Diário da Região

01/07/2016 - 00h00min

INVESTIGAÇÃO

Surgem novas peças no quebra-cabeça do crime

INVESTIGAÇÃO

Editoria de arte
"Infelizmente, o Guerino foi morto por ser policial. Ele assistiu a tudo consciente. Ele pediu ‘por favor, não me matem’, segundo o Rodrigo nos disse em depoimento", afirmou José Augusto Fernandes, delegado da DIG

O delegado do Deinter Guerino Solfa Neto foi vítima de um latrocínio praticado por dois presidiários, Abner Saulo Oliveira Calixto (26 anos) e Rodrigo Geraldo Costa de Lima (28 anos). Eles tinham deixado o CPP de Rio Preto beneficiados pela saidinha provisória. Essa é a versão divulgada no final da tarde desta quinta-feira, dia 30, pelo delegado José Augusto Fernandes, da Delegacia de Investigações Gerais.

Os dois presidiários devem ser apresentados à imprensa na manhã desta sexta-feira, 1º de julho. A prisão de Rodrigo provou a desconfiança da polícia de que o primeiro matador confesso não tinha agido sozinho.

A Polícia Civil de Rio Preto prendeu Rodrigo quando ele retornou à unidade prisional na noite de quarta-feira, dia 29. Além dele, está preso também Abner, que se entregou no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), em São Paulo, na terça-feira, dia 28, depois de a polícia localizar a caminhonete da vítima, uma Ford Ranger, estacionada em Capão Redondo, próximo à casa dos pais de Calixto.

Objetos pessoais do delegado também foram encontrados na residência. Calixto é acusado de efetuar os disparos que mataram Guerino.

suspeito2012016 Rodrigo Costa, preso na noite de quarta-feira, confessou ter participado do assassinato

Pela nova versão, Guerino saiu de uma festa por volta das 18h30 e, quando voltava para casa, parou próximo ao trevo de Talhado, às margens da BR-153, para mexer no telefone celular. Neste momento, ele foi rendido pelos dois detentos desarmados, que usaram apenas a força física.

"Eles pegaram o Guerino distraído e não sabiam que ele era da polícia. Apenas queriam o veículo para viajar a São Paulo", diz o delegado.

Ainda segundo a versão da Polícia, Guerino foi amarrado e mantido sob vigilância de Rodrigo, no banco traseiro do carro, enquanto Abner assumiu o volante.

A todo momento, pelo depoimento de Rodrigo, o delegado teria dito que era advogado e ouvido a promessa de que seria abandonado, porque só eles estavam interessados apenas na caminhonete.

"Mas os bandidos descobriram que ele era policial quando, ao vasculharem o veículo, eles acharam a pistola com emblema da Polícia Civil. Guerino negou que a arma era dele, mas os criminosos não acreditaram", disse o delegado.

Foi aí que o dois bandidos resolveram, então, matá-lo, segundo a polícia. Pararam o veículo, agora às margens da Washington Luís, Rodrigo empurrou a vítima para fora do carro e Abner usou a arma do delegado para o assassinato. Foram feitos nove disparos, mas acertaram apenas dois tiros.

Após matar Guerino, os dois presidiários fugiram em direção a São Paulo. Somente quando foram lavar a caminhonete, descobriram por documentos que ele era delegado.

A primeira pista para descobrir a identidade dos dois presidiários veio de um posto de combustível de Itirapina, de onde a dupla fugiu sem pagar depois de abastecer a caminhonete roubada. Os dois se separaram em São Paulo. Abner foi para o Capão Redondo e Rodrigo, para Itapecerica da Serra, mas mantiveram contato.

De acordo com José Augusto, policiais do Deic encontraram Abner dirigindo a caminhonete no Capão Redondo e houve troca de tiros, mas ele conseguiu fugir. Foi, então, localizado na casa dos pais.

A arma do delegado, uma pistola automática ponto 40 também foi localizada na quinta-feira, por policiais da DIG de Rio Preto, que estavam na Capital investigando o crime. A arma estava escondida em Capão Redondo, na casa de parentes de Abner.

suspeito201072016 Abner Calixto, que se entregou à Polícia na Capital na tarde de terça-feira, dia 28

Para a DIG, o crime não foi encomendado pela organização criminosa PCC, porque os ladrões estavam desarmados e o mataram com sua própria arma. "Infelizmente, o Guerino foi morto por ser policial. Ele assistiu a tudo consciente. Ele pediu ‘por favor, não me matem’, segundo o Rodrigo nos disse em depoimento"

No entanto, o delegado José Augusto afirma que a polícia só vai descartar a participação de uma terceira pessoa após ouvir Abner nesta sexta-feira. "Ele mentiu várias vezes. Por isto, precisamos ouvi-lo. Pode ser que ele diga que tenha mais uma pessoa. Vai saber. Portanto não descartamos nada.”

A DIG ainda não sabe com quem Guerino estava falando ou trocando mensagens ao celular. Segundo José Augusto, o telefone não foi localizado. “O telefone do Guerino está desaparecido. E é irrelevante com quem ele estava falando.” O Diário apurou, no entanto, que o celular de Guerino já está, sim, com a polícia.

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