Diário da Região

14/09/2016 - 17h18min

CAMPANHA DE VACINAÇÃO

Morte de macaco põe Prefeitura em alerta contra febre amarela

CAMPANHA DE VACINAÇÃO

Mara Sousa Amostras de sangue dos animais vão para análise em laboratório
Amostras de sangue dos animais vão para análise em laboratório

 

Atualizada às 21:25h

A confirmação por exame do Instituto Adolfo Lutz da morte de um macaco com vírus da febre amarela silvestre colocou em alerta a Secretaria de Saúde de Rio Preto. Uma campanha emergencial de vacinação foi iniciada para evitar a transmissão da doença, que pode matar, a humanos. O macaco infectado, da raça bugio, foi encontrado morto pelo morador de uma chácara, em 25 de agosto, em mata ao lado do Jardim Navarrete, zona sul da cidade. O animal é tradicional hospedeiro do vírus silvestre da doença.

Nesta quinta-feira, dia 15, e na sexta-feira, dia 16, os agentes vão percorrer loteamentos e os bairros Estância Santa Inês, Vista Alegre I, Vista Alegre II, Jardim Navarrete, Santa Inês, Santa Maria, São Marcos, Estância São Marcos e Estância São Pedro em busca de casos suspeitos da doença. Existem dois tipos de febre amarela, a urbana e a rural. A diferença entre elas é o mosquito transmissor. Na área urbana a doença é transmitida pelo Aedes aegypti, o mesmo mosquito que transmite a dengue, zika e chikungunya. Na zona rural, são os mosquitos dos gêneros Haemagogus que transmitem o vírus.

Os sintomas são febre, dor de cabeça aguda, dores no corpo, vômito e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode ter febre alta e icterícia (cor amarelada na pele e branco dos olhos) e pode evoluir para falência dos rins e do fígado e até causar a morte. Este ano já foi registrada a morte de um homem de 38 anos por febre amarela silvestre, em 8 de abril, em Bady Bassitt. A contaminação ocorreu em uma mata da cidade. Houve mobilização municipal e estadual para vacinação em massa dos moradores. Em Rio Preto, preventivamente, 130 agentes de saúde vão fazer a busca por mais macacos contaminados na região em que o bugio foi encontrado morto.

Segundo a Prefeitura todos os meses são aplicadas 3,5 mil doses de vacinas contra a febre amarela em Rio Preto. Quem ainda não foi imunizado irá receber a dose no momento da visita. Os agentes também vão catalogar os imóveis, para que sejam retirados potenciais criadouros do mosquito transmissor da doença. No sábado, 17, será realizada nebulização dos bairros com uso de inseticida para eliminação de mosquitos. Em parceria com a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), também será realizada nebulização da mata onde foi encontrado o macaco e colocadas armadilhas para verificar a presença do vetor transmissor da doença. Desde a década de 1940 não são registrados casos de febre amarela urbana em São Paulo, segundo a Secretaria Estadual de Saúde.

 

 

 

Arte - Febre Amarela - 04052016 Clique na imagem para ampliar

Recomendações

Nos imóveis fechados, as equipes da saúde deixarão informes para que os moradores procurem a unidade de saúde mais próxima para avaliação da situação vacinal. A recomendação é a mesma para quem trabalha nessa área da cidade.

Os horários de funcionamento e endereços das 27 unidades de saúde do município estão disponíveis no Disque Ouvidoria, por meio do telefone 0800-7705870, ou no Portal da Prefeitura, em http://gestao.saude.riopreto.sp.gov.br/transparencia/.

A Secretaria de Saúde também orienta a população que, se alguém apresentar os sintomas da doença, como febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômitos, dores no corpo, icterícia (pele e olhos amarelados) e hemorragias (gengivas, nariz, estômago, intestino e urina), deve procurar atendimento médico o mais breve possível.

É recomendado ainda evitar o contato com macacos, independente da raça, bem como alimentá-los. Caso algum animal seja encontrado morto ou caído, a orientação é para que o Centro de Controle de Zoonoses do município seja acionado imediatamente, por meio do telefone 3231-6494, ou o Corpo de Bombeiros, pelo 193.

 

 

‘Vírus pode estar em circulação’

O infectologista Ricardo Santaella Rosa acha correta a campanha emergencial, porque há risco da doença se espalhar para a zona urbana da cidade. Ricardo recomenda empenho da Prefeitura na procura por mais macacos contaminados para afastar a possibilidade de contaminação para os seres humanos. “Todo cuidado é pouco porque estamos em uma região que faz divisa com estados do Centro-Oeste do Brasil, onde há casos de febre amarela silvestre e urbana. O vírus pode estar em circulação na região, porque já tivemos uma morte em Bady Bassitt”, alerta o infectologista.

Para o especialista, pesa contra a região de Rio Preto as epidemias de dengue registradas nos últimos anos, o que demonstra a falta de controle do mosquito transmissor da doença. “É importante ressaltar que a febre amarela pode matar em até sete dias. Depende do estado de imunidade da pessoa infectada.” A vacina contra febre amarela é gratuita e está disponível nos postos de saúde em qualquer época do ano. É administrada em dose única a partir dos 9 meses de idade e é válida por 10 anos.

 

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