Diário da Região

06/03/2017 - 15h21min

Rio Preto

Criança de um ano teve morte violenta, aponta laudo

Rio Preto

O laudo de necropsia do Instituto Médico Legal aponta que a pequena Emanuella Maria de Souza Santos, de apenas um ano, sofreu morte violenta, causada por politraumatismo e sinal de violência sexual. 

A mãe A.S.S., de 19 anos, nega que tenha espancado e violentado a própria filha. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher.

Emanuella morreu na noite de sexta-feira, dia 3, mas o caso passou a ser investigado pela polícia a partir da denúncia de um médico da UPA Toninho, que suspeittou dos ferimentos do corpo da menina, característicos de vítima de maus-tratos.

Segundo a polícia, a mãe alegou que as marcas foram resultado de uma queda  e de mordidas de outra filha, também criança. A princípio, o caso foi registrado como abandono de incapaz. No entanto, na manhã deste sábado, dia 4, o delegado Eder Galavoti decidiu apurar a ocorrência e mandou deter os pais da criança para uma oitiva.  

Desconfiado, o delegado determinou que o corpo da criança passasse pelo IML. No exame ficou constatado politraumatismo. No corpo da criança havia hematomas nos lábios, braço esquerdo e nas nadegas, conforme laudo assinado pelo médico legista Walfredo Cherubini Fogaça. 

"Minha filha caiu do sofá"

A mãe da menina diz que os ferimentos foram causados por uma queda do sofá, no sábado, dia 25 de fevereiro, na casa da família,  Vila Toninho, em Rio Preto. 

"Assim que ouvi o barulho da minha filha cair no chão, eu corri com ela para o médico. Passei pela UPA Toninho, depois pela UPA Jaguaré, até que fomos encaminhados para Santa Casa. Disseram ter feito até exame de raio-X, mas ninguém  descobriu nada. Poucos dias depois a minha filha morreu" afirma a a mãe da vítima.

Para a mãe é absurdo que as pessoas acusem ela e o marido de terem praticado violência doméstica contra a filha caçula do casal. 

"Mais do que todo mundo, eu quero que a polícia esclareça o que aconteceu com a minha filha. Nós garantimos que não fizemos nada contra ela", diz a mãe.  

O corpo de Emanuella foi sepultado na manhã de sábado, dia 4, no Cemitério de São João Batista, em Rio Preto. 

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