Diário da Região

22/10/2016 - 11h55min

NA UPA NORTE

Paciente acusa médicos de estarem dormindo em horário de trabalho

NA UPA NORTE

Um paciente acusa médicos da UPA Norte, em Rio Preto, de estarem dormindo enquanto ele aguardava por uma consulta. O caso ocorreu na noite de quinta-feira, dia 20, mas só neste sábado o paciente Hudson Apolônio da Silva, 30 anos, registrou boletim de ocorrência contra os médicos.

Hudson está com pneumonia e buscou a UPA por volta das 21h58. Ele conta que o local estava tranquilo, sem muitos pacientes. Sua mulher, Michele Pereira Soldi da Silva, relata que, após meia hora de espera, os pediatras começaram a atender, mas os quatro clínicos gerais não estavam recebendo pacientes em nenhuma sala.

Ela perguntou duas vezes a funcionários o que estava acontecendo. Na primeira, 20 minutos após a chegada do casal ao local, percebendo que os médicos não estavam chamando ninguém, foi informada de que a consulta aconteceria logo.

Por volta das 23h, após um deles informar que já havia avisado os médicos da espera dos pacientes, ela resolveu verificar o que estava acontecendo. Ela então começou a reclamar em voz alta. Após ouvirem seus gritos, os médicos saíram todos de uma sala com a “cara sono e vestindo jaleco amassado”. O casal acredita que eles estavam dormindo.

Hudson e a esposa contam que desde que chegaram à UPA até a hora em que os profissionais foram encontrados, o local ficou lotado de pacientes. Eles acabaram discutindo com funcionários da unidade.

Além da demora, um das coisas que revoltou o casal seria um idoso, que enfrentava uma crise de asma e chegou a vomitar devido à falta de ar. “Não tinha um médico para dar assistência. Chamei a polícia e fui ao plantão para registrar ocorrência por ter direito, como qualquer cidadão”, afirma o comerciante, que afirma ter ligado para a Ouvidoria da Secretaria da Saúde, que tem dez dias para dar um retorno.

Depois disso, os atendimentos foram retomados e Hudson chegou a ser atendido. “Aí agilizou. Mas me atenderam de qualquer jeito.” A médica que o atendeu não chegou a auscultar o pulmão do paciente, já diagnosticado com pneumonia em um outro dia em que foi à UPA, quando ele relata ter sido bem atendido. A profissional pediu um exame de sangue e a ida à UPA nesta quinta-feira seria um retorno médico.

Hudson diz que pretende levar o caso à Justiça. “Não é só por mim. Tinha muitas outras pessoas precisando de atendimento. A gente paga para ter atendimento pelo menos digno e a gente não tem. É um descaso com a população.”

A reportagem procurou a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde, que informou que vai averiguar o ocorrido e tomar as providências cabíveis.

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