Diário da Região

24/08/2017 - 00h00min

NOVA VIDA

HB realiza o quarto transplante de pulmão

NOVA VIDA

Mara Sousa 22/12/2016 Maria Terezinha, em 2016: com enfisema pulmonar, ela precisava usar cilindro de oxigênio para dormir
Maria Terezinha, em 2016: com enfisema pulmonar, ela precisava usar cilindro de oxigênio para dormir

Era por volta de 20 horas de mais uma terça-feira na pequena Marinópolis, cidade de 2.145 habitantes a 200 quilômetros de Rio Preto. Maria Terezinha Peres Lisboa de Sousa, 55 anos, havia acabado de jantar e estava na sala, vendo televisão. O telefone tocou. Do outro lado da linha, a notícia que ela esperava desde o dia 22 de dezembro do ano passado: chegou o dia do seu transplante de pulmão.

A ambulância da Prefeitura da cidade foi acionada e junto com o marido seguiu confiante rumo ao Hospital de Base (HB) de Rio Preto. “Ela estava bem otimista e com muita esperança, mas ao mesmo tempo calma. Agora vamos esperar pela melhora dela”, disse a filha Jessica Lisboa de Souza, 26 anos.

Por volta de 2h30 entrou no Centro Cirúrgico para receber o pulmão esquerdo de uma doadora de Tanabi, uma mulher de 49 anos. Esse é o quarto transplante de pulmão do HB.

Do lado de fora da sala, toda a família ficou reunida aguardando a cirurgia. Após quase sete horas de espera madrugada e manhã adentro, uma boa notícia. A cirurgia foi bem sucedida e Maria Terezinha estava em recuperação.

Segundo o cirurgião Henrique Nietmann, chefe do Serviço, a cirurgia transcorreu sem intercorrências. Até o fechamento desta edição a paciente permanecia internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado estável, respirando com a ajuda de aparelhos.

“Ela quer, quando sair do hospital, agradecer muito a equipe médica e brincar com os netos”, disse a filha.

Maria Terezinha tem dois netos, Esther, 6 anos, e Heitor, 3, mas não podia correr com eles por conta das limitações provocadas pela doença. Ela foi diagnosticada com enfisema pulmonar em 2007 por médicos de Jales. Na época, passou a ter muito cansaço e constantes crises de tosse na roça – trabalhava na colheita de limão e laranja e isso pode ter sido um dos agravantes da doença.

O principal causador foi o cigarro. Ela começou a fumar aos 13 anos, influenciada pelos avós. Tragava um maço inteiro por dia e só parou em 2015, depois que o pai, que também tinha enfisema, morreu. Mesmo parando de fumar, precisava usar cilindros de oxigênio para dormir.

O tratamento médico, antes feito em Jales, foi transferido para Rio Preto, portanto ela fazia viagens para longas sessões de fisioterapia. Nesses dias, o marido Nivaldo precisava deixar a roça para acompanhá-la.

Devido ao estágio avançado da doença, a única alternativa era o transplante de pulmão.

Quatro transplantes

O serviço de transplante de pulmão começou a funcionar em agosto de 2016 no HB de Rio Preto. O transplante de Maria Terezinha foi o quarto da história.

O primeiro paciente Antonio Pelaio Dias, 54 anos, está bem. O segundo transplantado, José Carlos Ambrósio, 41 anos, e o terceiro, Antonio Benedito de Lima, 59 anos, morreram após o procedimento. As informações são do cirurgião Henrique Nietmann.

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