Diário da Região

07/07/2016 - 00h00min

EU CHEGO LÁ

Estudos comprovam que casar engorda

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Johnny Torres Débora começou a correr para perder peso e logo o marido Anestor acompanhou-a. (Foto: Johnny Torres)
Débora começou a correr para perder peso e logo o marido Anestor acompanhou-a. (Foto: Johnny Torres)

Com a lua de mel vem também outra união: a do casal com os alimentos mais adorados do parceiro e também engordativos. Há mais de uma década que estudos feitos mundo afora provam que casar engorda.

O mais recente, que foi publicado há cerca de um mês no Journal of Family Issues, conclui que, em geral, solteiros e divorciados são mais magros que pessoas casadas. O estudo é abrangente e se baseou em pesquisas feitas com norte-americanos ao longo de duas décadas, desde 1979.

Duas são as razões apontadas para que o “amor” engorde. A hipótese do pesquisador de sociologia da Western Washington University Jay D. Teachman, é que o “mercado da paquera” evita o ganho de peso. A pessoa precisa estar mais dentro dos padrões sociais de beleza para uma conquista. A outra razão é que a mudança no estilo de vida ao se casar faz o ponteiro da balança ir às alturas.

Segundo a nutricionista Thaís Pillotto Duarte, é comum casais procurarem seu consultório com relato de ter ganho peso depois da união. “É ainda mais corriqueiro com as mulheres. É que muitos homens continuam a ter certos hábitos de solteiro, como jogar bola ou ir a uma academia, que a mulher abandona por falta de tempo”.

Não é incomum a mulher ter de cuidar da casa e também trabalhar fora.

“Os passeios passam a ser outros. Se quando eram solteiros saíam para a balada, depois de casados preferem um restaurante. Outra situação que escuto muito no consultório é que, para agradar, a mulher passou a fazer os pratos preferidos do marido e são comidas que engordam. Ela ainda passa a comer em quantidades maiores, assim não tem como os dois não engordarem”, diz.

Thaís é a nutricionista de Carmem Mardegan Tricca, que o Diário acompanha no Eu Chego Lá, retratando processos e métodos de emagrecimento.

A rotina do casamento foi o que levou a dona de casa Cristiane, 43, e o bancário Leonardo Matos, 40, a ganhar peso. Quando se casaram, há 16 anos, ela já estava um pouquinho acima do peso e ele, digamos, gordinho. “Eu sou alta, tenho 1,70 metro e pesava 85 quilos. Meu marido, com 1,86 metro, pesava 130 quilos. Eu engordei mais 18 quilos e ele, mais 25 quilos. A situação ficou insustentável”, diz

Cristiane atribui o ganho de peso ao dia a dia, à comidinha gostosa, ao sedentarismo do casal e ao estilo de lazer, que passou a ser os restaurantes.

“Percebemos que não estava nada bem, estávamos descontentes com nosso corpo e eu decidi que iríamos no médico e o convenci a me acompanhar”. Há pouco mais de dois meses, o casal passou por um nutrólogo de Rio Preto, mudou completamente a alimentação e começou a fazer exercícios físicos diariamente. Eles variam entre caminhada e natação.

“Os exercícios ajudaram muito no emagrecimento, potencializaram a perda de peso. Como temos um filho pequeno nos revezamos, ele faz cedo e eu à tarde, mas as refeições são feitas sempre em família. Também conversamos e definimos qual será nosso cardápio diário e o do fim de semana”, conta.

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Cristiane já conseguiu eliminar 13 quilos e o marido, 14. “Não estamos focados no peso e sim na circunferência abdominal, que é o que aponta a saúde; e o que queremos é estar saudáveis. Sei que ainda temos que perder muito peso, mas nossa preocupação não é ser magros, é a qualidade de vida”.

Segundo ela, mesmo ainda com quilos a perder, a vida do casal é outra. “O sono é melhor, caminhar é mais fácil, temos muito mais disposição para fazer as coisas em família e a autoestima está ótima. A gente mostra um para o outro a roupa que está mais larga e até peças que não servem mais. É muito bom”, afirma.

Seguindo os passos

O casal Barreira reforça os estudos que apontam que casar engorda. Depois de 11 anos juntos, eles viram o corpo mudar.
A gerente administrativo Débora Mitiuzzi Barreira, 34, pesava 65 quilos quando se casou, mas chegou aos 80. O marido, o engenheiro civil Anestor César Dias Barreira, 30, teve um ganho ainda mais expressivo de peso, passou de 80 para 106 quilos, ou seja, 26 quilos a mais.

Apesar de inconformados com o corpo, a iniciativa de mudança não foi a tradicional. Débora decidiu fazer parte de um grupo de corrida de Rio Preto. O marido tinha sempre que acompanhá-la, já que eles têm uma filha, e a via correr. 

“Ele resolveu também passar a correr e foi aí que buscamos ajuda com uma nutricionista para que nosso processo de emagrecimento fosse mais rápido, saudável e definitivo”, diz a gerente. Ela já emagreceu 13 quilos e ele 23. Além de correr, fazem treinos funcionais e pilates.

“Agora a nossa dieta não é mais para emagrecer, é para ganhar músculo e resistência para as corridas”, conta. É que o casal se identificou tanto com a prática esportiva que virou uma espécie de hobby. No ano passado eles participaram de uma meia maratona (21 quilômetros) no Rio de Janeiro, este ano foi em São Paulo. 

Pretendem correr em outras provas ainda em 2016 e participar de uma competição em 2017, em Buenos Aires, na Argentina.

“Hoje temos um tempo só para nós, que é quando participamos das competições. Podemos namorar e ainda viajar. Temos o prazer de comer juntos, de comentar nossas superações e traçar novos desafios. A nossa vida mudou completamente”, conclui Débora.

euchegola0707 Silvia Mardegan Tricca pretende perder 12 quilos. (Foto: Guilherme Baffi)

'Foi uma semana difícil, mas com resultados'

“A última semana foi muito difícil porque perdi uma pessoa da família e foram dois dias entre velório e enterro, mesmo assim tentei manter o ritmo do processo de reeducação e também de exercícios. Fui na manhã de hoje (quarta-feira, dia 6) ao consultório da minha nutricionista e vi que consegui emagrecer mais 900 gramas, estou muito satisfeita. A dieta alimentar em casa mudou para todos. Não compro mais doces, estamos comendo gelatina diet. Minha mãe e meu marido também estão consumindo uma quantidade menor de comida durante as refeições. Eles me veem comendo, sabem que é o adequado, e me seguem. O processo em si está excelente.”

 

 

 

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