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24/08/2017 - 00h00min

LUTO

Com poesia, professor relembra tragédia do Turvo

LUTO

Arquivo pessoal Professor Marcelo Gomes, 43 anos, com a foto do tio Antônio
Professor Marcelo Gomes, 43 anos, com a foto do tio Antônio

“A flor fina se afoga em turvo rio / Nobre chama que forjara o seu brio / Que luzia tão altiva a coragem / Se perdeu para sempre na viagem”. O trecho da poesia “Os estudantes”, do professor Marcelo Gomes, 43 anos, mostra que mesmo após quase seis décadas do acidente do rio Turvo - quando um ônibus com 64 estudantes caiu de uma ponte – a tragédia não caiu no esquecimento.

Nesta quinta-feira, dia 24, faz 57 anos do acontecido. A grande maioria dos integrantes do ônibus integrava a fanfarra da Escola Técnica de Comércio “Dom Pedro 2º”, atualmente a faculdade Dom Pedro 2º.

Eles fariam uma apresentação no baile de aniversário da cidade de Barretos, mas a viagem foi interrompida na rodovia Assis Chateaubriand. A ponte sobre o rio Turvo ainda estava em construção e a passagem de veículos era feita por um desvio. O motorista Wosihiyki Hahiase perdeu o controle da direção e o veículo caiu, às 19h30 do dia 24 de agosto de 1960. 59 estudantes morreram.

Uma das vítimas foi Antônio Antunes Filho, tio do professor Marcelo Gomes. Antônio tinha 17 anos e gostava de jornalismo. Com sua máquina de datilografia começava a cobrir eventos e fazer matérias, trabalhando junto com Nivaldo Carrazzoni, na época, chefe do jornal A Notícia, de acordo com a família. Estava no quarto ano da escola Dom Pedro.

poema-turvo Clique na imagem para ampliar

O professor resolveu fazer a poesia como forma de homenagear o tio e todos os envolvidos no acidente. O texto foi escrito há cinco anos, mas divulgado apenas agora. “Gosto de fazer poesias e contos. Esse texto é importante para resgatar a história, não deixar cair no esquecimento. Essa é uma data marcante para todos os familiares dos mortos naquele acidente e para toda a cidade de Rio Preto”, disse Gomes.

A tragédia já havia sido tema de uma música de Vieira e Vieirinha. “(...)A sorte traiçoeira/No rio Turvo fez trincheira/Para matar a traição./O carro que conduzia/E aquele rio criminoso/Transformou em desespero/Uma jornada de gozo./Deixou o povo muito triste/Até o mundo desgostoso/Com a sorte traiçoeira/E o destino caprichoso/Caiu na água de uma vez/(...)Muitas mães se desmaiou/Uma delas não aguentou/Com o choque faleceu./Do rio Turvo pra Rio Preto/Com tristeza e quantidade/Transportaram os infeliz/Que morreu na flor da idade./Cinquenta e nove caixão/Mais ou menos as seis da tarde/Seguiram pro cemitério/Deixando tanta saudade./Foram morar reunidos/No campo santo florido/Daquela linda cidade.”, diz a canção.

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