Diário da Região

01/06/2017 - 00h00min

UPA NORTE

Paciente fica 26 horas à espera de um raio-X

UPA NORTE

Divulgação Thais Cotrim da Silva, 32 anos, caiu dentro de ônibus, após acidente de trânsito. Após 26 horas, foi levada à Santa Casa
Thais Cotrim da Silva, 32 anos, caiu dentro de ônibus, após acidente de trânsito. Após 26 horas, foi levada à Santa Casa

Com dores e suspeita de lesão na coluna, uma moradora de Rio Preto, que caiu dentro de um ônibus, ficou 26 horas deitada em uma maca na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte à espera de um exame de raio-X. Enquanto era vítima de um jogo de empurra-empurra de responsabilidades, Thais Cotrim da Silva, 32 anos, permaneceu na unidade entre as tardes de terça-feira, 30, e quarta-feira, 31. A paciente deu entrada na unidade às 13 horas. Ela caiu dentro do coletivo que faz a linha Nato Vetorazzo, quando o ônibus bateu em um carro. No momento do acidente ela estava em pé.

Com dores nos braços e na coluna, a vítima foi encaminhada à UPA Norte. Durante o período na unidade, foi medicada e recebeu a indicação de raio-X para verificar se as dores na coluna eram provocadas por algum tipo de lesão. Foi aí que começou o drama da paciente. De acordo com o marido dela, Daniel Francisco da Silva, 32 anos, a primeira informação foi que ela seria transferida para a Santa Casa. “Cheguei a ir de ônibus até a Santa Casa para esperar ela chegar. Fiquei três horas lá e ela não chegou”, disse.

Ao voltar à UPA e questionar a demora, Daniel diz que foi informado de que a culpa era da falta de vaga no hospital. A reportagem do Diário apurou que, com o fechamento do Ielar e consequentemente o aumento da demanda da Santa Casa, as UPAs de Rio Preto estão com dificuldades para encaminhar seus pacientes e o tempo de espera na unidade aumentou. Além disso, a UPA Norte não conta com aparelho de raio-X. Esse tipo de exame é feito nas UPAs Jaguaré e Tangará e alguns mais específicos só no hospital de referência, no caso a Santa Casa.

“Primeiro falaram que não tinha ambulância para levar. Depois que não tinha vaga na Santa Casa e que não podiam mandar para o HB (Hospital de Base). A situação é muito difícil porque ela estava com dor e não tinha uma estrutura de hospital”, disse Daniel. Ainda de acordo com ele, a mulher não recebeu alimentação na UPA. “Ela ficou lá todo esse tempo e só comeu porque eu fui lá levar alimento para ela. Para mim é mais difícil porque tenho de ir para os lugares de ônibus”, disse. Como estava com suspeita de lesão na coluna, a paciente não poderia ser transportada sem ambulância. “Não queriam encaminhar minha mulher para outro lugar e disseram que para eu retirar do hospital teria de assinar um termo de responsabilidade. Se a lesão fosse grave essa demora pode agravar ainda mais”, afirmou.

26 horas depois

Às 15h30, duas horas após a reportagem procurar a Secretaria Municipal de Saúde, Thais foi transferida para a Santa Casa. De acordo com o marido, ela passou por exames por volta das 18 horas. Até o fechamento desta edição, às 20 horas, os resultados ainda não haviam ficado prontos. A reportagem não conseguiu contato com a administração da Santa Casa.

‘Assistência necessária’

A Secretaria de Saúde de Rio Preto informou, por meio de nota, que a paciente chegou com queixa de dor na coluna e foi medicada. Sobre a demora, a Secretaria afirmou que a mulher estava em observação. A pasta informou ainda que a paciente recebeu a assistência médica necessária antes de ser levada à Santa Casa para realização de exames que não são de competência da UPA. “Estava (a paciente) sob assistência médica e de enfermagem na unidade, no entanto já foi transferida para a Santa Casa, uma vez que os exames que precisava realizar não fazem parte dos protocolos de uma Unidade de Pronto Atendimento”.

 

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