Diário da Região

14/09/2017 - 00h00min

INOVAÇÃO

Projeto que otimiza coleta de lixo é finalista de concurso

INOVAÇÃO

Guilherme Baffi Luciana Nogueira, professora, com os alunos William, Andre, Murilo e Jhenifer
Luciana Nogueira, professora, com os alunos William, Andre, Murilo e Jhenifer

Melhorar as condições de trabalho, aumentar a renda, dar maior visibilidade aos coletores e mostrar a importância do lixo para a saúde do planeta. Esses são os pontos trabalhados em um projeto de alunos da Unesp de Rio Preto que está na final de um concurso nacional que busca soluções inovadoras para problemas da sociedade, nas áreas da saúde, educação e meio ambiente.

O pré-projeto, que concorre com outros seis pelo Instituto 3M e pode levar R$ 50 mil, é o desenvolvimento de uma ferramenta virtual gratuita para melhorar as condições de trabalho dos coletores de recicláveis. O website vai desenvolver uma logística para que a coleta seja mais efetiva e eficiente. “Essa ferramenta terá disponibilidade em qualquer sistema de computadores, portátil ou não, por meio da internet. Ela será integrada às principais mídias sociais, como Facebook e Twitter, para que o usuário compartilhe seu engajamento com a conscientização ambiental, além de divulgar os trabalhos da Ares”, diz o aluno do 2º ano de biologia André Vitor Suzuki, que faz parte do grupo.

Há três anos, a Unesp é parceira da Associação Riopretense de Educação e Saúde (Ares) com projetos que auxiliam a entidade. Dentro da universidade foi implantada a coleta seletiva de resíduos sólidos urbanos, que depois são encaminhados para a Ares. Já foi feita uma exposição de fotos de catadores de recicláveis dentro de um shopping e na própria associação e o próximo projeto será a criação de uma horta, onde fica a sede e o barracão, para que os coletores tenham mais uma fonte de alimentos.

Segundo a coordenadora do projeto de extensão, a professora de psicologia da educação Luciana Cruz, o website será alimentado com dados da comunidade e também da associação. “Além da logística para um trabalho mais eficiente, ele também vai atuar na conscientização da população sobre a importância da destinação correta dos recicláveis para o meio ambiente”, diz.

O diferencial desse programa, explica a coordenadora, é que ele é uma ferramenta inteligente. Conforme ele for sendo abastecido com dados sobre horários e dias da semana que a população pode receber os catadores, vai criar melhores rotas que mostrem como otimizar o tempo e o trabalho. A expectativa, segundo Suzuki, é que, no prazo de um ano após ele estar implantado, a renda dos coletores seja mais expressiva. “Espera-se que no período de 12 meses o sistema eletrônico tenha cadastrado cerca de 80% das residências dos bairros em que a Ares faz a coleta. Aumentando a renda dos catadores em cerca de 80%”, diz.

Depois de um ano em atuação e comprovação da eficácia, o projeto será disponibilizado gratuitamente para qualquer associação que tenha interesse. André está otimista com o resultado e aposta que sairão vencedores. “Acreditamos que nosso projeto possa sair vencedor por atender as três vertentes do edital da 3M, que são melhorar as condições do meio ambiente, promover a inclusão social e a geração de renda usando tecnologia”, diz o universitário.

Além dele, participam do grupo os alunos Jheniffer Moraes Henklain da Silva, Murilo Frasão Brandino e o aluno de mestrado da ciência da computação William Tenorio, que ficará responsável pela criação do software. Os sete projetos finalistas estão representados por um estudante e o professor-orientador, que vão participar nos dias 19 e 20 de setembro de apresentações e esclarecimentos de dúvidas. O vencedor será anunciado no dia 21 de setembro, na sede da 3M, em Sumaré (SP).

Nota C

O projeto pode auxiliar ainda Rio Preto a subir de nota no Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana 2017 (Islu), elaborado pelo Selur, que faz a análise da limpeza urbana dos municípios brasileiros. A cidade foi classificada com nota C. O resultado poderia ser melhor se houvessem mais iniciativas para a promoção do lixo reciclável.

 

Grupo de coletores - 14092017 Grupo de coletores da Ares durante etapa do trabalho de reciclagem

Associação tem 40 coletores de recicláveis

A Associação Riopretense de Educação e Saúde (Ares) foi criada há 36 anos. Ela é a idealizadora da Cooperlagos, que também atua na coleta seletiva de resíduos sólidos em Rio Preto. Segundo a coordenadora da associação, Heloisa Fernanda Comar Pereira, atualmente são 40 coletores de recicláveis que atuam na Ares, sendo a maioria mulher, e a faixa etária varia de 20 a 40 anos de idade.

“São pessoas que estão em situação de vulnerabilidade social. Muitas chegam até nós por conta própria e outras são encaminhadas pelos projetos sociais de Rio Preto”, conta. Além da oportunidade de trabalho e ganho, todos os coletores recebem atendimento no sistema público de saúde, ganham uma cesta básica todos os meses, passam por atendimento especializado nos casos de dependência química e são contribuintes autônomos do INSS.

Os coletores trabalham nas ruas de Rio Preto das 8h às 12h, depois levam todo o material coletado até os pontos de apoio, lá fazem a organização e separação e um caminhão recolhe tudo e leva até o galpão da Ares, onde o material é prensado para depois ser comercializado. Cada coletor recebe uma renda média de até R$ 600 por mês.

Atualmente, são recolhidos cerca de 50 toneladas de resíduos e o trabalho é feito porta a porta em 19 bairros. Mas, se houvesse uma melhor estrutura, o trabalho poderia ser ampliado e oferecido para outras pessoas que estão em situação de vulnerabilidade social. É que o galpão para onde vai os recicláveis é pequeno, faltam equipamentos para prensagem dos produtos coletados, a associação tem um caminhão emprestado pela Prefeitura e um outro, pequeno, que recebeu de doação.

 

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