Diário da Região

29/03/2017 - 00h00min

RIO PRETO

Cego judoca reage a assalto e bate em ladrão

RIO PRETO

Marco Antonio dos Santos Elvecio Xavier da Costa Filho perdeu a visão em 2013. Ele é lutador de capoeira e de judô
Elvecio Xavier da Costa Filho perdeu a visão em 2013. Ele é lutador de capoeira e de judô

Um ladrão se deu muito mal ao tentar um assalto no Centro de Rio Preto. Ele tentou roubar o celular de um cego, mas o que ele não esperava era levar uma surra do deficiente visual, que é lutador de capoeira e judoca. O caso que parece ter saído de uma história em quadrinhos aconteceu na tarde de domingo, dia 25, na rua Voluntários de São Paulo e foi registrada em boletim de ocorrência na segunda-feira, dia 27.

Artista de rua e deficiente visual, Elvecio Xavier da Costa Filho ganha a vida tocando berimbau e violão no Calçadão e nas imediações do Hospital de Base de Rio Preto. Com muito bom humor, ele revela não ter sido a primeira vez que foi escolhido como vítima por assaltantes, que no final acabam fugindo. “Já tentaram me assaltar no ano passado do mesmo jeito. O pessoal pensa que a gente é cego e não tem como se defender”, diz.

No assalto de domingo, Elvecio percebeu o exato momento em que o assaltante arrancou o celular. Ele diz que até tentou evitar a briga, pedindo para o ladrão devolver o aparelho. “Como ele se recusou, eu dei um golpe de judô, um wazari, e depois um mata-leão. Foi aí que ele soltou o celular”, relata o deficiente.

A briga pelo celular não foi à toa. É que o aparelho é especialmente fabricado para cegos. O teclado está em braile, linguagem para deficientes visuais. “Só procurei a Central de Flagrantes, porque eu precisava fazer boletim de ocorrência para conseguir novo chip. O do aparelho caiu durante a briga e, mesmo tateando o chão, eu não consegui recuperar. Tem de tomar cuidado porque as ruas estão perigosas”, alerta o deficiente.

Casado e pai de uma filha, Elvecio, que é de Frutal (MG), viaja todos os dias para Rio Preto. Ele ficou cego em 2013, após levar um tiro de espingarda calibre 12 no rosto. Os estilhaços da bala perfuraram a visão e atualmente usa dois olhos de vidro. “Eu sou um ex-dependente químico, hoje tenho visão espiritual. Cego é esse rapaz que me atacou. Para vocês que estão nesta vida de drogas, saiam fora,” aconselha. Além de artista de rua, Elvécio diz que é massoterapeuta e dá palestras contra as drogas nos finais de semana.

 

 

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