Diário da Região

23/02/2017 - 00h00min

Eclipse solar

Lua vai roubar o brilho do Sol neste domingo

Eclipse solar

Reprodução Internet NULL
NULL

Além de Carnaval, neste domingo, dia 26, terá, também, um fenômeno raro nos céus: a lua vai roubar o brilho solar e fazer o dia virar quase noite no final da manhã. Definido por especialistas como "eclipse anular do Sol", no Brasil o espetáculo parcial, ou seja, as bordas do astro serão vistas como se fossem um anel de fogo. O eclipse poderá ser visto em todo o mundo, mas em horários diferentes. Em Rio Preto, vai começar às 10h04. O momento em que o Sol vai estar mais encoberto pela lua, 51%, será às 11h25 e o fim do fenômeno se dará às 12h49.

Quem estiver no Oceano Pacífico, sul da Argentina e do Chile, no Oceano Atlântico, em Angola, Congo e Zâmbia terá o espetáculo em sua forma original, que é o eclipse anular. Já nas regiões acima e abaixo, ou seja, na América do Sul, oeste da África e na Antártida, ele será visto como parcial. Integrantes do Clube de Astronomia de Rio Preto (Carp) estão organizando um espaço para que qualquer pessoa que queira ver o eclipse possa fazê-lo com segurança e maior proximidade. 

Eles vão levar dois telescópios com filtro solar para a escola municipal Darcy Ribeiro. Os equipamentos ficarão à disposição das pessoas que decidirem pular mais cedo da cama para contemplar o fenômeno. Os equipamentos vão possibilitar uma visão aumentada entre 30 a 40 vezes. Assim, será possível ver com o eclipse com detalhes. Quem também quiser assistir o fenômeno, mas não puder ir até a escola, pode acompanhar o espetáculo em tempo real pelo Facebook, no endereço www.facebook.com/clubedeastronomiaRiopreto.

 

Arte - Eclipse Solar - 23022017 clique na imagem para ampliar

A olho nu é extremamente perigoso fazer essa observação. Segundo o médico e astrônomo Nelson Falsarella, a exposição aos raios ultravioletas por mais de cinco minutos seguidos pode causar danos irreversíveis na retina e levar à cegueira. Ele alerta que os métodos antigos, como usar filme fotográfico, radiografias ou tentar ver através da sombra que se forma em uma bacia com água também não são recomendados. "Nenhum desses mecanismos funcionam, porque não filtram os raios ultravioletas e o perigo é o mesmo de simplesmente observar o eclipse sem mecanismos de segurança", afirma.

O eclipse solar ocorre sempre que a Lua fica entre a Terra e o Sol. Quando isso ocorre, o Sol parece desaparecer total ou parcialmente. Em astronomia, um eclipse ocorre sempre que corpos celestes estão alinhados de forma que a visão de um deles fica impedida por causa desse alinhamento. Existem três tipos de eclipse: o total (quando o Sol fica totalmente encoberto pela Lua), o parcial (quando apenas uma parte do Sol fica encoberta pela Lua) e o anular (quando a Lua está muito distante da Terra em sua órbita e consegue cobrir apenas o centro do disco solar).

Segundo Wagner Soeiro, professor de geografia da escola Darcy Ribeiro, foram convidados alunos e familiares da escola para assistir o fenômeno. "Esperamos em torno de cem pessoas. Como aqui na escola há um gramado grande e árvores, as pessoas poderão se acomodar confortavelmente e também terão sombra quando não estiverem vendo o eclipse pelos telescópios", diz o professor, que também é integrante do Carp. Segundo o professor, serão levados óculos especiais que permitem ver o fenômeno e sem danos à visão. "É muito interessante que crianças e adolescentes possam testemunhar o fato e não ficar apenas no conhecimento teórico. Por isso, decidimos montar o espaço para que qualquer um possa ver o eclipse pessoalmente", diz.

O próximo? Só em 2019

O próximo eclipse do Sol será apenas em 2 de julho de 2019. Depois, em 14 de dezembro de 2020, segundo Nelson Falsarella. "Os métodos mais seguros para observar o eclipse são por meio de filtro de máscara de soldador ou da projeção do sol dentro de uma caixa de papelão", diz.

Falsarella ensina:"Faça um furinho de 2 a 5 mm num dos lados de uma caixa e do lado oposto ao furo pregue um papel branco para a projeção do Sol. Mantenha a caixa fechada. Depois, faça uma pequena janelinha num dos outros lados para espiar. Quando apontar o furo na direção do Sol, um reflexo vai entrar na caixa e ser projetado no papel branco. Assim é possível acompanhar seguramente as fases do eclipse.”

Para fotografar

Quem quiser fazer fotos do eclipse com uma câmara digital deve fixar o equipamento em um tripé, em modo de foco infinito, paisagem ou cenário (landescape). Pode-se usar sensibilidade de ISO 100 ou 200 e um filtro de densidade neutra diante da objetiva. Na falta de filtros próprios de máquinas fotográficas, pode-se usar o filtro de máscaras de soldar. Para as câmeras com opções manuais, é possível usar exposições rápidas de 1/1000 e aberturas pequenas como 1:8 ou 1:10.

(com Agência Estado)

 

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha?
Não lembro a minha senha!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso