Diário da Região

23/02/2017 - 00h00min

Complexo Pró-Saúde

Centro médico não pode ser vizinho do trem

Complexo Pró-Saúde

Johnny Torres Prédio projetado para receber serviço de diagnóstico por imagens
Prédio projetado para receber serviço de diagnóstico por imagens

Inaugurado às pressas pelo então prefeito Valdomiro Lopes (PSB) em dezembro do ano passado e ainda sem abrir suas portas ao público, a funcionalidade do Complexo Pró-Saúde está em xeque. Especialistas indicam que a Prefeitura cometeu erro primário ao construir um centro de diagnóstico por imagens ao lado dos trilhos do trem de Rio Preto, já que a vibração do solo pode interferir e prejudicar a realização de exames. O secretário de Saúde de Rio Preto, Eleuses Paiva, pediu para uma equipe de engenharia e arquitetura fazer avaliação do local. Um relatório vai ficar pronto na próxima semana.

Com investimento de R$ 8,5 milhões, o Complexo vai contar com Hospital-Dia, Centro de Diagnóstico, Centro Especializado na Saúde do Idoso e Laboratório Central. E deveria reduzir o tempo de espera por exames como raio-X, ressonância magnética e ecocardiograma. Mas, o prédio foi construído na avenida Philadelpho Gouvea Netto, às margens do trilho do trem e isso seria um dos motivos de ainda não estar em funcionamento. Especialistas em diagnóstico de imagem afirmam que a vibrações de solo podem prejudicar a realização de exames detalhados e danificar máquina de ressonância magnética.

Antônio Carlos dos Santos, coordenador do Centro de Ciências da Imagem e Física Médica do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, afirma que uma vibração de solo pode prejudicar o funcionamento de uma máquina de ressonância magnética. “Dependendo do grau de vibração, tem comprometimento de segurança do magneto, que pode vibrar demais e ter um problema, perder a capacidade de manter o campo magnético, danificando o aparelho”, explica. Ainda de acordo com ele, uma vibração muito grande ou vibrações mínimas por um período prolongado podem causar defeito no aparelho de ressonância. “Aqui tivemos um problema em uma máquina e isso foi atribuído ao aterramento da sala. São coisas muito sutis que acabam desestabilizando o equipamento”, disse.

 

Arte - Complexo Pró-Saúde - 23022017 Clique na imagem para amplair

O gerente médico do departamento de imagem do hospital Albert Einstein, Marcelo Funari, afirma que a vibração de solo também pode interferir na realização de exames detalhados. “Alguns exames de imagem requerem alta precisão. São feixes milimétrico que precisam de muita calibração, como acontece na tomografia computadorizada. Eventualmente um abalo pode prejudicar o exame”, afirmou. O especialista afirma ainda que a construção de um Centro de Diagnósticos ao lado dos trilhos do trem não é aconselhável por conta do campo magnético gerado pelo imã do aparelho de ressonância magnética. “A distância segura do equipamento seria de cinco a dez metros. A sala geralmente é blindada para evitar interferência externa, mas essa blindagem não é 100%. Materiais ferromagnéticos não devem ficar perto de uma máquina de ressonância, um trem então nem se fala”, disse.

Relatório

O secretário de Saúde de Rio Preto, Eleuses Paiva, afirma que prefere não falar sobre erros na construção do Complexo antes da finalização do relatório. “Na semana que vem estarei com o relatório definitivo. Pedi para checarem tudo, porque não são só coisas pontuais. Preciso saber se está tudo dentro do que foi planejado”, disse. Logo após ser nomeado oficialmente para o cargo de secretário de Saúde de Rio Preto, em janeiro, Eleuses Paiva atacou a obra do Complexo Pró-Saúde. “Não vejo o prédio hoje em condições para colocar à disposição da sociedade”, informou. O Diário tentou contato com o ex-prefeito Valdomiro Lopes, mas o telefone de seu assessor estava fora do ar.

 

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