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30/08/2016 - 00h00min

ENSINO SUPERIOR

Dois de cada dez estudantes de faculdades particulares deixam o curso

ENSINO SUPERIOR

Guilherme Baffi 29/8/2016 Como os pais pensam em mudar de cidade, a estudante Bruna Trefilo, 20 anos, trancou a matrícula no segundo ano de medicina veterinária que fazia em Rio Preto
Como os pais pensam em mudar de cidade, a estudante Bruna Trefilo, 20 anos, trancou a matrícula no segundo ano de medicina veterinária que fazia em Rio Preto

A cada dez alunos de faculdades particulares de Rio Preto, dois abandonam o curso. Mesmo assim, a região é a que possui o menor nível de evasão no ensino superior do Estado de São Paulo.

Os dados são do Mapa do Ensino Superior no Brasil, elaborado pelo Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp) e divulgado nesta segunda-feira, dia 29. As informações são de 2014.

De acordo com a planilha, a região administrativa de Rio Preto, composta por 96 municípios, registrou naquele ano 20,8% de evasão nos cursos presenciais. As maiores taxas são de São José dos Campos, 33,4%, São Paulo, 32,1%, e Campinas, 29,3%.

No ensino a distância, a evasão na região de Rio Preto foi de 25,2%, a segunda menor, perdendo para Araçatuba, com 24,7%. As líderes são Presidente Prudente (39,2%), Campinas (37,6%) e São Paulo (37,6%).

O Mapa do Ensino Superior no Brasil é feito anualmente pelo Semesp e serve de referência para os administradores de faculdades para planejamento das instituições.

Saúde

O diretor executivo do Semesp, Rodrigo Capelato, afirma que não existe uma tendência nacional de queda na evasão, mas que Rio Preto é exceção por conta do alto número de cursos ligados à saúde. “Diferentemente das outras áreas, Rio Preto tem uma alta concentração das matrículas nos cursos da área de saúde e esses são os que possuem os menores índices de evasão. Quem procura esses cursos geralmente são alunos mais vocacionados e que sabem o que querem”, disse.

evasão 30082016 Clique na imagem para ampliar

De acordo com Capelato, os cursos que mais têm evasão são na área de Tecnologia da Informação (TI) e engenharia. “O primeiro porque emprega muito rápido, então os alunos conseguem um trabalho e abandonam o curso. O segundo está relacionado à baixa qualidade do ensino público. O aluno chega na faculdade sem saber o que precisa em matemática e acaba não conseguindo acompanhar a disciplina de cálculo. É comum os coordenadores de curso falarem que as notas do primeiro ano são uma tragédia”, disse.

Bruna Trefilo, 20 anos, entra nas estatísticas das que abandonaram o ensino superior. Ela cursava o segundo ano de medicina veterinária em uma faculdade particular de Rio Preto. “Meus pais estavam querendo mudar de cidade então tranquei o curso. Geralmente pagava todo o semestre de uma vez e fiquei com medo de pagar e depois ter de mudar”, afirmou.

Expectativa

Essa é a quarta queda consecutiva da evasão no ensino superior presencial em Rio Preto. Em 2010, era de 35,9%, e em 2014 caiu para 20,8%.

Mas para os próximos levantamentos, a realidade deve ser diferente. De acordo com o Semesp, por conta da crise econômica, a expectativa é de queda de 8% nas matrículas em 2015 e de 3% em 2016, nos cursos presenciais.

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