Diário da Região

11/09/2016 - 00h00min

15 ANOS DEPOIS: RIO-PRETENSES E O 11/9

Atentados às torres gêmeas ainda mexem com os EUA

15 ANOS DEPOIS: RIO-PRETENSES E O 11/9

Foto divulgação: www.nobullshit.info O voo 175 da United Airlines aproxima-se da torre sul do World Trade Center 17 minutos após o voo 11 da American Airlines ter colidido com a torre norte
O voo 175 da United Airlines aproxima-se da torre sul do World Trade Center 17 minutos após o voo 11 da American Airlines ter colidido com a torre norte

“A sensação que eu tive naquele momento é que estava começando a 3ª Guerra Mundial. Foi apavorante”. Essa foi a impressão que a rio-pretense Maria Lúcia Lopes, 64, teve durante os ataques de 11 de setembro de 2001. Ela mora há 30 anos em Nova York e tinha acabado de pegar turistas brasileiros que tinham desembarcado nos Estados Unidos.

“Uma amiga minha que trabalha em Manhattan viu o primeiro avião bater na torre e me ligou muito assustada. Liguei o rádio e continuamos a viagem para a ilha, mas no meio do caminho começamos a ver a fumaça e depois os prédios em chamas e caindo. O segundo avião já havia batido. Meus clientes ficaram aterrorizados”, conta. Maria Lúcia recorda de carros de polícia, bombeiros e ambulâncias seguindo velozmente para o local dos atentados. “As pontes e os túneis para a ilha foram fechados, ninguém podia entrar ou sair”, diz.

A agente de turismo decidiu levar os clientes para tomar um café em um restaurante e assistir o que estava acontecendo pela TV. “Quando caiu a ficha que não teríamos como ir para Manhattan, fui procurar um hotel para eles em Queens, mas estavam todos lotados, pois os aeroportos foram fechados”, diz. A solução que encontrou foi levar os cinco clientes para dormir na casa dela. Sônia diz que o sentimento hoje é de comoção pela morte de tantas pessoas. “Já estive lá, mas o sentimento que nos dá é de extremo vazio.”

 

Novo World Trade Center - 11092019 Novo World Trade Center, conjunto de torres construídas no local em que estavam as torres gêmeas

O pior atentado terrorista da história dos Estados Unidos completa 15 anos neste domingo, 11 de setembro. O mundo parou e ficou perplexo diante das imagens transmitidas pelos principais canais de TV e que mostraram, entre as 8h46 e as 10h28, dois aviões atingindo o World Trade Center, em Nova York. Um terceiro que foi jogado contra o Pentágono, nos arredores de Washington, além de um último que caiu em um campo na Pensilvânia. Morreram 2.993 pessoas e mais de 6.200 ficaram feridas.

Todos os anos a data é lembrada pelos americanos e há uma série de eventos, em diferentes estados, para homenagear os mortos no atentado e os bombeiros que perderam suas vidas tentando salvar a de outros. Segundo o jornalista rio-pretense Fabiano Ferreira, que mora em Boston, neste domingo há um reforço extremo nos sistemas de segurança do país. “Todas as datas comemorativas daqui têm esquemas especiais de segurança. É algo gigantesco. Tudo em função do temor de um novo atentado”, diz.

O clima que se instala no país e o esquema de segurança montado para o 11 de setembro é o que também chamam a atenção da artesã rio-pretense Sônia Andrade, 54. Ela mora em Nova York há 8 anos e ainda não se acostumou a ver tanta polícia nas ruas. “É uma semana de muita tensão, as pessoas em geral ficam em estado de alerta e um pouco receosas de participarem de grandes eventos”. Sônia diz que ela e os três filhos evitam aglomerações e participar das comemorações.

“O policiamento é ostensivo e isso demonstra a preocupação do governo. Ficamos apreensivos juntos. É um dia atípico e mesmo não morando aqui na época, acaba nos tocando, é como se fosse um luto coletivo”, diz. Sônia trabalha próximo do local onde ficavam as torres gêmeas e que, em 2013, foi inaugurado o edifício 4 World Trade Center. Mas nunca esteve no local antes de ser recuperado por considerá-lo “mórbido”. “Pretendo em breve visitar, dizem que ficou lindo.”

O jornalista Fabiano Ferreira diz o mesmo. Ele visitou a área há cerca de dois anos, quando ainda estava em construção, e diz que sentiu uma energia “diferente”. “É estranho, tem um ar de tristeza, de vazio total. Todos que vão lá falam isso”, conta. Segundo a estudante de Rio Preto Yasmin Barbosa Fernandes, 17, que está em Nova York há dois anos, é “impossível” ficar indiferente ao 11 de setembro. “É uma data marcada por muita tristeza porque o americano é extremamente patriótico”, diz.

 

Arte - Frase 11 de setembro - 11092016 clique na imagem para ampliar

Consequências

Além do impacto na economia norte-americana e mundial, o atentado tornou a entrada nos Estados Unidos muito mais difícil. Quem sai do Brasil e vai para os Estados Unidos sente as mudanças na hora que chega no aeroporto. Para impedir novos atentados, os Estados Unidos criaram a Transportation Security Authority (TSA).

Leva-se em média de duas a três horas para fazer o check-in e passar por todas as verificações de segurança exigidas pela TSA, que podem incluir até nudez. Isso é realizado em todos os aeroportos americanos que recebem voos internacionais. Segundo Fabiano Ferreira, o passageiro entra em uma espécie de cabine onde há um escâner que mostra todo o corpo da pessoa, como um raio-X, mas mais elaborado. “É válido. É a preocupação do governo de evitar novos ataques”, resume.

Menos de duas horas

  • Às 8h46, um avião da American Airlines, que ia de Boston a Los Angeles, atinge a torre norte do World Trade Center
  • Às 9h03, um avião da United Airlines, que ia de Boston a Los Angeles, acerta a torre sul
  • Às 9h37, uma aeronave da American Airlines, que ia de Dulles, na Virginia, para Los Angeles atinge o prédio do Pentágono, em Washington
  • Às 9h59, a torre sul desaba
  • Às 10h03, um avião da United Airlines, que ia de Newark para São Francisco, bate em um campo perto de Shanksville, na Pensilvânia
  • Às 10h28, a torre norte desaba

 

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