Diário da Região

09/09/2017 - 00h00min

Hot dog

Hoje é o dia do cachorro-quente, lanche popular e com inúmeras versões

Hot dog

Mara Sousa Fabiana Kelli Grecco de Oliveira, que vende o tradicional cachorro-quente de Rio Preto há 16 anos
Fabiana Kelli Grecco de Oliveira, que vende o tradicional cachorro-quente de Rio Preto há 16 anos

O hot dog, o mais americano dos lanches, está há muito tempo no gosto dos brasileiros e é diversão gastronômica obrigatória em Rio Preto. O que não faltam são opções e elas vão desde a tradicional, com salsicha, pão e mostarda, até o “por quilo”. No Dia Nacional do Cachorro-Quente nada melhor do que se lambuzar com essa delícia. Acredita-se que a data seja comemorada neste sábado porque teria sido em 9 de setembro de 1884 que um imigrante alemão teve a ideia de colocar uma salsicha dentro de um pão.

O lanche é encontrado em todo o Brasil, mas em versões diferentes conforme a cidade. Em Rio Preto, o pão com salsicha ganhou também molho de carne moída e frango desfiado. Em Araçatuba, ainda no noroeste paulista, o hot dog não é servido com carne e frango. Ou seja, além de entrar no cardápio dos brasileiros, o cachorro-quente também é um lanche regionalizado. Na verdade, mais do que isso, cada lanchonete, carrinho ou trailer inventa suas próprias versões. 

Em Rio Preto, dá para comer hot dog com queijos por fora do pão, com rúcula, carne seca, picanha, bacon, queijos, milho, ervilha, cenoura, pepino, alface e por aí vai. Também tem o lanche feito com salsicha de frango, salsicha gourmet e até vegana. Segundo a empresária Maísa Râmia Nabuco, do Cafezine, a versão do lanche sem qualquer produto de origem animal foi lançada há cerca de três semanas e faz sucesso. “Fizemos em um festival e depois introduzimos no nosso cardápio”, diz. O hot dog oficial de Rio Preto seria um lanche feito com pãozinho de leite, salsicha, carne e/ou frango, batata palha, ketchup, mostarda e maionese.

Segundo o professor de gastronomia do Senac Diego Rodrigues Costa, não há um dado formal de quando a carne e o frango foram acrescentados ao lanche. “Na década de 1980, o cachorro-quente em Rio Preto só levava salsicha. O que imaginamos é que alguém de outra região do país ou mesmo alguém da cidade que foi para outras regiões, como Pernambuco, lançou a ideia na cidade e fez sucesso. Hoje podemos dizer que o cachorro-quente de Rio Preto tem sua característica própria”, afirma.

Para o chefe de cozinha, existe um movimento de gourmetização de comidas no país e isso vale também para os lanches. Essa é a proposta do empresário Leís de Oliveira Gonçalves, que abriu uma dogueria e hamburgueria há um ano e meio em Rio Preto. Na Classic são oferecidas duas versões de cachorro-quente, a de Rio Preto e a americana, estilo nova-iorquina. “O hot dog clássico vai salsicha gourmet, pão e mostarda. Temos também variações com chucrute e outros ingredientes, que eram usados pelos alemães no lanche que faziam lá no início”, diz.

 

Arte - Cachorro Quente - 09092017 clique na imagem para ampliar

Tradicional e rápido

Já em carrinhos de lanche nas ruas de Rio Preto, a oferta é pelo lanche “criado” em Rio Preto. “Eu trabalho há 16 anos vendendo cachorro-quente e sempre coloquei frango e carne”, diz Fabiana Kelli Grecco de Oliveira, que vende os lanches no cruzamento das ruas Marechal Deodoro com a Bernardino de Campo. “Nosso maior público é quem está de passagem pelo Centro ou quer uma refeição rápida na hora do almoço”, diz. Essa é uma das razões apontadas pelo chefe Costa para o sucesso do lanche no Brasil. “É rápido, leva poucos minutos para ficar pronto e a pessoa pode sair comendo, se quiser”, diz.

Mexe com o quinto gosto

Além de doce, azedo, amargo e salgado, o ser humano tem um quinto gosto que é chamado de umami (palavra de origem japonesa que significa delicioso, apetitoso). O sabor umami é composto por substâncias presentes em diversos alimentos, entre eles, o hot dog. “O cachorro-quente tem substâncias presentes no umami e isso faz com que o gosto denso, profundo e duradouro, que produz na língua uma sensação aveludada, faça com que as pessoas queiram comer novamente”, afirma o chefe Costa.

Gilmar Dias já foi dono de um carrinho de lanches, em Rio Preto. Com o tempo ampliou os negócios até montar uma lanchonete, que vendia vários tipos de lanche. Mas, desde 2016, o cachorro-quente é o único lanche oferecido no estabelecimento. “Decidi aprimorar meu produto, oferecer maior qualidade e rapidez e fazemos somente hot dog, mas temos em várias versões”, afirma. Gil, como é mais conhecido, diz que tem freguesia fiel que todas as semanas vai até a lanchonete para comer cachorro-quente. “Ganhamos nossos clientes pelo sabor.”

 

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