Diário da Região

31/08/2017 - 00h00min

Aumento da população

Rio Preto tem 11 novos moradores por dia

Aumento da população

Johnny Torres NULL
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Rio Preto acolheu 4.008 novos moradores em um ano. Com isso, a população chegou a 450.657, segundo estima o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em média, um novo morador chegou à cidade – ou nasceu – a cada duas horas e dez minutos. São 11 novos rio-pretenses a cada dia. Uma das mais novas habitantes é a pequenina Isabela, de 4 meses. Ela nasceu em Rio Preto, para onde a família se mudou um mês depois. 

Há cerca de três anos, a dona de casa Juliana Marchioro, 35 anos, o marido, Marcos, 39, e a filha Laura, 5, vieram de Ribeirão Preto para Nova Granada buscando um menor custo de vida. “A gente tinha decidido se fixar lá, comprar imóvel. Mas tudo que eu precisava tinha que vir para Rio Preto”, conta Juliana. “Eu adoro a cidade, acho que em nível cultural é tão boa quanto Ribeirão, tem ótimas opções de lazer e com custo menor.”

A família pretende criar raízes por aqui. Os planos de Marcos são voltar para a faculdade de direito e tornar-se sócio no escritório da família. “Tem excelentes opções de colégios, escolas de inglês, natação, a pediatra das meninas é excelente. A cidade é muito mais segura”, acredita Juliana. A dona de casa se surpreendeu quando as mulheres de um grupo de mães de Rio Preto, que nem a conheciam pessoalmente, organizaram o chá de bebê de Isabela, que não seria feito porque a mãe estava longe dos amigos. “Foi um dos motivos de eu ter certeza que estou no lugar certo, super acolhedor.”

 

Juliana Marchioro - 31082017 Juliana Marchioro e a filha, Isabela: duas novas rio-pretenses

A gerente de marketing Keli Silva, 39 anos, veio em 2014 para Rio Preto a trabalho e depois voltou para São Paulo e Campinas. Retornou para o interior em abril deste ano. “Acho que o principal fator é a qualidade de vida. De onde eu morava até meu local de trabalho levava 50 minutos, e era perto. Aqui, eu gasto cinco, você pode almoçar na sua casa”, afirma. Sempre do rock, ela aderiu à marca rio-pretense mais conhecida na música: o sertanejo. Amigos da capital até estranham quando a surpreendem ouvindo o ritmo.

O economista Bruno Sbroggio acredita que o crescimento da população esteja mais relacionado com a imigração para Rio Preto do que com a taxa de natalidade, que vem caindo – em 2016, nasceram 5.053 bebês, 11,3% a menos que no ano anterior. O aumento de moradores é uma tendência que se manterá pelos próximos anos. “Rio Preto acaba se destacando porque tem bons indicadores de qualidade de vida, sempre aparece como uma boa cidade para se morar”, afirma.

Rio Preto foi escolhida em 2015 a segunda melhor cidade do Brasil para se viver pelo Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal. No ano seguinte, levantamento da Urban Systems colocou o município na 39ª posição entre 100 como as melhores para atrair investimentos. Rio Preto também é a 5ª melhor cidade para envelhecer entre as 150 maiores do País, segundo o Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade.

O economista aponta que não há perfeição, mas destaca pontos positivos e que os serviços são melhores que em muitos lugares. “A infraestrutura é muito boa para os padrões brasileiros. Por ser uma cidade de padrão médio também traz boas oportunidades nos negócios. Existiu desde 2010 uma ideia de interiorização dos investimentos. Rio Preto tem uma boa ligação com o agronegócio, um dos campos que apesar da crise consegue bons resultados”, enumera Sbroggio.

 

Arte - IBGE - 31082017 clique na imagem para ampliar

Mais moradores significam mais gastos, diz secretário

O secretário de Planejamento Estratégico de Rio Preto, Israel Cestari, afirma que em época de crise os investimentos precisam ser dosados e que mais moradores significam mais gastos e recursos em todas as áreas. “Tem que investir sempre em tudo. O bolo é um só, tem que fatiar de acordo com as necessidades”, afirma.

Além de tirar dinheiro dos cofres públicos, a crise também leva mais pessoas para os serviços municipais, como as escolas. Assim, o investimento deve ir para onde mais se precisa. “Não pode deixar população sem escola, sem medicamento, sem atendimento médico, então vai priorizando.” Ele acredita na melhora do cenário nacional que reflete no município. “A recuperação não é rápida. Quanto vai demorar depende da economia do País.”

Cestari diz que o crescimento de moradores já era esperado. “Sempre tem. Quanto mais a cidade começa a ter índices melhores mais gente vem. Fora o crescimento que já tem de pessoas que nascem aqui.” Está começando a elaboração do Plano Diretor do município, que vale por dez anos. “Tenho que pensar como vou trabalhar o crescimento, para que lado vou incentivar, onde é melhor, onde é mais barato.”

Mais números

O IBGE também anunciou nesta quarta-feira que o Brasil tem 207,6 milhões de habitantes – mais do que os 206 milhões registrados no ano passado. Na região, Catanduva aumentou a população em 599 habitantes e Votuporanga, em 736, chegando a 120.691 e 92.768 moradores, respectivamente. A cidade que mais perdeu habitantes na região foi Palmeira d’Oeste, com 49, caindo para 9.496 moradores.

 

Clique aqui para ver a flutuação da população das cidades da região de Rio Preto

 

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