Diário da Região

12/07/2017 - 00h00min

ARRAIÁ SEM JOÃO

Com direito a ‘crentão’, evangélicos caem na folia das festas caipiras

ARRAIÁ SEM JOÃO

Divulgação Fiéis em brincadeira no Arraiá da Cabana Church, em junho
Fiéis em brincadeira no Arraiá da Cabana Church, em junho

Engana-se quem pensa que dançar quadrilha, montar barracas típicas com guloseimas e vestir trajes típicos são hábitos apenas dos católicos. Embora associadas aos santos juninos (Santo Antônio, São João e São Pedro), as festas caipiras também têm espaço na agenda de muitas igrejas evangélicas de Rio Preto, que comemoram com muita animação e comilança.

Mas há algumas diferenças entre as festas. Uma delas é na bebida típica dos arraiás. O quentão vira “crentão” na Festa da Colheita, promovida pela Comunidade Cidade de Refúgio, na Vila Ercília. A bebida à base de gengibre não tem álcool na receita na versão evangélica. O arraial, que acontece no próximo sábado, dia 15, tem ainda comidas típicas, brincadeiras, quadrilha e trajes caipiras.

Este ano ocorre a segunda edição da festa na Comunidade. O tema será o resgate à festa da colheita. “É um evento que acontece em vários países do mundo, inclusive em Israel, em gratidão à colheita e coincide no Brasil com os santos católicos, mas a ideia da festa é agradecer a Deus o grão, o alimento e queremos levar aos cristãos essa consciência”, comenta o pastor Étho Romão Marchetto, responsável pela comunidade.

Outro exemplo de arraiá sem João também acontece neste sábado. A partir da 17 horas, a festa típica rola na Igreja Sara Nossa Terra, na Redentora. É o Arraiá SNT, que cobra R$ 2 pela entrada, com direito a pipoca. A festa tem ainda comidas típicas e brincadeiras. Mas, atenção, é obrigatória a entrada com traje caipira.

 

Arte - Crentão - 12072017 clique na imagem para ampliar

Tradição

Em algumas igrejas, a festa típica já é tradição. Na Presbiteriana Independente, da rua Voluntários de São Paulo, o arraiá acontece há dez anos. No dia 10 de junho, reuniu cerca de 700 pessoas no Arraiá do Povo de Deus. Com direito a trajes típicos, a festa teve música e brincadeiras para todas as idades.

Para o pastor Claiton Marçal, que é um dos responsáveis pela Igreja, o evento promoveu a confraternização dos fiéis no preparo de comidas e acessórios. “Entendemos que antes de ser uma festa de louvor a santos, é uma festa cultural, feita pelo povo, portanto não tem porque não ser comemorada”, explicou. Além de entreter, o arraiá teve sua renda voltada para o templo, como o projeto de acessibilidade que vem acontecendo na sede da Igreja.

No entanto, a festa não é 100% igual às festas caipiras. A turma não realiza a tradicional quadrilha. Segundo o pastor Claiton, não há um motivo aparente. “Apenas não temos feito”, explicou. Mas há evangélicos por aí que fazem a festança completa, com direito a quadrilha e até mesmo queima de fogos. A Igreja Cabana Church, no Jardim Seyon, realizou no dia 24 de junho, o seu primeiro arraiá. Segundo a pastora Jeiza Pontes, responsável pela Igreja, a festa é voltada a Jesus.

 

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