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24/05/2017 - 00h00min

SAÚDE

HB retoma transplante de coração em adultos

SAÚDE

Divulgação Hospital de Base Cirurgia de transplante do coração realizada pelo HB, o que não ocorria desde 2013
Cirurgia de transplante do coração realizada pelo HB, o que não ocorria desde 2013

Depois de quatro anos, o Hospital de Base de Rio Preto voltou a realizar uma cirurgia de transplante de coração. O procedimento em adultos chegou a ser suspenso pelo Ministério da Saúde, por falta de equipe médica. O HB foi recredenciado para fazer a cirurgia pelo SUS em fevereiro de 2015. Mas só agora, entre a noite de segunda-feira, 22, e a manhã desta terça-feira, 23, o primeiro paciente foi submetido a substituição do órgão.

Divino Ribeiro de Almeida, 61 anos, de Tanabi, estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do HB desde o dia 21 de abril e aguardava pelo transplante. O órgão é de uma mulher de 27 anos, vítima de um acidente de carro, e que estava internada havia seis dias em um hospital de Campinas.

O transplante cardíaco só é indicado em casos graves e estágios avançados de doenças cardíacas. Além de ser um procedimento complicado, necessita de uma estrutura complexa para que seja feito, que vai desde o transporte do órgão até a substituição do coração doente pelo do doador. Tanto que o paciente Divino entrou na UTI do HB no dia 21 de abril e foi inscrito na fila do transplante cinco dias depois.

Referência em transplante na região e no Estado, o HB já chegou a fazer 13 transplantes de coração em um único ano. Mas a última cirurgia em adultos foi em abril de 2013, pouco antes de o médico Reinaldo Bestetti, ex-chefe do setor, deixar o HB.

No início de 2015, após quase dois anos de interrupção, o hospital voltou a montar equipe para a retomada das cirurgias. O recredenciamento foi feito em fevereiro daquele ano e só agora, em maio de 2017, é que o procedimento foi realizado em um paciente adulto.

Em 2015, a garota Dorys, 12 anos, foi submetida à cirurgia, no Hospital da Criança e Maternidade (HCM). Atualmente, segundo informações do hospital, são três pacientes adultos sob acompanhamento da equipe de cirurgia cardiovascular do HB que aguardam na fila por um órgão compatível.

Transporte

Como em todos os transplantes nos quais a distância entre doador e receptor é longa, a noite de segunda-feira foi uma corrida contra o tempo, contada em segundos, por todos os profissionais do Hospital de Base e do hospital de Campinas envolvidos na captação do coração e seu transplante para Divino. Para que o coração seja transplantado em condições satisfatórias, entre a retirada do doador e o transplante para o receptor devem transcorrer, no máximo, quatro horas. Da retirada do órgão, em Campinas, à chegada do coração ao HB , passaram-se 3 horas e 15 minutos. Foi usado transporte aéreo para trazer o coração.

Segundo a assessoria de imprensa do HB, até as 15h45 desta terça-feira, Divino estava internado na UTI e seus estado de saúde era grave e estável.

Cirurgia durou 12 horas

Divino Ribeiro de Almeida sofre da doença de Chagas há pelo menos 15 anos. Transmitida pelo inseto conhecido popularmente como barbeiro, a enfermidade provoca o aumento do coração, entre outros danos graves à saúde da vítima.

Segundo Odete Magri de Almeida, 59, mulher de Divino, ele foi piorando rapidamente nos últimos meses. “Já fazia uns seis meses que eu corria com ele o tempo todo para o hospital. É que ele não conseguia mais respirar direito e precisava receber oxigênio”, conta Odete. A mulher conta que o marido foi para o centro cirúrgico do Hospital de Base por volta das 22 horas de segunda-feira e saiu já era fim da manhã de terça-feira.

Segundo a equipe médica do HB, Divino tinha miocardiopatia chagásica, o que comprometia o funcionamento do coração e o bombeamento de sangue para o corpo. O paciente dependia de medicamentos para que o órgão funcionasse adequadamente.

O Diário apurou que o procedimento cirúrgico foi feito pela equipe do cirurgião Marcelo José Ferreira Soares, que participou do primeiro transplante coronariano realizado em Rio Preto, em 2000.

O Diário não conseguiu encontrar o médico até o fechamento desta edição para obter mais detalhes sobre como foi a cirurgia e as chances de o paciente sobreviver ao transplante. (NF)

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