Diário da Região

09/09/2016 - 00h00min

EDUCAÇÃO

Metade das escolas leva ‘bomba’ nos anos finais do ensino básico

EDUCAÇÃO

Guilherme Baffi 8/9/2016 Escola Luiz Jacob, no bairro São Francisco, recebeu 4,5. Meta era de 5,</CW>6
Escola Luiz Jacob, no bairro São Francisco, recebeu 4,5. Meta era de 5,6

Metade das escolas públicas de Rio Preto não conseguiu alcançar a meta estipulada pelo Ministério da Educação (MEC) nas avaliações nacionais dos anos finais da educação básica. É isso que diz o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2015, divulgado nesta quinta-feira, dia 8. Das 36 escolas - 31 delas estaduais e 5 municipais -, em 18 a nota alcançada foi menor do que a esperada pelo governo federal.

O Ideb é o principal indicador de desempenho da educação brasileira. Divulgado a cada dois anos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia do MEC, o índice leva em consideração a taxa de aprovação e o desempenho dos estudantes na Prova Brasil/Saeb, que mede os conhecimentos dos estudantes em leitura e matemática.

Nos anos finais, do 6º ao 9º ano, a maioria das escolas (29) conseguiu nota melhor do que a de 2013. Mesmo assim, em 18 delas o índice ainda foi abaixo da meta.

A escola mais distante de alcançar a meta proposta pelo MEC é a João Deoclécio da Silva Ramos, localizada no distrito de Talhado, e de administração estadual. Em 2011, a escola tirou nota 5, acima da meta para aquele ano, que era de 4,4. Depois caiu para 4,7 em 2013, quando o objetivo ainda era 4,7. Já em 2013, o resultado foi bem abaixo do esperado, com nota 3,9 mediante uma meta de 5,1.

Outra instituição de ensino que ficou distante de seu objetivo é a escola municipal Luiz Jacob, no bairro São Francisco. O Ideb foi de 4,5 e a meta era de 5,6, ou seja, ficou a 1,1 do desejado.

“O desafio dos anos finais é fazer a transição do aluno de um sistema de educação para outro em uma idade em que o desenvolvimento do aluno é mais delicado. Ele sai de um modelo onde tem apenas um professor e passa a ter vários professores. O segundo elemento é que ainda existe uma parcela de alunos que chega com uma lacuna no aprendizado. É preciso criar uma política de transição com reforço para garantir a recuperação”, disse Olavo Nogueira Filho, gerente de projetos da ONG Todos Pela Educação.

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Metas

O MEC calcula as metas levando em conta a série história de resultados desde 2005. Utiliza a lógica de que é preciso evoluir a cada avaliação com o objetivo de fazer com que o Brasil atinja o patamar educacional da média de países desenvolvidos.

No geral, nos anos finais, Rio Preto ficou com um Ideb de 5,1 abaixo da meta proposta, que era de 5,5. A cidade é a 236º no Estado e a 1.421 do País nessa etapa do ensino. O Estado de São Paulo obteve nota 4,7, perdendo apenas para Santa Catarina, com 4,9.

Sobre o desempenho das escolas estaduais nos anos finais, a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação do Estado disse que a dirigente de ensino não daria entrevista e não respondeu aos questionamentos da reportagem até o início da noite de quinta-feira.

A Secretaria de Educação de Rio Preto ponderou que as escolas municipais tiveram evolução em relação ao último Ideb, mas não disse o que vai fazer para que elas atinjam a meta.

Anos iniciais têm destaque

Diferente dos anos finais, os anos iniciais em Rio Preto dão exemplo. Das 47 escolas, em apenas seis a meta não foi atingida.

A maior nota foi da escola Daud Jorge Simão, instalada no bairro Cidade Jardim, com resultado de 8,1, quando a meta era 7,3.

A Secretaria Municipal de Educação de Rio Preto, responsável por 38 das 47 escolas de anos inicias na cidade, informou que os bons índices obtidos são resultados dos constantes investimentos em aprimoramento do currículo escolar por meio de formação continuada de professores em capacitações periódicas, na infraestrutura, em recursos humanos, atendimento educacional especializado, dentre outros.

Nos anos iniciais Rio Preto teve Ideb de 6,7, acima dos 6,4 projetados para o ano. Já o Estado, obteve média 6,4 e ocupa o primeiro lugar no Brasil.

Escola de Novo Horizonte é a 5ª melhor do País

Cidade conhecida por bons resultados em educação pública e por figurar entre as maiores notas nas avaliações, Novo Horizonte tem uma escola com a 5ª melhor nota do País no Ideb 2015 nos anos finais - 6º ao 9º ano - na categoria escolas municipais.
A escola Francisco Alvares Florence obteve nota 7 e divide a quinta posição no ranking nacional com a escola Maria Glaucineide Firmiano da Silva, que fica em Pentecoste, no Ceará.

A nota da escola é a melhor do Estado entre as que oferecem o ensino nos anos finais. “Nosso método de trabalho é em rede. O que uma escola desenvolve outra também faz. Embora tenhamos nível socioeconômico diferente, trabalhamos o mesmo conteúdo, de formas diferentes. Todas caminham juntas nesse sentido. Fazemos avaliações semanais para saber a evolução dos alunos e corrigir o que não foi aprendido. Não queremos ilhas de excelência, mas sim uma boa educação como um todo”, disse o secretário de Educação de Novo Horizonte, Paulo Cesar Magri.

Na média geral dos anos finais, a cidade teve nota 6,7, a melhor do Estado e a 12ª do Brasil. Já nos anos iniciais - 1º ao 5º ano - o Ideb de Novo Horizonte foi de 7,6, o nono melhor do Estado de São Paulo.

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