Diário da Região

05/07/2016 - 00h00min

AUDITORIA

Conselho vai investigar serviço de oftalmologia do Ielar

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GUILHERME BAFFI Júlio Cesar Caetano, presidente do Conselho Municipal de Saúde de Rio Preto, em audiência pública. (Foto: Guilherme Baffi/Arquivo)
Júlio Cesar Caetano, presidente do Conselho Municipal de Saúde de Rio Preto, em audiência pública. (Foto: Guilherme Baffi/Arquivo)

O Conselho Municipal de Saúde vai pedir auditoria no serviço de oftalmologia oferecido pela Secretaria Municipal de Saúde de Rio Preto. O motivo é descobrir porque o município não comprou de outros serviços os ultrassons que não estão sendo feitos no hospital Ielar.

O serviço de ultrassom oftalmológico do Ielar está parado há três meses. Isso porque o equipamento que realiza os exames quebrou no dia 12 de abril, ainda não foi consertado e nem substituído.

“Vamos pedir uma auditoria no serviço. O município contrata o serviço. Se está quebrado, deveria comprar de outro lugar”, disse Julio Caetano, presidente do Conselho Municipal de Saúde de Rio Preto.

Caetano afirma que o assunto também será debatido durante a reunião do Conselho no próximo dia 12. “A Secretaria (de Saúde) vai ter que explicar. É dinheiro federal que paga isso. Se for confirmada alguma irregularidade ou desassistência o caso vai para o Ministério Público Federal”, disse o presidente do Conselho.

A Secretaria Municipal de Saúde afirma que os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) não foram prejudicados.

“A Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Departamento de Regulação, Avaliação e Controle, informa que os usuários que necessitam de cirurgia de catarata e regulados para atendimento no hospital Ielar não foram prejudicados, uma vez que há mais dois prestadores com este procedimento contratado”, informou em nota à imprensa.

A pasta afirmou ainda que disponibilização do exame é realizada de acordo com a avaliação do médico regulador e protocolo existente.

E ainda que o Ielar vem cumprindo o número de cirurgias oftálmicas contratadas pelo município.

Quem depende de um ultrassom no olho discorda das informações da Secretaria Municipal de Saúde. O jornalista Alexandre Mamed, 55 anos, tem indicação de uma cirurgia de catarata no olho esquerdo desde fevereiro, mas sem o ultrassom não conseguiu concluir a bateria de exames necessários para passar pela cirurgia. Desde de fevereiro, ele tenta realizar o exame, sem sucesso.

“Não aguento mais essa situação. Já fiz exames preliminares, exame de fundo de olho, mas como está muito grudada (a catarata) vão ter de fazer um ultrassom”, disse.

A Saúde informou que o exame de Mamed foi solicitado no dia 19 de maio, como exame complementar ao diagnóstico e posterior tratamento e será realizado nesta quarta-feira, dia 6.

O caso dele foi publicado em reportagem no Diário da Região do último sábado, dia 2. Antes da publicação da reportagem, o exame não tinha sido agendado.

De acordo com o hospital, o equipamento é importado, portanto a manutenção e reposição de peças devem ser feitas somente nos Estados Unidos. Por isso a demora no conserto.

Nesses três meses, o aparelho deixou de atender 45 pacientes, mas a direção da instituição informou que atenderá todos em um único dia.

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