Diário da Região

30/03/2017 - 00h00min

CRIME BÁRBARO

Assassinato de Simone foi premeditado

CRIME BÁRBARO

Mara Sousa Francisco Lopes Ferreira durante a reconstituição do crime
Francisco Lopes Ferreira durante a reconstituição do crime

O delegado Alceu Lima de Oliveira Júnior, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), acredita que o assassinato de Simone Moura Facini Lopes, 31 anos, foi um crime premeditado. A conclusão veio após 2h30 de reconstituição feita pela Polícia Científica, na manhã desta quarta-feira, na chácara onde ocorreu o crime, no Jardim Planalto, em Rio Preto. Integrante da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Simone foi morta em 12 de março. Ela estava acorrentada pelo pé esquerdo ao pé da cama, nua com o corpo parcialmente coberto por lençol.

A reconstituição foi assistida por parentes e amigos da vítima. Segurando cartazes pedindo justiça, eles choraram e gritaram no momento em que os acusados - Francisco Lopes Ferreira, 64 anos, e Juvenal Pereira dos Santos, 47 - andavam pela chácara. Segundo Alceu, Francisco, que confessou o assassinato e diz ter agido sozinho, tomou a decisão de matar Simone após ela ter avisado, três dias antes, que deixaria de visitá-lo para fazer alfabetização e os estudos bíblicos.

“O crime foi mais premeditado do que a gente imaginava. Três dias antes ele sabia que a Simone ia deixar de frequentar a chácara. No momento em que ele a conduziu até o quarto, já estava pronta a corrente para acorrentá-la”, diz. No dia do crime, Simone foi à chácara às 11h levar doação de alimentos. Francisco teria pedido para ela sentar no sofá e assistir televisão. Com a desculpa de que iria na cozinha buscar sorvete, o suspeito saiu para pegar a marreta e deu o primeiro golpe na parte de trás da cabeça da vítima, enquanto ela estava distraída, segundo o delegado.

 

Mãe e irmã de Simone - 30032017 Mãe e irmã de Simone entraram na chácara, após o encerramento

No primeiro depoimento, Francisco negou ter forçado a vítima a tirar a saia e a calcinha para violentá-la, mas na reconstituição ficou provado que ele bateu na vítima antes de tirar as suas roupas. “Antes de golpeá-la pela segunda vez, o Francisco tentou enforcar a Simone com as mãos. Enquanto ele fazia isso, beijava os lábios da vítima”, relata o delegado. Há indícios de que a intenção de Francisco era manter Simone em cárcere privado porque, antes de dar o terceiro golpe de marreta, ele colocou uma bacia perto da cama, onde ela deveria urinar. “Pelo o que ele nos explicou, a morte dela ocorreu por volta das 13h30, mas os peritos criminais estimam que ela morreu entre as 17h e 19h, o que nos faz presumir que a jovem tenha agonizado por todo esse tempo”, diz o delegado.

Juvenal continua preso

A reconstituição ainda não serviu para esclarecer qual a participação de Juvenal. Ele nega envolvimento. O que ainda complica a situação dele, segundo a polícia, é a recusa de Francisco em revelar quem teria ajudado em sua fuga. Juvenal alega que passou o dia do crime em Bady Bassitt, com a mulher, e que chegou à chácara por volta das 22h, quando encontrou Simone morta na cama.

Segundo os familiares de Juvenal, ele teria tomado cerveja durante o dia e quando chegou na chácara estava bêbado. O delegado Alceu diz que concluirá o inquérito em 15 dias. Será o tempo de aguardar a chegada de todos os laudos periciais, inclusive da reconstituição. Os dois suspeitos permanecem presos na Cadeia de Catanduva.

‘Dor com muita revolta’

Após a reconstituição do crime, a mãe de Simone, Edilene Alves Moura, 51 anos, e a irmão da vítima, Suzane, 27, pediram para entrar na chácara. “É uma dor com muita revolta. Acabou com a vida da minha filha e com a nossa família também. Não sei se a gente sobrevive a uma coisa dessa. Ela era uma moça do bem e veio tratar aqui deste infeliz. Trazia café da manhã, almoço e janta. Tratava como se fosse um pai. Ele falava em Deus, frequentava igreja, mas deve ser satânico”, diz a mãe da vítima.

A maior indignação, diz Edilene, foi ter recebido Francisco em casa, para comemorar o Natal, para meses depois ficar sabendo que a filha foi assassinada. “Francisco foi se fingindo de crente e pegando amizade com a gente. Acho até que ele fingiu que era analfabeto para pedir aulas da minha filha. Que ele pague por tudo que fez de errado”, diz a mãe. O marido e o filho de Simone não quiseram assistir a reconstituição do crime, para não relembrar detalhes do assassinato da voluntária religiosa.

 

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