Diário da Região

01/07/2016 - 00h00min

TRÁFICO

Menino de 10 anos é flagrado com 4 pedras de crack em escola

TRÁFICO

Belisário/Editoria de Arte Curiosidade, vulnerabilidade social, dinheiro fácil, exemplos dos familiares e convívio com o tráfico são alguns dos fatores que levam as crianças às drogas.
Curiosidade, vulnerabilidade social, dinheiro fácil, exemplos dos familiares e convívio com o tráfico são alguns dos fatores que levam as crianças às drogas.

Uma escola municipal de educação infantil que atende crianças de 6 a 10 anos virou ponto de venda da drogas na manhã desta quinta-feira, dia 30, no bairro Jaguaré, em Rio Preto. O traficante: um menino de apenas 10 anos de idade.

O flagrante foi feito por uma professora da 4ª série do ensino fundamental da escola Ruy Nazareth. Ela encontrou com o menino quatro pedras de crack embaladas e prontas para ser comercializadas.

É a segunda vez nessa semana que drogas são encontradas em escolas municipais de Rio Preto. Na tarde de segunda-feira, 27, um funcionário da escola Clóvis Sanfelice, no Solo Sagrado, achou quase 700 porções de maconha e cocaína enquanto fazia a limpeza das calhas do local.

No caso desta quinta-feira, a criança alegou que pegou a droga de um conhecido e que venderia dentro da escola cada pedra pelo valor de R$ 5. Ele não informou quanto ganharia com a venda e nem se essa é a primeira vez que levava o entorpecente para a escola.

O menor foi atendido pelo Conselho Tutelar Sul e liberado para a mãe, que mora no bairro João Paulo 2º. De acordo com a conselheira Daiane Garcia Faustino, a mãe do menino chorou ao saber do envolvimento do filho com o tráfico.“Chegamos lá e a mãe estava com quatro filhos, entre eles um bebê. Ela ficou assustada e disse que não sabia de nada. Depois se mostrou inconformada e chorou muito”, disse a conselheira.

Acompanhamento

Por ter apenas dez anos de idade, o menor não responde criminalmente. Só a partir de 12 os menores respondem por ato infracional. Por isso, a criança foi entregue para a família.

O Conselho Tutelar Sul vai acompanhar o caso. “Vamos fazer um acompanhamento social da família para saber quais as condições nas quais ele vive”, afirmou a Daiane.

Vulnerabilidade

A conselheira explica que alguns fatores, como a fragilidade familiar e a carência do bairro onde moram geralmente colaboram para os jovens entrarem cada vez mais cedo no mundo das drogas. “Uma criança nessa idade não tem muita noção do que está fazendo. E se ela vive nesse meio e não tem uma base familiar acaba se envolvendo”, explica.

A reportagem solicitou entrevista com a secretária de Educação de Rio Preto, Telma Antonia Marques Vieira, mas não teve o pedido atendido.

Por meio da assessoria de imprensa, a pasta afirmou que faz abordagem durante atividades das unidades escolares, por meio de parceiros, alertando para os problemas ocasionados pelas drogas, problemas de saúde e sociais. Também mantém parceria com a Polícia Militar e apoio da Guarda Municipal, que executam o trabalho de rondas escolares para coibir o tráfico.

Justiça Restaurativa é a nova aposta

Em quase dois meses de funcionamento, o Programa Justiça Restaurativa, implantado pela Vara da Infância e da Juventude de Rio Preto em abril, se mostrou eficaz na solução de conflitos envolvendo os menores.

O Programa já realizou 61 audiências, 40 delas provenientes de problemas vindos de escolas do município. Desse total de 61, a Justiça conseguiu em 40 uma solução sem deixar que o caso vire processo. Em outros nove, não foi firmado acordo e em 12 alguma das partes não compareceu às audiências.

“Sabemos que é um trabalho difícil, mas estamos no caminho certo para melhorar ainda mais”, afirmou o juiz Evandro Pelarin.

O Programa foi criado para evitar que a violência dentro das escolas resulte em processos judiciais. Além de tentar um acordo, os conciliadores buscam respostas para o motivo do problema e, a partir de então, procuram soluções.

Workshop

O juiz Evandro Pelarin afirmou que apesar dos bons números, ainda busca parcerias. Para isso, na manhã desta quinta-feira, dia 30, foi realizado o Workshop de Justiça Restaurativa, no Teatro Sesi, em Rio Preto.

O evento contou com diversos profissionais da área de educação, entre eles a secretária de educação de Rio Preto, Telma Antonia Marques Vieira, e a dirigente de ensino de Rio Preto, Maria Silvia Nakaoski.

O workshop teve palestra do promotor de Justiça de São Paulo Antônio Carlos Osório Nunes, especialista em mediação de conflitos. “Fizemos essa reciclagem para conseguir mais parceiros. Só assim para realizar um trabalho cada vez melhor”, disse o juiz Evandro Pelarin.

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