Diário da Região

29/07/2017 - 00h00min

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Mulher entrega dinheiro de policial preso

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Reprodução Rodrigo (azul) e Devair (ao fundo) em posto no dia da extorsão
Rodrigo (azul) e Devair (ao fundo) em posto no dia da extorsão

Uma mulher apontada como a namorada do investigador Gilberto Donizete Gonzaga, preso por extorsão e sequestro durante operação em Rio Preto, procurou o Ministério Público, na manhã desta sexta-feira, dia 28, para devolver R$ 23 mil. O dinheiro seria parte do valor que o policial teria recebido no crime. Durante a operação, os policiais já haviam recuperado R$ 40 mil na casa do policial civil preso. Após a devolução, a mulher prestou depoimento e foi liberada.

O policial é uma das seis pessoas presas acusadas de sequestrar e extorquir a mulher de um traficante preso. O esquema foi descoberto após a mulher denunciar, no dia 18 de julho, a extorsão ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Rio Preto. Além dos seis presos, a polícia está à procura do também policial civil Devair Sousa Júnior, que está foragido. Devair e Gilberto trabalhavam nas equipes de plantão da Central de Flagrantes de Rio Preto. 

O restante do grupo é formado pelo advogado Luciano Ferrarezi do Prado, o detetive particular Paulo Henrique dos Santos, conhecido como Paulo Preto, a mulher dele, Priscila de Carvalho Gomes, a filha dele Ludmila Thuany dos Santos e Rodrigo José Araújo, também detetive particular e sócio de Paulo. Segundo o Gaeco, a mulher alvo da extorsão é casada com Otávio Oliveira Lima, detido em novembro de 2015. O grupo acusado descobriu que Otávio mantinha 500 quilos de maconha escondidos em um barracão em Rio Preto, mas a droga desapareceu logo após sua prisão.

O advogado Luciano e o detetive Paulo procuraram a mulher do traficante, dizendo que sabiam onde a droga estava, e se ofereceram para negociar o entorpecente, mediante o pagamento de 20% do valor. No dia da negociação, porém, a mulher foi detida pelos investigadores Devair e Gilberto, em uma simulação de flagrante armada pelo grupo. Para convencer a mulher da veracidade do flagrante, Rodrigo fingiu ser investigador e algemou Paulo. Para evitar a prisão, Paulo sugeriu dar um carro e uma chácara como propina aos investigadores. 

 

Mitsubishi L200 - 29072017 Mitsubishi entregue à quadrilha para pagamento do resgate

Após isso, eles descobriram, por meio do celular da mulher, que ela tinha R$ 120 mil de saldo no banco e exigiram a entrega do dinheiro. Sob ameaças, eles foram com a mulher até uma agência na avenida Potirendaba e pegaram parte do dinheiro. Imagens de um posto de combustíveis gravaram Devair e Rodrigo juntos no mesmo carro, onde, segundo o Gaeco, também estava a mulher. O restante do dinheiro foi repassado por transferência eletrônica e cheques, que foram para as contas de Priscila e Ludmila.

Imagens de bancos registraram o momento em que Rodrigo e Paulo acompanham Priscila e Ludmila na hora dos saques. A mulher do traficante ainda teve de entregar uma caminhonete Mitsubitshi Triton, ano 2013. Após a mulher alegar não ter mais dinheiro, ela foi sequestrada por dois dias e libertada na condição de convencer o marido preso a arrumar o restante. De acordo com o Gaeco, a mulher contou para o marido toda a história e ele teria escrito uma carta ameaçando o bando, exigindo a devolução do dinheiro e da caminhonete.

Com receio, a mulher procurou o Gaeco para denunciar a quadrilha por extorsão e sequestro. Sob orientação dos promotores, ela manteve a negociação e os envolvidos foram identificados. Durante a negociação, a mulher exigiu foto da caminhonete e, pela imagem, os promotores descobriram que o veículo estava escondido no condomínio Borguese, zona Norte de Rio Preto.

 

Depoimentos

Cinco suspeitos prestaram depoimento, menos o investigador Gilberto que se recusou a falar. O advogado de Paulo e Priscila disse que ainda está se informando sobre o caso. A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos outros acusados.

Traficante está preso desde 2015

Otávio Oliveira Lima, marido da mulher que foi extorquida e sequestrada pelo grupo, foi preso em 25 de novembro de 2015, na rodovia Anhanguera, em Jundiaí, com um caminhão de reciclagem carregado com 1,5 tonelada de maconha. A prisão aconteceu após oito meses de investigação da Polícia Civil sobre uma rota internacional de tráfico de drogas, trazida do Paraguai e distribuída no Estado de São Paulo.

Segundo a polícia, a droga vinha da cidade Pedro Juan Cabalero, no Paraguai, e ficava estocada em um galpão de Ponta Porã, Mato Grosso do Sul. Para evitar apreensão, ele transportava a maconha escondida em fardos de papelão. Parte da carga era deixada em um barracão da empresa em Rio Preto.

Um diferencial da maconha comercializada pelo empresário seria o cultivo hidropônico, sem a utilização do solo, apenas com água associada aos elementos nutritivos, o que tornaria o entorpecente mais forte. O empresário está preso no Centro de Detenção Provisório (CDP) de Jundiaí. A localização da mulher dele é ocultada pelo MP, após a delação sobre a quadrilha de extorsão.

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