Diário da Região

10/03/2016 - 00h00min

OMISSÃO

Mães das vítimas do gira-gira se queixam de falta de ajuda

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Marco Antonio dos Santos Alessandra Perez com a filha Maria Eduarda: a menina faz fisioterapia para os movimentos da face
Alessandra Perez com a filha Maria Eduarda: a menina faz fisioterapia para os movimentos da face

Passado um mês dos acidentes com brinquedos gira-gira que machucaram gravemente duas crianças em escolas municipais de Rio Preto, as mães das meninas acusam a Prefeitura de negligenciar assistência às filhas. Os dois acidentes com os brinquedos ocorreram sucessivamente, nos dias 3 e 4 de fevereiro, nas escolas municipais Amaury de Assis Ferreira (Macedo Telles) e Silvio de Melo (Eldorado).

O tom de desabafo das mães vem dois dias depois de a Secretaria de Educação romper com a empresa Natali Brink Brinquedos, fabricante do gira-gira. Para acompanhar a filha nos atendimentos médicos, a costureira Alessandra Correia dos Santos Peres, 35 anos, mãe de Maria Eduarda Correia Peres Boquesque, teve de reduzir sua jornada de trabalho e viu sua renda cair de R$ 700 para R$ 200 mensais.

Por causa do acidente, a menina sofreu traumatismo craniano e está com parte da face paralisada. Por causa dos ferimentos, foi necessário raspar o cabelo. “A Prefeitura rompeu o contrato e multou a fabricante em R$ 23,3 mil, mas até agora não deu o mínimo de assistência e atenção para as meninas. Ninguém da Prefeitura veio na porta da minha casa para saber como está a minha filha, como estou fazendo para levá-la sozinha para a fisioterapia. Só tenho elogios à escola, que fez até festa para receber Maria Eduarda após recuperação do acidente.”

Três vezes por semana, a mãe leva Maria Eduarda para sessões de fisioterapia para que a menina recupere os movimentos da face esquerda. Por enquanto, ela sequer consegue piscar o olho, que necessita de lubrificação mantida a base de colírios. Outra pessoa indignada, a atendente Tatiana Torelli de Lima, 31 anos, mãe da Jhulya Torelli dos Santos, 6 anos, diz mudou a filha de escola. “Fiz a pedido da minha filha que não se sentia mais bem na escola em que tinha sofrido tanto. Até agora, ninguém da Prefeitura veio aqui saber como ela esta”, diz a mãe.

Uma das famílias já entrou com ação judicial para exigir R$ 300 mil de indenização da fabricante e da Prefeitura. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher e pelo Ministério Público. O promotor da Infância e da Juventude, André Luis Sousa, vai pedir indenização da Prefeitura para ressarcimento das famílias com os custos do tratamento das sequelas causadas pelos acidentes. A Prefeitura foi procurada, mas não respondeu aos questionamentos da reportagem.

 

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