Diário da Região

09/09/2017 - 00h00min

FURACÃO IRMA

Rio-pretenses relatam clima tenso na Flórida

FURACÃO IRMA

Reprodução A rio-pretense Thalita Muanis Reinjak, 38 anos, mora em Orlando e fez estoque de água
A rio-pretense Thalita Muanis Reinjak, 38 anos, mora em Orlando e fez estoque de água

O rio-pretense Maurício Sanches, 29 anos, não tira os olhos da TV e da internet. Ele é uma das milhares de pessoas que fugiram de Miami, na Flórida, nos Estados Unidos, por causa do furacão Irma, previsto para chegar ao país neste domingo, dia 10. O rapaz está hospedado em um hotel em Orlando, mas a previsão é que a cidade também seja atingida. “Estou aguardando mais informações para saber se vou mais para o norte ou para o oeste.”

Sanches não conseguiu ir mais longe por falta de combustível. É que os postos adotaram o racionamento. Segundo o desenvolvedor de sistemas, cada veículo pode abastecer até 30 dólares. “A viagem que normalmente leva 4 horas foi feita em 10, é muita gente tentando fugir do furacão. Eu particularmente estava bem assustado, mas agora já estou 50% a salvo e, por isso, mais tranquilo”, diz. “A TV orienta a não tentar ir para a Georgia, porque as rodovias estão travadas. A tensão entre todos é muito grande”, completa.

O governo americano determinou a evacuação de mais de 600 mil pessoas que moram na Flórida, especialmente no sul do estado, onde a previsão é que o Irma chegue com mais força. “Não tem como ficar tranquilo, só se fala no furacão aqui”, completou Sanches. “A preocupação também é como vamos encontrar a cidade e nossas casas depois que o furacão passar. Quanto de destruição ele vai provocar”. Todo o comércio da cidade teve de fechar as portas às 18h desta sexta-feira, dia 8, e as aulas estão suspensas desde quarta-feira, 6. Quem decidiu ficar em Miami está proibido de sair de casa, sob a pena de ser levado preso. 

 

Fila em posto de gasolina de Miami - 09092017 Fila em posto de gasolina de Miami: com racionamento, motoristas podem abastecer até 30 dólares

É que as chuvas do Irma estavam previstas para chegar até o início da noite desta sexta. O furacão já passou por ilhas na região do Caribe e deixou pelo menos 22 mortes. Nos EUA, primeiro deve passar por Miami e depois seguir sentido Orlando. A rio-pretense Ludmille Mazon, 28 anos, vive na Flórida e na tarde desta sexta-feira, dia 8, foi para a casa de uma amiga em Deerfield Beach, local que deve ser atingido pelo Irma neste domingo. As portas e janelas da casa foram vedados com tapumes. Alimentos e água foram estocados. Ela e uma amiga vão ficar até domingo dentro de casa. 

“Moro em um prédio no segundo andar. Na casa será mais seguro. Comprei caixas e caixas de salgadinho porque tem sal e gordura. Fiz estoque de água também”, disse. O marido da rio-pretense, que é policial, vai trabalhar no domingo. “Vi a postagem de uma brasileira que mora em Saint-Martin (ilha no Caribe) e fiquei assustada. Lá foi tudo devastado e ela perdeu tudo. Entreguei nas mãos de Deus, porque não tem muito o que fazer. Agora está muito quente aqui e o céu lindo, parece que nada está para acontecer, mas na cidade está todo mundo estocando comida, tudo muito tenso”, disse.

A também rio-pretense Thalita Muanis Reinjak, 38 anos, vive em Orlando, e vai usar sacos de areia doados pela prefeitura para proteger as portas de casa. “Vamos colocar madeiras e fitas nas janelas. Meu marido ficou três horas na fila para pegar os sacos. Na hora do furacão vamos nos trancar nos closets que ficam dentro dos banheiros”, afirmou.

Preparados

A jornalista Érica Oliveira, 39, também mora em Miami e decidiu ficar em casa. Ela já mora na Flórida há 13 anos e viu outras catástrofes naturais que atingiram o estado. “Eu tenho gerador de energia em casa, fiz um grande estoque de comida e água e os imóveis aqui são construídos para suportar a força dos ventos.” A mãe de Érica mora em Rio Preto e a jornalista diz que ela não está tão assustada. “Minha mãe já veio várias vezes me visitar, sabe da segurança que temos aqui”, diz.

Todas as condutas para evitar destruição nos casos de desastres naturais, como chapas de aço nas janelas, sacos de areia para colocar nas portas e garagens, a parte debaixo da casa ser de alvenaria, foram adotadas depois da passagem do furacão Andrew, em 1992, que causou grande destruição.

“Eu estava aqui quando o furacão Wilma atingiu Miami, em 2005. Foram dez dias até a vida voltar ao normal, mas o governo americano é muito bem preparado. Logo que terminou, foram colocados 30 mil eletricistas nas ruas para consertar os estragos e retomar a rotina”, diz. A jornalista é dona da rádio web Flórida e só vai poder voltar a trabalhar quando o governo permitir. “O prédio onde fica a rádio foi lacrado para ninguém entrar ou sair.”

 

Arte - Furacão Irma - 09092017 clique na imagem para ampliar

Força

O furacão Irma foi rebaixado para categoria quatro, mas mantém ventos a 250 km/h. Autoridades dizem que a tormenta pode voltar à categoria 5, a mais alta da escala. Já atingiu Cuba, Bahamas, ilhas Turks e Caicos, São Bartolomeu, São Martinho e Barbuda, onde o governo estimou que 90% da ilha ficou destruída. Nos EUA, além da Flórida, os estados da Virginia, Carolina do Sul, Carolina do Norte e Georgia devem ser atingidos.

Furacão José tem curso parecido

O Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês), órgão dos Estados Unidos que monitora tornados, elevou de 3 para 4 a categoria do furacão José, que está sobre o Atlântico e pode ter trajetória parecida com a do Irma. A tempestade agora se aproxima de ilhas do Caribe, anteriormente devastadas pelo Irma. O José sustenta ventos de 240 quilômetros por hora e se move na direção norte, à velocidade de 29 quilômetros por hora. 

Terremoto mata ao menos 58 no México

O chefe da Defesa Civil Nacional do México, Luis Felipe Puente, disse que o número de mortos, após um terremoto de magnitude 8,1 abalar o sul do país na madrugada de quinta para sexta-feira, subiu para 58. De acordo com Puente, autoridades confirmaram 45 mortos no Estado de Oaxaca, o mais atingido pelo tremor. Outras dez pessoas morreram em Chiapas e mais três no Estado de Tabasco, no litoral do Golfo. Oaxaca é um estado pobre e, em grande parte, indígena, bem conhecido entre os turistas por suas cidades pitorescas.

O número de mortes nesse Estado deve subir, de acordo com as autoridades. O terremoto deixou mais de 200 pessoas feridas, disse o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto. Uma visita à cidade de Juchitán, no Estado de Oaxaca, está prevista, de acordo com o escritório da Presidência. “Eu vivi aqui por 45 anos e participei do trabalho de proteção civil e nunca tinha visto nada assim”, afirmou Gisela Ivette Páez, chefe da Cruz Vermelha em Tehuantepec. A Cruz Vermelha, o Exército e equipes de emergência federais estão procurando por pessoas que poderiam estar presas em escombros.

 

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