Diário da Região

31/08/2017 - 00h00min

TECNOLOGIA

Para evitar fraudes, Detran implanta sistema ‘dedo vivo’

TECNOLOGIA

Johnny Torres Aluna Erilen Carvalho utilizando o atual sistema de autoescolas: ele reconhece apenas a digital, o que permite fraudes
Aluna Erilen Carvalho utilizando o atual sistema de autoescolas: ele reconhece apenas a digital, o que permite fraudes

Sete das 30 autoescolas de Rio Preto são investigadas pelo Detran por problemas de documentação a fraudes de aulas práticas ou teóricas para dirigir. Cinco delas já foram suspensas e correm o risco de serem descredenciadas. É para tentar diminuir o número de fraudes na presença de alunos nas aulas que o órgão vai implantar, a partir do dia 18 de setembro, um novo sensor biométrico.

No atual sistema, o aluno tem de colocar os dedos no sensor para registrar o início e o fim da aula. Para burlar o sistema, as autoescolas usam um dedo de silicone com as digitais do candidato que não queriam frequentar as aulas. O novo sensor biométrico, apelidado pelo Detran de “Dedo Vivo”, é capaz de “reconhecer” o dedo humano por meio da temperatura do corpo, dos batimentos cardíacos e da textura da pele do aluno, evitando assim o truque do dedo de silicone. Além do aluno, instrutores, médicos e psicólogos são obrigados a registrar presença.

O presidente da Associação das Autoescolas de Rio Preto, José Nasser Atique Reis, afirma que todas as 30 autoescolas de Rio Preto já compraram o novo equipamento, já que o sistema do Detran não aceitará mais dispositivos do tipo comum, mas eles ainda aguardam autorização do governo para colocar tudo em funcionamento. “Pagamos R$ 500 de cada aparelho, desde o final do ano passado, porque esta mudança era anunciada lá em 2016. Vamos ver quando isto será colocado em prática”, diz o presidente.

A dona de autoescola Marilúcia Martins, de 57 anos, afirma que o novo sistema vai ajudar a evitar o assédio de alunos que alegam não ter tempo para fazer aulas ou dizem que já sabem dirigir. “Quando chega alguém assim, a gente já explica que não aceita fazer qualquer coisa errada. Pode dar cadeia para todo mundo, desde o dono da autoescola, instrutor e candidato”, afirma.

Investigação

Como os casos estão sob investigação, os nomes das autoescolas não foram divulgados. Se confirmadas as fraudes, os envolvidos podem ser condenados a pena de dois a 12 anos de prisão. As irregularidades nas escolas foram descobertas em doze operações surpresas realizadas de 2016 até agosto de 2017.

Em agosto deste ano, uma autoescola da Vila Maceno, em Rio Preto, foi acusada pelo Detran de inserir dados falsos de presença de aluno no sistema de informações. De acordo com o Detran, em uma blitz, foi descoberto que no sistema constavam três aulas, das 18h às 20h30, mas não haviam alunos.

 

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