Diário da Região

01/07/2016 - 00h00min

linfoma não-Hodgkin

Liomar luta contra o mesmo câncer que assombra Celulari

linfoma não-Hodgkin

Guilherme Baffi Liomar descobriu o linfoma justamente por conta de dor no estômago e agora está internada no Hospital de Base para o tratamento do câncer. (Foto: Guilherme Baffi)
Liomar descobriu o linfoma justamente por conta de dor no estômago e agora está internada no Hospital de Base para o tratamento do câncer. (Foto: Guilherme Baffi)

O câncer diagnosticado no ator Edson Celulari e que ganhou destaque na mídia esta semana é a causa de pelo menos uma internação por semana em Rio Preto. Informações do Datasus – banco de dados do Ministério da Saúde – revelam que nos últimos 15 anos 643 pacientes deram entrada em hospitais da cidade para tratar esse tipo de doença.

O linfoma não-Hodgkin é um câncer que afeta as células do sistema linfático, uma parte importante do sistema imunológico, ou seja, o sistema de defesa do nosso organismo que ajuda a combater infecções. De 2001 a 2014, a doença matou 37 pessoas em Rio Preto.

Por razões ainda desconhecidas, o número de casos duplicou nos últimos 25 anos, principalmente entre pessoas com mais de 60 anos. A estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA) é de que a doença afete 10.240 brasileiros neste ano, sendo 5.210 homens e 5.030 mulheres.

Diferentemente da leucemia, o linfoma afeta células do sangue fora da medula. Os linfomas são divididos em dois grupos, os Hodgkin e os não-Hodgkin. A diferença entre eles é a presença de uma célula e a agressividade dos cânceres. Dentro de cada subtipo ainda existe uma série de espécies de linfomas.

Há mais de 20 tipos de diferentes de linfomas não-Hodgkin, doença que também já atingiu a presidente afastada Dilma Rousseff, o ator Reynaldo Gianecchini e o governador licenciado do Rio, Luiz Fernando Pezão.

Eles são os mais agressivos entre os linfomas. Enquanto o índice de cura da doença de Hodgkin gira em torno de 75% dos pacientes com o tratamento inicial, nos com linfomas não-Hodgkin é de cerca de 25% dos casos, segundo a Sociedade Brasileira de Cancerologia.

linfoma01072016 Clique na imagem para ampliar

Os principais sintomas do não-Hodgkin são o aparecimento de ínguas na região do pescoço, axilas e virilha, febre, perda de peso, sudorese abundante à noite, coceira e cansaço. “Os sintomas podem também estar relacionados ao local do corpo atingido. Se for no estômago, por exemplo, o paciente pode ter dor nessa região”, afirma o hematologista João Victor Píccolo, coordenador do setor de transplante de medula óssea do Hospital de Base (HB).

No caso da dona de casa Liomar Ribeiro da Silva, 42, foi justamente por conta de dor no estômago que ela descobriu o linfoma. “Estava com muitas dores, e quando fui ao médico ele disse que precisava fazer cirurgia nas minhas tripas, por causa de um nó”, disse. O hematologista João Victor Píccolo explica que foi o câncer que causou o problema na paciente.

Após a cirurgia, o câncer foi confirmado por meio de biópsia. Agora, a paciente está internada no Hospital de Base para iniciar o tratamento contra a doença. “Sou transplantada de rim há 17 anos, por isso preciso de cuidados especiais para não afetar o rim, mas estou muito confiante que tudo vai dar certo”, afirmou.

O tratamento é feito com quimioterapia, associada ou não à radioterapia. “O tipo de linfoma é que vai definir o tratamento”, explica o hematologista. Quando essas técnicas não podem ser feitas ou a chances de o câncer voltar são altas, é feito transplante. As células do paciente são coletadas, tratadas fora do corpo e depois voltam para o corpo. É o chamado transplante autólogo, a primeira opção dos médicos quando outros tratamentos não funcionam. Em último caso, é feito o transplante alogênico, quando há necessidade de doador.

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