Diário da Região

22/07/2016 - 00h00min

SOLIDARIEDADE

Veja histórias de quem foi salvo por doadores de sangue

SOLIDARIEDADE

Johnny Torres 21/7/2016 Fernanda, Clemerson e os filhos: depois de acidente, ela e os filhos Maria Clara e Leonardo precisaram de transfusão de sangue. O marido e Vinicius (à frente) tiveram ferimentos menos graves.
Fernanda, Clemerson e os filhos: depois de acidente, ela e os filhos Maria Clara e Leonardo precisaram de transfusão de sangue. O marido e Vinicius (à frente) tiveram ferimentos menos graves.

Matheus, um ano e meio. Fernanda, 40 anos. Leonardo, 15. Maria Clara, 11 anos. Oscar, 40. O que eles têm em comum? Foram salvos por um gesto de solidariedade de pessoas que eles nem conhecem. A iniciativa, que dura cerca de 30 minutos, é a esperança de muitos pacientes para continuar vivendo. Como não há substituto para o sangue, ele é primordial. Cada doador pode salvar até quatro vidas e, desde que atenda as condições básicas, qualquer um pode doar.

Passados quase cinco anos, a família da dentista Fernanda Heloísa Franco da Rocha recorda com gratidão todos que se mobilizaram para repor o estoque de sangue que eles precisaram. Mãe, pai e os três filhos - Leonardo, Maria Clara e Vinícius - retornavam para casa, na BR-153, quando um carro fez ultrapassagem em local proibido, invadiu a pista contrária e atingiu o carro em que eles estavam. Fernanda, Leonardo e Maria Clara precisaram de transfusão. O marido dela e o filho do meio sofreram ferimentos menos graves.

“Rezo por essas pessoas que nos ajudaram. Se não tivesse o sangue, poderíamos até não ter sobrevivido”, afirma Fernanda, que fraturou o fêmur em 11 pontos. Foi ela quem mais precisou de bolsas. Após receber alta, 20 dias depois do acidente, teve que retornar ao hospital porque suas plaquetas estavam baixas. Leonardo sofreu traumatismo craniano e fraturou um braço. A internação durou 25 dias. Maria Clara quebrou as duas pernas, ficou dez dias internada.

A família precisou contar com a colaboração de amigos para repor o estoque. “Chegou um momento que não precisavam mais doar para nossa família. Quando saí do hospital fiz questão de agradecer o apoio, que foi essencial para minha família estar unida”, disse o marido, Clemerson Fernando dos Santos, 40 anos. Fernanda conta que sempre participa de campanhas de doação. “Ainda não posso doar, mas sempre que vejo alguma campanha no Facebook incentivo as pessoas que podem fazer a doação”.

oscar 22072016 Após acidente, Oscar Souza Carvalho Junior precisou de 8 bolsas de sangue e 2 de plasma.

Gesto de desconhecidos

O pequeno Matheus no colo da mãe, a dentista Silviani Bega Nogueira Tassari, 39 anos, ainda não entende como o gesto de um desconhecido salvou sua vida, mas o exemplo já motiva a irmã dele, de 12 anos. Matheus, aos 3 meses, foi diagnosticado com diabetes neonatal. A taxa de glicemia atingiu 960 e ele quase morreu. Até ser diagnosticado ficou debilitado e precisou de uma bolsa de sangue. “Graças a Deus tinha o sangue na hora em que ele precisou. Eu sou doadora e minha filha já fala que quando puder ela quer doar. Ela sabe que é importante e que salvou o irmão”, conta Silviani.

Sentimento de gratidão

Atropelado por uma caminhonete conduzida por um adolescente na vicinal que liga Rio Preto à Vila Azul, o empresário Oscar Souza Carvalho Junior, 40 anos, perdeu muito sangue até a chegada do socorro e o transporte ao hospital. Ele precisou de oito bolsas de sangue e duas de plasma. Oscar fez questão de participar da reportagem “para de alguma forma colaborar para que as pessoas doem sangue”.

O acidente de Oscar aconteceu em outubro de 2012 e ele não esquece os momentos delicados e como passou por eles. “Precisei passar por 20 cirurgias e ainda faço tratamento. Tenho um sentimento de gratidão muito grande por quem me ajudou. Não posso doar porque na minha primeira doação há 22 anos descobri que tinha hepatite B. Isso sempre me deixou chateado e com o acidente fica ainda mais forte a minha consciência sobre a importância desse gesto”.

A Organização Mundial da Saúde recomenda que pelo menos 3% da população de um país sejam doadores. No Brasil, esse número é de 1,8%. As férias de julho e o frio costumam afastar os doadores e intensificam a dificuldade em se captar novos. O Hemocentro de Rio Preto recebe em média 2,2 mil doações por mês. Mesmo assim, o estoque de sangue está 30% abaixo do normal. “Há também as doenças sazonais que afastam os doadores, por isso, nessa época ficamos mais ligados ao estoque e à criação de estratégias, como mobilizar grupos de doadores para que o nosso estoque atenda às necessidades”, afirmou a supervisora de enfermagem do Hemocentro, Mariana Lorijola Coltro.

Campanha

Para incentivar a doação de sangue e o cadastro para doação de medula óssea em Rio Preto, a Unimed realiza neste final de semana a campanha “Vamos Salvar Vidas”.

Atores do Grupo Só Riso irão distribuir pulseiras personalizadas com um QR Code e orientações de como usá-la. Ao acessar o conteúdo através da internet, a pessoa será convidada a ir até o hemocentro da cidade e doar sangue.

sangue 22072016 Clique na imagem para ampliar

As pulseiras serão entregues gratuitamente no sábado, dia 23, das 9 às 18 horas, no Praça Shopping, e das 12 às 16 horas, no Plaza Avenida Shopping. No domingo, dia 24, elas estarão disponíveis no Shopping Iguatemi, das 12 às 16 horas. Ao todo, serão distribuídas cinco mil unidades.

Já as doações poderão ser agendadas de 26 a 29 de julho diretamente no hemocentro pelo telefone (17) 3201-5151. A cada dia, os 100 primeiros doadores serão recepcionados no local por uma banda instrumental e irão receber um lanche gourmet preparado pelo chef Mauro Silva, do restaurante Bambina Gastronomia.

Paralelamente, a campanha também será realizada entre os colaboradores da Unimed Rio Preto. Todos irão receber a pulseira. Os interessados deverão se inscrever e serão levados até o local no dia marcado para a doação.

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