Diário da Região

30/08/2016 - 00h00min

SÓ REZANDO

Chances de recuperar um carro roubado são de 37% em Rio Preto

SÓ REZANDO

Guilherme Baffi 29/8/2016 O professor A.M.S.S. deu sorte: o Gol foi furtado, mas os bandidos abandonaram o carro
O professor A.M.S.S. deu sorte: o Gol foi furtado, mas os bandidos abandonaram o carro

Todos os dias cinco veículos são levados por bandidos em Rio Preto. E a cada dez furtos ou roubos, seis não são recuperados. Entre janeiro e julho deste ano, foram registrados 1.126 crimes do tipo, sendo 88 roubos e 1.038 furtos. Isso representa 174 casos a mais do que o registrado no mesmo período no ano passado. No mesmo período deste ano, a polícia localizou e devolveu às vítimas somente 417 veículos, o que representa 37%.

Uma vítima recente dos criminosos foi o mototaxista L.A.M., 48 anos. Ele foi chamado para uma corrida na avenida Mirassolândia. O bandido se passou por cliente e solicitou que fosse levado até o loteamento de chácaras São Pedro. Ao chegar ao destino, o suposto passageiro o ameaçou com um revólver, anunciou o assalto e fugiu com o celular, R$ 107 em dinheiro e a moto, uma Honda CG.

O mototaxista não pensou em reagir. “Parei, ele colocou o revólver na minha cintura e me mandou descer. A gente tem família, tenho duas filhas, de 21 e 15 anos. Não dá para arriscar, obedeci”.

Até hoje, a moto não foi localizada, o que gerou prejuízos ao mototaxista que também utilizava o veículo para fazer entregas. “Faço entregas de marmitas. Fiquei 25 dias sem moto. Só há pouco que o seguro me ressarciu. A gente se sente totalmente inseguro. Pago seguro da moto, de casa. Tem que pagar porque o governo não dá jeito, o desemprego cresce e as pessoas que já têm má índole partem para o crime”, disse o mototaxista.

O professor A.M.S.S., de 22 anos, teve mais sorte. O carro dele, um Gol, foi localizado dois dias depois de ser levado. Ele foi ao Recinto de Exposições no dia 23 de junho para participar da festa do peão e estacionou seu veículo na avenida João Batista Vetorasso, por volta das 23h30. Passou cerca de quatro horas na festa. O tempo foi suficiente para um criminoso furtar o carro.

De acordo com a Polícia Militar, a área da cidade onde os veículos roubados são abandonados em maior quantidade é a região Norte da cidade. Foi o que aconteceu com o carro do professor, que foi localizado na Vila Borghese, sem o som.

“Ainda bem que achou porque eu não tinha seguro e seria muito difícil”, disse, acrescentando que ao notar o crime se sentiu impotente. “É algo constrangedor. Não desejo para ninguém voltar ao local onde você deixou e ver a vaga vazia. Não tem o que se fazer.”

ROUBOSEFURTOS 30082016 Clique na imagem para ampliar

Alvos fáceis

Dados da Polícia Militar apontam que os veículos preferidos pelos marginais são os modelos mais populares, como Gol, Uno, Corsa, Saveiro e Palio. São veículos transitando em maior número nas vias públicas, o que faz a oferta aumentar e, por consequência, os riscos de os crimes ocorrerem.

“Os veículos importados, que possuem dispositivos de segurança mais avançados, não são alvos fáceis dos bandidos. Temos em Rio Preto maior incidência de furtos e roubos de veículos quatro rodas quando comparados com os de duas rodas e poucos casos envolvendo furtos e roubos de caminhonetes e caminhões”, disse o capitão Marcelo da Silva Lessa, chefe da seção de comunicação social, do 17° Batalhão da PM.

Além de enfrentar o perigo, motoristas ainda encaram um prejuízo no bolso: a violência deixa mais cara a contratação de um seguro. Na hora de fechar um orçamento, as seguradoras levam em consideração fatores de risco do cliente, se há ou não garagem em casa e no trabalho e o endereço do condutor. “A incidência de roubos e furtos também interfere e pode deixar mais caro o valor do seguro de um carro ou de uma moto. Um Gol, por exemplo, em média, pode ficar até R$ 400 mais caro do que um Fiesta. Cada seguradora pratica um índice, mas todas analisam o risco de sinistro”, afirmou a corretora Bruna Franciela David Santos.

Locais

Quem andou na região central teve mais chance de ter seu veículo furtado. Do total desse tipo de ocorrência, 585 se deram em bairros como Redentora, Santa Cruz, Bom Jesus e Imperial. Já os casos de roubos de veículos são mais comuns na região leste, foram 28, em bairros como Anchieta, Jaguaré, São Deocleciano e João Paulo 2º.

Veículos têm peças revendidas

Para a polícia, o que chama a atenção dos bandidos é a facilidade de revenda no mercado do crime. Parte dos veículos furtados ou roubados é levada para outros Estados e até para outros países (Paraguai e Bolívia) para serem comercializados. Outra parcela é levada para desmanches clandestinos.

“Os carros são furtados ou roubados para desmanches e revendas das peças de forma irregular. Ou ainda levados para outras cidades, as placas são clonadas e esses veículos, na grande maioria, são usados na prática de outros crimes”, afirmou o delegado José Augusto Fernandes, da DIG.

O capitão da PM Marcelo da Silva Lessa afirma que grande parcela dos veículos furtados e roubados é deixada nas vias públicas. “Normalmente, são abandonados sem as rodas e pneus, sem o estepe, sem bateria e som, objetos que são levados pelos marginais e vendidos ou colocados em outros veículos”.

Para coibir este tipo de crime, a Polícia Militar informou que tem realizado policiamento preventivo nos locais onde tais crimes mais ocorrem. “Além disso, são realizadas diversas Operações Bloqueios, além de fiscalização de locais onde são comercializadas peças usadas de veículos (desmanches).”

A polícia dá dicas de segurança: não deixar os veículos em locais ermos ou afastados de movimentação, procurar locais com boa iluminação e ficar atento à movimentação de estranhos. Outro erro comum é deixar objetos de valor visíveis dentro dos veículos. 

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