Diário da Região

27/07/2016 - 00h00min

ROTA DO ATLÂNTICO

Empresário paga R$ 7,5 milhões para se livrar da prisão

ROTA DO ATLÂNTICO

FERDINANDO RAMOS Após sair da prisão, José Maurício Caldeira foi para apartamento no balneário de Cascais.
Após sair da prisão, José Maurício Caldeira foi para apartamento no balneário de Cascais.

Para escapar da prisão, o empresário rio-pretense José Maurício Caldeira, diretor financeiro da Asperbras, teve de pagar uma caução de 2 milhões de euros (R$ 7,5 milhões) à Justiça portuguesa. A Polícia Judiciária e o Ministério Público português investigam o envolvimento de Caldeira em um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a atuação da Asperbras na Europa e na África.

Em fevereiro deste ano, a polícia de Portugal desencadeou a fase ostensiva da Operação Rota do Atlântico e prendeu o empresário José Veiga, diretor da Asperbras no Congo-Brazzaville e próximo do rio-pretense.

Na ocasião, Caldeira, que liderou a construção do Plaza Avenida Shopping, em Rio Preto, deixou Portugal às pressas e regressou ao Brasil. Mas ele seria preso em maio pela Interpol na Argentina e, no último dia 18, extraditado para Lisboa.

Após ser ouvido formalmente pelo juiz do caso, a Justiça decretou a prisão preventiva de Caldeira, segundo a assessoria do Ministério Público, mas ofereceu ao rio-pretense a possibilidade de soltura em troca da caução milionária, além do compromisso de não deixar o país pelos próximos meses e de não se comunicar com os demais investigados.

A condição foi aceita por Caldeira, que pagou o valor exigido, ainda de acordo com o Ministério Público. O Diário apurou que, desde o último fim de semana, o rio-pretense segue em seu apartamento no balneário de Cascais, sul de Portugal.

A Asperbras nega irregularidades nesses episódios e também isenta Caldeira de envolvimento nas condutas supostamente ilícitas do português José Veiga.

Congo

Um dos principais focos da Operação Rota do Atlântico são os contratos entre o governo do Congo-Brazzaville e a Asperbras, da família Colnaghi, de Penápolis. José Veiga foi acusado de corromper altas autoridades do país africano em troca de polpudos contratos para a Asperbras. No cofre de uma mansão supostamente do português, que foi dirigente do Benfica e empresário de jogadores de futebol, a polícia encontrou US$ 8 milhões em espécie, montante que seria entregue a autoridades africanas.

Só no Congo-Brazzaville, uma cleptocracia na África Central comandada há décadas pelo presidente Denis Sassou Nguesso, a Asperbras soma US$ 1 bilhão em contratos, dos quais US$ 400 milhões foram para perfuração de 4 mil poços artesianos. O preço médio (US$ 10 mil por poço) ficou dez vezes acima do que é pago nos países vizinhos, segundo o jornal “O Globo”.

Outros US$ 200 milhões foram pagos à empresa por um mapeamento geológico, nove vezes acima de estudo similar feito em Camarões.

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