Diário da Região

30/03/2017 - 09h37min

Operação

Ex-prefeito de Urânia é preso pela PF

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A Voz das Cidades Ex-prefeito de Urânia é preso pela Polícia Federal é preso por corrupção. (Foto: A Voz das Cidades)
Ex-prefeito de Urânia é preso pela Polícia Federal é preso por corrupção. (Foto: A Voz das Cidades)


A Polícia Federal prendeu o ex-prefeito de Urânia, Francisco Airton Saracuza, e mais três pessoas por suspeita de irregularidade. As prisões ocorreram na manhã desta quinta-feira, dia 30.

Eles foram detidos durante a Operação Repartição, que investiga suspeita de desvios de recursos provenientes da repatriação do governo federal, que foram distribuídos a todos os municípios brasileiros no último dia útil do ano passado.

Além do ex-prefeito, foram detidos dois advogados da assessoria jurídica e o ex-chefe de RH da Prefeitura. Também foram cumpridos  dez mandados de condução coercitiva e sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Urânia, Jales e Votuporanga autorizados pela Comarca de Urânia.

A PF descobriu que Francisco, após ficar sabendo que a prefeitura recebeu R$ 400 mil em créditos provenientes do programa de repatriação de recursos federais, autorizou o  setor de Recursos Humanos da prefeitura, no sábado, dia 31 de dezembro de 2016, último dia de seu mandato, a pagar R$ 300 mil  para 12 assessores, como forma de indenização trabalhista. Algumas destas pessoas seriam filiadas ao partido do prefeito e tiveram aumento repentino de 400% sobre o salário, para justificar a indenização.

Nestes pagamentos suspeitos foram contabilizados como férias e licenças-prêmio de até sete anos de trabalho. Os dois advogados receberam R$ 62 mil de acerto trabalhista. Os 12 servidores beneficiados com as indenizações trabalhistas também receberam os salários de dezembro, décimo terceiro e férias proporcionais, o que não ocorreu com o restante dos funcionários da prefeitura de Urânia, que terminaram o ano sem  o salário do mês de dezembro e sem décimo terceiro salário.

O ex-prefeito, os advogados e o ex-diretor de RH poderão responder pelos crimes de desvio de verba pública, peculato e associação criminosa com penas que podem chegar até 25 anos de reclusão.

Os presos, após serem ouvidos na PF de Jales, serão encaminhados às Cadeias Públicas de Santa Fé do Sul e Guarani d’Oeste, onde permanecerão à disposição da Justiça.
 

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