Diário da Região

31/07/2016 - 00h00min

MUSEUS

Ânimo novo para Dom João 6º

MUSEUS

Mara Sousa Emanuel, fã de literatura e museus, se interessa pelas máquinas de escrever
Emanuel, fã de literatura e museus, se interessa pelas máquinas de escrever

Trabalho insano. Mas os responsáveis pelo museu, Thaís de Freitas e Mateus Borges, mergulham com ânimo, máscara e luvas na medição, avaliação e fotografias de peças, quase virando-as do avesso com a delicadeza que uma peça antiga requer. As peças, em sua maioria, não têm datação, e cabe a eles dar uma referência etária e cultural para o objeto.

Se você não conhece, saiba que o Dom João 6º encanta, pelo brilho do local, limpeza, organização, respeito pela história e atendimento. Podia ser melhor, mas não há dotação orçamentária, nem catalogação eficiente, nem museólogo.

Por exemplo, entre os utensílios agrícolas, há uma foice com um número pintado à mão: 1885. Não se sabe se é o ano do instrumento, ou um número escrito pelo primitivista José Antônio da Silva, que recebia peças antigas na biblioteca municipal onde trabalhava.

Quando o museu foi fundado, o governo do Estado enviou kit, contendo algumas peças (como dois banquinhos de pau-brasil) e retratos do rei. Com o tempo, a coleção aumentou. A maior peça é um carro de boi do século passado.

Um dos itens importantes é o capacete de combatente da Revolução de 32, de uso do ex-prefeito e médico Synésio de Mello e Oliveira, ao lado de suas medalhas e munição de guerra. Dr. Synesio foi capitão constitucionalista e líder da comissão de construção do Monumento MMDC- hoje em frente ao Fórum.

O acervo, de 1 mil peças, faz uma radiografia da vida caipira e urbana de Rio Preto, com uma coleção de máquinas de escrever, de fotografar, telefones, malas, ferros a carvão, ferramentas de trabalho, fogareiros, utensílios de lavrar a terra, chaleiras de ferro e até uma televisão Colúmbia, em caixa de madeira. São adquiridas pelo museu ou doadas.

“Às vezes, as pessoas vêm com objetos tão deteriorados, que ficam melhor no lixo. Não têm qualificação, nem identidade para ficar exposto em museu,” diz a professora de artes Thais de Freitas, uma das representantes regionais do Sisem- Sistema Estadual de Museus de São Paulo.

Dê um pulo lá

Quem visita a Biblioteca Municipal, na Praça Cívica, pode subir um andar que já está no Museu Dom João 6º. E não paga ingresso.

Visitante assíduo da Biblioteca, Emanuel Oliveira, 25 anos, leitor de Dostoiesvki e Machado de Assis, já conhecia o museu e se empolga com o acervo. “Principalmente as máquinas de escrever, algumas são alemãs, muito diferentes umas das outras,” diz.

Estudante do terceiro ano de Direito, Emanuel pretende seguir carreira no Itamaraty (Instituto Rio Branco) e sabe que tem de ler muito para adquirir cultura geral.

Toda terça e quinta-feira, ele não perde sessão no Tribunal do Júri, do Fórum, e foi por lá que conheceu o busto de Miguel de Cervantes, autor de Dom Quixote, ídolo da literatura espanhola. “Por gostar de museu, acho que presto mais atenção nestes detalhes. O busto foi doado pela colônia espanhola de Rio Preto,” disse.

Telefone: 3202-2313

As fotos abaixo são de Mara Sousa

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