Diário da Região

08/06/2016 - 00h00min

QUE TEMPO É ESSE?

Chuva de junho já registra o maior volume médio diário dos últimos dez anos em Rio Preto

QUE TEMPO É ESSE?

Celso Leandro/ Divulgação NULL
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Esse é o junho mais chuvoso de Rio Preto nos últimos dez anos. Em apenas seis dias já choveu quase o dobro do esperado para o mês. A média de chuva deste ano é maior até do que junho de 2012, mês que bateu recorde de chuvas. Do dia 1º até segunda-feira, dia 6, a cidade registrou 91,6 milímetros de chuva, média de 15,2 milímetros por dia. O esperado, baseado na média histórica do município, era de no máximo 55 milímetros.

A quantidade que choveu neste junho só perde para 2012, quando caíram sobre Rio Preto 166 milímetros de chuva, ou seja, 5 milímetros por dia. As informações são do Posto de Sementes de Rio Preto, que faz a medição no Parque Industrial. Dos sete dias do mês, em apenas dois não choveu. Se continuar nessa média, junho de 2016 pode se tonar o mês de junho mais chuvoso dos últimos dez anos. Esse clima é considerado atípico para a época do ano, quando geralmente faz frio e o tempo fica seco.

Não bastasse a água que cai do céu, essas tempestades estão vindo acompanhadas de ventos fortes e granizo. Os meteorologistas afirmam que a cidade está vivendo dias de verão no outono, ou seja, tempo instável, com risco de fortes chuvas. Outra característica que é do verão e está sendo registrada neste mês é o alto índice de raios. Na última semana, as tempestades provocaram uma série de transtornos em Rio Preto e região.

Vieram acompanhadas de raios. Dezenas de árvores caíram, um barracão em construção desabou e uma rodovia ficou intransitável devido à alta quantidade de granizo na pista. Isso não é exclusividade do Noroeste paulista. Em Campinas, o fenômeno chamado de microexplosão derrubou pelo menos 70 árvores e destelhou casas. Duas pessoas ficaram feridas, além de 100 mil imóveis que ficaram sem energia.

 

Arte - Raios - 08062016 clique na imagem para ampliar

Alerta

Ainda nesta terça-feira, dia 7, o Centro de Previsão de Estudos Climáticos (Cptec) mantinha um aviso de atenção alertando sobre o “risco moderado para ocorrência de fenômeno meteorológico adverso dentro das próximas 72 horas”. E pedia às pessoas para que acompanhem com mais frequência as atualizações da previsão do tempo, “pois poderá necessitar mudar seus planos e se proteger dos eventuais impactos decorrentes de tempo severo”. O comunicado vale para São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio de Janeiro. Apesar disso, o CPTEC afirma que uma frente fria deve chegar na região na próxima semana e deixar o tempo mais estável e com menos riscos de tempestades.

Umidade e vento

As tempestades acompanhadas de ventos fortes e granizo em Rio Preto e região estão sendo causadas por uma combinação de umidade em baixa altitude e vento em alta atitude. O meteorologista Caetano Mancini, do CPTEC, afirma que a umidade vem da Amazônia a uma altura de cerca de um quilômetro. Enquanto isso, um vento oeste age a cinco quilômetros do solo. 

“Quando esse fluxo se descola e vai em direção do Atlântico, favorece a instabilidade, principalmente por vir associado à injeção de umidade da Amazônia”, explica. De acordo com Mancini, esses fatores, associados a uma temperatura quente no solo e fria no alto, são características do verão e que poucas vezes são vistas no outono. “Esse padrão provoca tempestades severas. Ainda não sabemos porque o padrão está se comportando dessa maneira”, disse.

Interior sofre estragos

Uma pessoa morreu e dez ficaram feridas durante um vendaval que atingiu o bairro Canguera, em São Roque, interior de São Paulo, na noite desta segunda-feira, 6. Casas, restaurantes e até uma vinícola ficaram destruídos. O vento derrubou dezenas de árvores, interditando a Estrada do Vinho, principal ponto turístico da cidade. Um operário de 58 anos que trabalhava na reforma da vinícola foi atingido pelos escombros. Pelo menos 40 casas ficaram destruídas.

Veículos foram arrastados pelo vento. Dez feridos foram levados para a Santa Casa da cidade e, destes, seis transferidos para hospitais de Sorocaba. Em Mairinque, cidade vizinha, 30 casas foram destelhadas pelo temporal no bairro Sabandilha. Três imóveis desmoronaram e as famílias ficaram desabrigadas. Uma pessoa ficou ferida. Em Jarinu, um homem morreu e cerca de 50 pessoas ficaram feridas após temporal. As cidades de Capivari e Monte Mor, na região de Piracicaba, têm grandes áreas urbanas alagadas pelo transbordamento do rio Capivari.

A Defesa Civil está removendo moradores das áreas em maior risco. Em Campinas, o rio Atibaia transbordou no Distrito de Sousas. No domingo, dia 5, um tornado atingiu a cidade e causou a queda de ao menos 70 árvores, destelhou casas e alagou avenidas. Um corredor de ventos ultrapassou os 100 km/h, podendo ter chegado a 120 km/h. Duas pessoas ficaram feridas e 100 mil imóveis ficaram sem energia. 

 

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