Diário da Região

31/08/2017 - 00h00min

ABUSO

Menina denuncia padrasto por assédio e é acusada pela mãe

ABUSO

Edvaldo Santos/Arquivo Delegada Dálice Aparecida Ceron, da DDM, vai investigar o caso
Delegada Dálice Aparecida Ceron, da DDM, vai investigar o caso

Uma adolescente de 12 anos denunciou para professora na escola que estava sofrendo assédio sexual em casa do padrasto. Chamada para esclarecer o caso, a mãe defendeu o marido e ainda acusou a filha de ser a culpada. O caso foi registrado em boletim de ocorrência na noite desta terça-feira, dia 29, na Central de Flagrantes.

A estudante diz que teria sofrido o assédio entre os dias 1º e 7 de julho deste ano, em horários em que só ela e o padrasto estavam em casa, na Vila Tonelo. Cansada de viver a situação, ela resolveu revelar o que acontecia para uma professora. Assustada com o que ouviu da aluna, a professora resolveu chamar a mãe da estudante para confirmar o relato.

Convocada na escola, a mãe desmentiu as acusações, dizendo que a adolescente tem o costume de mentir e fica provocando seu marido, “desfilando” apenas de calcinha pela casa. O padrasto foi chamado até a Central de Flagrantes e negou ter tentado assediar a enteada.

O celular da estudante foi apreendido por sugestão da mãe, que diz que o aparelho tem mensagens que comprovam que a filha tem a mania de provocar homens. O aparelho vai passar por perícia no Instituto de Criminalística e o material extraído será encaminhado para investigação.

O caso será encaminhado para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde os envolvidos deverão ser ouvidos. “Geralmente nesses casos pedimos o acompanhamento do Conselho Tutelar para garantir a segurança da menina. Ela também passará por acompanhamento psicológico. Com base neste relatório técnico e também na coerência do depoimento da adolescente e dos parentes, vamos saber se de fato o assédio aconteceu e adotar as providências necessárias para o caso”, diz a delegada Dálice Aparecida Ceron.

Outro lado

O padrasto da menina, de 59 anos, negou ter assediado a enteada, e diz que a adolescente tem histórico de conflitos com ele e a esposa. “Para evitar mais conversa, ela foi enviada para a casa da avó, onde vai ficar morando provisoriamente,” informou o homem. A adolescente e sua mãe não foram encontradas pela reportagem.

De janeiro a julho deste ano, Rio Preto registrou 66 casos de estupro contra vulnerável – pessoas com menos de 14 anos ou quem por alguma doença não tem o discernimento necessário para a prática do ato. Grande parte dos casos, segundo especialistas, é cometida por familiares ou pessoas que convivem com as vítimas.

 

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