Diário da Região

05/08/2017 - 00h00min

TRÁFICO DE ARMAS

Gerente de quadrilha é transferido para o Rio de Janeiro

TRÁFICO DE ARMAS

Mara Sousa João Filipe Barbieri, 27 anos, (com mochila na mão) no aeroporto de Rio Preto, escoltado por policiais federais armados com fuzis
João Filipe Barbieri, 27 anos, (com mochila na mão) no aeroporto de Rio Preto, escoltado por policiais federais armados com fuzis

A Polícia Federal transferiu para o Rio de Janeiro na manhã desta sexta-feira, dia 4, o morador de Rio Preto João Filipe Barbieri, 27 anos, preso no sábado, dia 29 de julho, acusado de gerenciar uma quadrilha responsável por contrabandear mais de mil fuzis dos Estados Unidos para o Brasil. Foi montada grande operação para a transferência do preso. A movimentação de agentes federais, armados com fuzis, quebrou a rotina do Aeroporto de Rio Preto, deixando os passageiros de voos comerciais curiosos com o grande aparato de segurança.

João Filipe foi preso no dia do aniversário, quando entrava no Condomínio Damha 4, onde morava com a mulher. Ele é apontado no inquérito como gerente da quadrilha, que é liderada pelo pai, o empresário Frederik Barbieri, suspeito de atuar no tráfico de armas desde 2010. Frederik comandava o esquema em Miami e está foragido.

A escolta, composta de seis agentes federais, colocou João Filipe em um voo comercial, que fez escala em Campinas, no aeroporto de Viracopos. Segundo os tripulantes do avião, João Filipe e os agentes ficaram nas últimas fileiras. O restante dos passageiros foi acomodado na área da frente, por questão de segurança. No Rio, João Filipe foi levado direto para sede da PF, onde vai passar por interrogatório, marcado para os próximos dias.

Susto

Passageiro no mesmo voo, Hugo Miranda, de 24 anos, ficou assustado com a movimentação da PF. “Nossa, então eu vou viajar no mesmo avião que um cara deste? Muito tenso isso”, comentou o passageiro. Atleta de crossfit, Cleide Monteiro, de 34 anos, que também embarcou no mesmo voo para uma competição no Rio de Janeiro, ficou medo da proximidade com o suspeito. “Se eu soubesse que ele iria viajar neste voo, eu tinha trocado o horário da viagem”, comenta a atleta.

Denúncia

Relatório da PF, obtido com exclusividade pelo Diário, aponta que João Filipe viajou 28 vezes aos EUA no período de três anos, entre 2014 e 2017, para cuidar pessoalmente do megaesquema que exportava para o Brasil fuzis e munições dentro de aquecedores de piscina e bombas d’água. As armas abasteciam facções criminosas no Rio de Janeiro.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o grupo, a quadrilha exportou para o Brasil entre 1.043 e 1.192 fuzis, cada um com carregador, e 297 mil munições para fuzis entre fevereiro de 2014 e junho de 2017. O esquema rendia à quadrilha entre R$ 1,2 milhão e R$ 1,5 milhão a cada remessa. Foram 75 importações nesse período, média de quase duas por mês.

Só neste ano João Filipe foi de Rio Preto para a Flórida cinco vezes, via aeroporto de Viracopos, em Campinas. Com tantas viagens, ele tinha até um cartão de cliente exclusivo de uma companhia aérea, que lhe dava benefícios, como embarcar mesmo em voos lotados.

 

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