Diário da Região

30/09/2017 - 00h00min

SUPERLOTAÇÃO E CALOR

Passageiros de ônibus reclamam de veículos lotados, falta de cortinas e calor

SUPERLOTAÇÃO E CALOR

Johnny Torres 25/9/2017 Ônibus da linha Distrito Industrial, no fim de tarde: lotação faz com que passageiros viagem apertados
Ônibus da linha Distrito Industrial, no fim de tarde: lotação faz com que passageiros viagem apertados

Sob temperaturas superiores a 30º, os usuários do transporte público de Rio Preto enfrentam superlotação causada por poucos carros rodando, calor e Sol – muitos dos veículos estão sem cortinas. Em março deste ano, a Prefeitura reajustou de R$ 2,60 para R$ 3,00 o valor da passagem paga em dinheiro, um aumento de 15,3%.

Na última segunda-feira, 25, a reportagem pegou a linha do Distrito Industrial do bairro até o terminal no fim da tarde. O carro foi lotado, com muitos passageiros em pé. “Sempre desse jeito. Tem outro que vem depois, menos lotado. Prefiro pegar esse para chegar mais cedo em casa”, conta Joaquim Jesus Dias, soldador de 37 anos.

A auxiliar de almoxarifado Cristiane Pita Rocha, 37 anos, estava voltando para casa. No terminal, ela tomaria o Cristo Rei. “Sempre lotado, cada dia pior. Calor insuportável”, descreve. Outro problema apontado por ela é que não dá para saber qual carro virá sem cortina. “É uma surpresa, a hora que você monta não tem cortina. Além do calor, tem o sol. Horário que eu volto ainda tem, ainda mais agora que vai mudar o horário.” Pela manhã, para ir ao trabalho, ela sai de casa quase meia hora mais cedo para tomar o ônibus das 5h30 e assim conseguir sentar, porque nesse horário ele já está cheio.

Os ônibus estão inclusos no Plano de Mobilidade Urbana, aprovado e 2015. Dentre as obras anunciadas, nenhuma está finalizada. O terminal rodoviário e os corredores de ônibus devem ficar prontos apenas em agosto de 2018. Os miniterminais dependem de licitação e não há prazo para que isso aconteça, segundo a Prefeitura, por questões orçamentárias.

Os amigos João Batista Oliveira e Heraclito Junior, auxiliares de pintor, viajam no ônibus do Distrito Industrial todos os dias. Além do calor e lotação, eles apontam a falta do prometido sinal de wi-fi e que as pessoas com deficiência às vezes são prejudicadas, pois só é possível transportar um cadeirante em cada veículo, e já presenciaram cena em que havia dois no ponto – um deles precisou esperar o próximo ônibus.

Jeferson dos Santos, auxiliar de tecido de 28 anos, e a auxiliar de produção Nathália Garcia, 24, utilizam a linha do Distrito Industrial e também a do Lealdade-Amizade, que para eles é a mais lotada. “Pelo menos no horário de pico tinha que ter mais ônibus. Por isso que lota, porque é de meia em meia hora”, diz ela. Segundo Jeferson, todos os dias eles viajam de pé.

Outro problema apontado é a falta de cobradores – se eles estivessem presentes, os passageiros acreditam, por exemplo, que poderia chamar atenção das pessoas que não cedem assento para as que precisam mais.

De manhã

Na terça-feira, dia 26, a reportagem tomou o ônibus do Riopreto Shopping, que passa por bairros comerciais como Redentora. Já saiu do terminal com gente em pé. Ao chegar no Hospital de Base, estava menos lotado.

Nele estava a empregada doméstica Valquiria Oliveira Silva, de 52 anos. Ela comenta que os carros são empoeirados e muitos não têm cortina.

Para a auxiliar de limpeza Minaura Pereira Santos de Araújo, 58 anos, que toma quatro ônibus por dia, o que mais incomoda é o calor. “Sem cortina tem dia que é ruim, ainda mais agora que vai entrar o horário de verão.”

Cristiane de Moraes Santos, auxiliar de limpeza de 30 anos, também toma dois ônibus para ir e dois para voltar do trabalho. Ela mora no Residencial Rio Preto I. “Muita lotação, calor, Sol, não tem cortina nem atrás, nem na frente, nem do lado.”

Cristiane Cristiane, que pega quatro ônibus diariamente, reclama da lotação, do calor e da falta de cortinas

Prefeitura diz que não há superlotação

Em nota, a Secretaria Municipal de Trânsito, Transporte e Segurança disse que a frota total do transporte coletivo urbano é formada por 280 veículos – 188 deles são da Circular Santa Luzia e 92 pertencem à Expresso Itamarati.

“Porém, os vidros/janelas desses veículos são providos de películas de controle solar”, alegou. Informou também que os carros fabricados antes de 2011, ano da norma, têm cortinas, e que elas serão retiradas conforme eles forem excluídos do sistema.

Sobre o espaço destinado às pessoas em cadeiras de roda, a Secretaria disse que também segue normas que dispõem sobre a acessibilidade. “Como previsto em contrato, a frota é limpa, na sua parte interna, diariamente. Na parte externa, essa limpeza ocorre no mínimo três vezes por semana”, falou no texto a assessoria de imprensa.

No entendimento da Secretaria, nos horários de pico ocorre uma grande ocupação dos ônibus, não sendo atingida a capacidade máxima para se falar a existência de superlotação.

Em nota, a Expresso Itamarati disse que são realizadas análises junto à Prefeitura sobre a superlotação e, caso seja necessário, são feitas alterações. Conforme a empresa, as cortinas não são item obrigatório, mas há películas de proteção nas janelas.

A Itamarati afirmou que os veículos são higienizados diariamente e que é preciso considerar que diversas linhas atendem chácaras.

A Santa Luzia afirmou que ela e a Itamarati seguem os mesmos padrões no transporte coletivo.

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