Diário da Região

05/04/2017 - 00h00min

SAÚDE TERCEIRIZADA

Prefeitura de Rio Preto amplia convênio com o HB para suprir demanda

SAÚDE TERCEIRIZADA

Guilherme Baffi Após dois anos, Hebert teve cirurgia bariátrica marcada para junho no Ielar. Com o fechamento, espera por nova data
Após dois anos, Hebert teve cirurgia bariátrica marcada para junho no Ielar. Com o fechamento, espera por nova data

A Secretaria de Saúde de Rio Preto firmou nesta terça-feira, 4, um convênio com o Hospital de Base no valor de aproximadamente R$ 5 milhões que permite à pasta terceirizar profissionais da saúde por meio da instituição. O extrato foi publicado na edição desta terça-feira do Diário Oficial do município. Atualmente parte desse serviço é prestado pelo Ielar, contratante de 530 profissionais que trabalham nas Unidades Básicas de Saúde e de Pronto Atendimento, nas especialidades e no Samu.

O valor mensal repassado à entidade com esse fim é cerca de R$ 3,1 milhões. O contrato com o HB para terceirização era de R$ 2,3 milhões mensais. A Saúde ampliou esse valor com medo de que o Ielar, que fechou o hospital na última semana, deixasse de atender nas UBS, UPA e Samu. Se isso acontecer, o HB pode contratar os 530 profissionais. O valor de R$ 5 milhões não precisa ser atingido, sendo uma margem.

“O que já tínhamos no convênio de prestação de serviço do Hospital de Base juntamos com o Ielar e pusemos mais um pouco que estava precisando. Se romper da noite para o dia esse convênio coloca o pessoal para tocar lá. Esses médicos, enfermeiros de uma maneira geral migram para o HB”, afirma Aldenis Borim, assessor especial da Saúde. Outro aspecto para o convênio é que a demanda na saúde havia aumentado. Mesmo que o Ielar continue mantendo os serviços terceirizados, o HB receberá cerca de R$ 200 mil a mais por mês para contratar mais profissionais.

“A gente está com uma defasagem. Médicos, pessoal de enfermagem, pessoal administrativo, recepcionista, tem vindo muito pedido.” As contratações não haviam ocorrido antes, de acordo com Aldenis, porque não havia margem no convênio. O convênio de terceirização com o Ielar vence em junho e, segundo Aldenis, poderá ser renovado. “A gente não tem nenhuma pretensão de parar esse convênio, pode continuar normalmente.”

Conforme o assessor, um dos objetivos é que haja isonomia salarial entre os terceirizados – sem precisar quanto, ele afirma que os profissionais do Ielar ganhavam menos que o do Hospital de Base. “Quando você coloca hora trabalhada no final dá um valor importante. Depois que ocorrer uma renovação com o Ielar a gente tem que conversar sobre esses valores.” A falta de isonomia, segundo Aldenis, chegou a ser apontada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

O convênio tem duração de dois anos, até abril de 2019, e prevê consultas médicas, odontológicas, de enfermagem na atenção básica, média complexidade, urgência e emergência e vigilância em saúde. O administrador do Ielar, Luiz Oliveira, afirmou ao Diário que por enquanto o convênio dos profissionais terceirizados está mantido.

Secretaria pede dados de pacientes ao Ielar

A Secretaria de Saúde pediu ao Ielar nesta terça-feira, 4, por meio de ofício, que informe nome completo, data de nascimento, tipo de cirurgia, exames diagnósticos e pré-operatórios, telefones e endereços dos pacientes que estavam com cirurgia agendada ou esperando por uma data para a operação no hospital. O ofício foi encaminhado à entidade após matéria do Diário, publicada nesta terça-feira, 4, mostrar que há 1,7 mil pacientes que precisam de uma cirurgia prejudicados pela paralisação da entidade desde a última quarta-feira, 29.

As operações são das áreas de otorrino, plástica, cataratas, ginecologia, cirurgia geral e bariátrica. O objetivo do pedido, segundo Antonio Baldin, assessor especial da pasta, é agendar as cirurgias e fazer o tratamento. Ele diz que as pessoas podem procurar suas Unidades Básicas de Saúde (UBS), mas que o atendimento está sendo providenciado. “Pedimos para que nos repassem quem são os pacientes para a gente reagendar essa cirurgia ou na Santa Casa ou no Hospital de Base. Imediatamente serão contatados e providenciados todos os recursos para se ter o atendimento”, afirma.

A Saúde comenta que fez o pedido com urgência. José Valdiney de Carvalho Júnior, diretor clínico do Ielar, diz que já recebeu a notificação e que o levantamento será feito e encaminhado à Saúde. “Eu acho que até sexta-feira a gente tem tudo isso em mãos.” Há pelo menos dois anos Hebert Carvalho Silva, 29 anos, aguarda uma cirurgia bariátrica, que após a espera estava agendada para junho. Confuso, ele não sabe quais serão os próximos passos – por exemplo, se serão utilizados os exames já feitos ou serão necessários outros.

“Estava programando. Estava feliz, gastei dinheiro com meia, com cinta e acontece essa coisa. O nosso psicológico fica abalado”, fala. Ele chegou a pedir demissão do emprego, na loja de conveniência de um posto de combustíveis, devido ao tempo que ficaria afastado. “A cirurgia vai dar mais ânimo, eu não vou para lugar nenhum, só para serviço, fico mais em casa. Penso que depois da cirurgia a gente aumenta mais a autoestima”, diz. 

 

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