de paz nas missas. Em vez de distribuir apertos de mãos ou abraços, nesse momento os fiéis ficam em silêncio. Na mesma igreja, o padre pediu para que os fiéis não deem as mãos durante as orações. A entrega da hóstia também sofreu mudanças. Antes era colocada direto na boca dos fiéis, mas agora passou a ser distribuída somente nas mãos dos religiosos.

Padres e ministros também tomam o cuidado de higienizar as mãos com álcool gel antes das celebrações. “Todos precisam fazer sua parte”, afirmou o padre Deusdet Zanfolim. Os cuidados com o vírus H1N1 também foram adotados na Basílica Menor Nossa Senhora da Conceição Aparecida, na igreja São Judas, na igreja Menino Jesus de Praga e Paróquia Nossa Senhora do Sagrado Coração. “A gripe está aí e compete a nós evitar, por isso foram tomadas todas essas medidas”, disse Valdecir Teixeira, secretário da Basílica.

 

Arte - H1N1 - 14042016 Clique na imagem para ampliar

O padre Jarbas Brandini Dutra afirma que além de evitar a saudação da paz e não dar as mãos no momento da oração, tem orientado os fiéis durante as celebrações. “Falo em todas as missas para as pessoas se cumprimentarem apenas com palavras e evitar aglomerações. Tem algumas igrejas em São Paulo que multiplicaram a quantidade de missas para não deixar a igreja cheia. Aqui infelizmente não podemos fazer isso porque não temos muitos horários disponíveis.”

Álcool gel

Na paróquia Santa Terezinha do Menino Jesus, no bairro Parque Industrial, o antigo folheto com o roteiro da missa deu lugar a uma “porção” de álcool gel. Antes de cada missa colaboradores ficam nas portas da igreja para colocar o produto na mão de cada fiel que entra. “Não usamos mais folhetos porque passa tudo no telão. O que os fiéis recebem nas mãos é o álcool gel.

Recebemos uma carta da Secretaria Municipal de Saúde pedindo para tomarmos as devidas precauções, por isso resolvemos também fazer a higienização das mãos de quem vem à igreja”, afirmou a secretária Érica Dias. Na igreja Nossa Senhora do Carmo, em Mirassol, o álcool gel é item essencial durante as missas. A igreja foi uma das primeiras a utilizar o produto, em 2012, e desde então não abriu mão da estratégia.

 

Limpeza no ônibus - 14042016 Limpeza é feita logo após o desembarque dos passageiros no Terminal

Ônibus recebem limpeza especial

Local de grande circulação de pessoas, os ônibus do transporte público de Rio Preto agora contam com um serviço especial de limpeza visando a prevenção contra a gripe H1N1. Funcionários da Circular Santa Luzia estão utilizando produto químico especial para limpar bancos e principalmente os corrimãos dos ônibus. A limpeza é feita sempre após o desembarque dos passageiros no terminal urbano.

“Estamos agindo de todas as formas pertinentes, como por exemplo, emitindo orientação aos colaboradores sobre higienização das mãos e adotando práticas que tendem a diminuir o risco de contágio. Além de todas essas ações, solicitamos que os nossos colaboradores sejam incluídos no grupo de risco e tenham prioridade no recebimento dessa vacina”, afirmou a empresa, por meio de sua assessoria de imprensa.

Rio Preto já tem oito mortes

Mais cinco mortes provocadas pela gripe suína foram confirmadas nesta quarta-feira, dia 13. São quatro em Rio Preto e uma em Jales. Com isso sobe para 28 o total de mortes na região neste ano. Rio Preto lidera esse ranking negativo, com oito mortes. Segundo a Secretaria de Saúde de Rio Preto as mortes recentes são de três homens, de 44, 60 e 80 anos, e uma mulher de 38 anos. As mortes ocorreram entre março e abril, mas a confirmada só foi divulgada nesta quarta-feira, após serem liberados os resultados dos exames.

Os nomes das vítimas não foram divulgados pela Secretaria. Também foram confirmados mais 18 novos casos de H1N1. Agora, a cidade tem 70 contaminações por gripe suína. Por meio de nota, a secretária de Saúde, Teresinha Pachá, diz estar combatendo o avanço da doença com mais capacitação de médicos e funcionários e com o adiantamento da vacinação contra a gripe. Em Jales, o vírus H1N1 matou, na terça-feira, Marta Luiza Moura Domingues, 61 anos.

É a segunda vítima fatal de H1N1 em Jales. A gripe suína também é a principal suspeita de ter causado a morte da enfermeira Andreia Voltarelli. Ela morreu nesta quarta-feira, dia 13, no hospital Padre Albino, em Catanduva, com sintomas de H1N1. O caso foi notificado como suspeito pelo hospital e a Vigilância Epidemiológica de Catanduva ainda aguarda resultados de exames para comprovar se a morte dela foi ou não causada pela doença. 

(Elton Rodrigues e Marco Antonio dos Santos)

 

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