Diário da Região

05/04/2017 - 00h00min

Fiscalização

Blitz flagra irregularidades em unidades de saúde da região

Fiscalização

Tribunal de Contas do Estado de São Paulo/ Divulgação UPA de Mirassol, onde faltam cadeiras para acomodar os pacientes, que esperam em pé por atendimento
UPA de Mirassol, onde faltam cadeiras para acomodar os pacientes, que esperam em pé por atendimento

Uma blitz dos fiscais do Tribunal de Contas do Estado (TCE) encontrou problemas, alguns deles graves, em nove das 15 unidades de saúde visitadas na região de Rio Preto. Entre as irregularidades flagradas durante a fiscalização, estão pontos de controle de frequência dos médicos em branco, banheiros com vaso sanitário entupido, remédios armazenados de forma irregular no chão e até tetos com risco de desabamento.

Em todo o Estado de São Paulo, foram fiscalizadas 200 unidades, entre ambulatórios e prontos-socorros em 171 municípios. As irregularidades encontradas serão comunicadas às prefeituras. Caso não sejam sanadas dentro do prazo estipulado, podem contribuir para a rejeição das contas anuais dos municípios. A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Parque Iracema, em Catanduva, concentra ao menos três irregularidades. 

Os fiscais encontraram pelo menos um controle de frequência de uma médica relativo ao mês de março último em branco. Além disso, as caixas de medicamentos estavam depositadas diretamente no chão, o que pode estragar o produto. Essa última irregularidade também foi constatada na UPA Diorandi Figueira da Costa, na cidade de Votuporanga. Ali havia ainda, de acordo com relatório dos fiscais, bancos com o estofamento comprometido na recepção da unidade.

Na UPA Satori Yamada, em Jales, parte do teto está repleta de bolor provocado pela umidade e ameaça desabar sobre os pacientes e funcionários. Escoras foram improvisadas de forma precária no local. Um dos banheiros da UPA de Mirassol estava inutilizado durante a visita, pois o vaso sanitário havia entupido - um cartaz sobre a tampa fechada avisava os usuários do problema. Faltavam assentos para todos os pacientes e muitos se espremiam nos corredores, à espera de atendimento.

O TCE também encontrou registros de frequência de médicos e funcionários em branco em UPAs de Fernandópolis, São Francisco e Severínia. Nesse último município, a fiscalização também flagrou o banheiro sem luz artificial nem papel toalha, além de vazamento permanente de água sob o vaso sanitário.

Em Santa Fé do Sul, a UPA local não conta com corrimão nas escadas, segundo laudo do Corpo de Bombeiros anexado no relatório do Tribunal de Contas. Os fiscais não encontraram irregularidades em unidades de saúde de Rio Preto (Hospital-Dia, UBS Central e UPA Santo Antonio), Américo de Campos, Mira Estrela e Ouroeste.

Clique AQUI para ver as irregularidades das unidades de saúde na região:

Todos prometem solucionar falhas

A Prefeitura de Catanduva prometeu “tomar as medidas cabíveis” em relação à médica que deixou de assinar a folha de ponto no mês de março. Com relação às caixas de medicamentos dispostas diretamente no chão e os lençóis mal armazenados, a Secretaria afirma que “ambas as situações não seguem as medidas previstas em protocolo”. “A Secretaria de Saúde preza pelo bom andamento dos serviços e reitera o compromisso de qualidade no atendimento aos usuários”, conclui a nota da assessoria.

A Prefeitura de Jales informou por meio de sua assessoria que acionou na Justiça a empresa responsável pela construção da UPA para que conserte o teto do imóvel. Em Mirassol, tanto o problema dos pacientes em pé no corredor quanto o do vaso sanitário já foram resolvidos, segundo a assessoria da prefeitura. “Cabe ressaltar que a procura por atendimento na unidade costuma aumentar neste período, o que pode justificar o apontamento feito pelo TCE.”

Os corrimões nas escadas da UPA de Santa Fé do Sul já estão sendo instalados, conforme a assessoria da prefeitura. A previsão é de que a obra esteja pronta em dez dias. “A UPA deixa claro que sempre primou pela segurança e bem-estar dos usuários, estando em conformidade com a legislação.” A assessoria da Prefeitura de Fernandópolis limitou-se a informar que não tomou conhecimento da inspeção feita pelo TCE.

O prefeito João Dado, de Votuporanga, determinou que a organização social (OS) que administra a UPA faça as correções apontadas pelo Tribunal de Contas, “conforme preconiza o contrato do município e é uma das responsabilidades da organização”. As prefeituras de Catanduva, Severínia, São Francisco e Urânia não retornaram as ligações telefônicas da reportagem ou não tiveram nenhum representante localizado nesta terça-feira, dia 4.

 

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