Diário da Região

05/04/2017 - 00h00min

Varredura nos trilhos

Defesa Civil vai analisar condições da ferrovia no perímetro urbano de Rio Preto

Varredura nos trilhos

Guilherme Baffi Técnico da Defesa Civil observa trilhos no Brejo Alegre
Técnico da Defesa Civil observa trilhos no Brejo Alegre

A Defesa Civil de Rio Preto iniciou na tarde desta terça-feira, 4, uma varredura no perímetro urbano da linha férrea do município. O trabalho, que durará cerca de duas semanas, vai analisar a situação da linha desde a fronteira de Mirassol com Rio Preto até Engenheiro Schmitt, a pedido do Ministério Público (MP). A primeira parte da vistoria ocorreu no Brejo Alegre, nas proximidades de onde fica uma favela. 

Foram verificados aproximadamente 760 metros de trilhos. Segundo Carlos Lamin, coordenador da Defesa Civil, foram encontrados dormentes em mau estado de conservação, podres, parafusos soltos, grampos que prendem o trilho ao chão soltos e mato cobrindo os trilhos. O local de onde a análise teve início foi escolhido devido ao risco que apresenta pela proximidade do trilho com as casas e barracos. “O objetivo dessa vistoria é segurança”, afirma Lamin.

No último dia 27, os vagões 75 e 76 de uma composição de 82 vagões e 9,5 toneladas começaram a sair dos trilhos e tombaram no cruzamento das ruas General Glicério e Paul Percy Harris. Ninguém ficou ferido, mas dois imóveis foram invadidos. O trem carregado de soja seguia de Rondonópolis (MT) para o porto de Santos.

Após o incidente da última semana, o MP abriu inquérito para avaliar a situação dos trilhos. Com os resultados da vistoria da Defesa Civil, vai cobrar melhorias da Rumo (antiga ALL), responsável pela manutenção da via. Apesar dos problemas encontrados, Lamin considera que o trecho visto nesta terça-feira é seguro. “Essas ocorrências de irregularidade não têm uma sequência, eram bem esporádicas”, afirma.

O Sistema de Acompanhamento e Fiscalização do Transporte Ferroviário (SAFF), da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apontou que o descarrilamento do último dia 27 foi causado por uma falha no vagão. Para a ANTT, as condições da via não foram responsáveis pelo incidente. Um laudo do Instituto de Criminalística sobre as causas do ocorrido deve ficar pronto nos próximos dias.

Consequências

A Defesa Civil elaborou um relatório sobre as consequências do acidente. Foi constatado que onde os vagões possivelmente começaram a descarrilar há uma ondulação, tanto vertical quanto horizontal. Segundo Lamin, não é possível precisar se já estava lá antes do acidente. Essa conclusão caberia ao inquérito do MP.

Também há um ponto no local do incidente em que o trilho estaria mais largo - há uma distância de cinco centímetros entre o trilho externo e a guia interna da roda esquerda. Ainda conforme o órgão, os dois imóveis atingidos pelos vagões descarrilados podem ser recuperados, não apresentando riscos nem sendo necessário derrubá-los.

Rumo diz que segue as normas

Em nota enviada na tarde desta terça-feira, a Rumo reafirmou a segurança de sua operação ferroviária. “A empresa segue estritamente as normas que definem os limites de nivelamento e alinhamento dos trilhos”, afirmou. Ainda conforme a concessionária, a taxa de dormentação inservível permitida pela ANTT é de até 20%. “Em Rio Preto, a Rumo mantém essa taxa em no máximo 8% - logo, melhor do que o nível exigido”, alegou.

A empresa disse que os motivos do descarrilamento estão sendo apurados e que tem 30 dias para apresentar o relatório final à ANTT, contados a partir da ocorrência. A Rumo considera qualquer conclusão neste momento precipitada. Afirmou que segue investindo em obras na ferrovia e na compra de novas locomotivas e vagões.

Também em nota, a ANTT afirmou que todo o perímetro urbano da linha em Rio Preto, e em particular a área da Represa, está tendo um tratamento diferenciado no Plano de Ação em Áreas de Risco (PAAR). Para a agência, o acidente só não teve consequências mais graves por causa das boas condições da via, “que resistiu aos esforços provocados pelo descarrilamento.”

 

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