Diário da Região

23/02/2017 - 00h00min

FEBRE AMARELA

Entre macacos mortos, um foi carbonizado

FEBRE AMARELA

Millena Grigoleti Coletiva de imprensa com integrantes da Secretaria de Saúde, entre os quais o secretário Eleuses Paiva
Coletiva de imprensa com integrantes da Secretaria de Saúde, entre os quais o secretário Eleuses Paiva

Entre os cinco macacos encontrados mortos em Rio Preto entre sexta-feira, 17, e terça, 21, um foi carbonizado. O animal foi achado no bairro Cidade Jardim. É a primeira vez que um macaco descoberto sem vida na cidade apresenta marcas desse tipo de violência. Outro animal foi encontrado no bairro São Francisco e também tinha sinais de traumatismo, assim como o primata descoberto no Parque Industrial, com indícios de esmagamento. O quarto registro foi no Estoril e o macaco não tinha traumas. 

E mais um apareceu morto na região Central, novamente nas proximidades da Escola Estadual Cardeal Leme. Foi possível coletar amostras para exames de todos os animais. Neste ano, em Rio Preto, 24 macacos morreram. Voltaram negativos os resultados de quatro deles - três encontrados na Vila Toninho e um na Vila Itália. De dois, achados na Cidade Jardim e no São Deocleciano, os resultados são parcialmente negativos, aguardando contraprova.

De outros dois, da Cidade Jardim e Vila Toninho, não foi possível coletar exames devido ao avançado estado de decomposição. Dentre os primatas, 14 tinham sinais de trauma. Segundo a Saúde, mesmo que os exames voltem negativos para febre amarela todos os casos estão sendo tratados como sendo vítimas da doença, com bloqueio de criadouros do Aedes aegypti, nebulização, orientação e vacinação da população. O secretário de Saúde, Eleuses Paiva, afirma que não há riscos de epidemia no município. “Podemos afirmar com praticamente 100% de certeza que epidemia de febre amarela não teremos em Rio Preto”, diz.

 

cidades_IreneMarrocosDaSilveira - 23022017 Moradora mostra onde um dos macacos foi encontrado, em mata da Vila Toninho

Isso acontece porque pelo menos 91% da população está vacinada contra a doença, o que impede o vírus de circular. “Isso não significa que não teremos casos. Se as pessoas não estiverem vacinadas vão existir casos”, afirma. Maurício Lacerda Nogueira, virologista da Famerp, explica que a febre amarela é grave. “Cinco por cento dos pacientes infectados podem ter a febre amarela clássica e morrer”, fala. Segundo ele, esta é uma taxa alta para uma doença viral. Em alguns casos, a febre amarela pode ser assintomática ou uma infecção leve.

Transmissão

O macaco não transmite a doença. Quem faz isso é o mosquito Haemagogus, silestre e que vive na copa das árvores. Segundo Maurício, mesmo onde o macaco foi encontrado morto na zona urbana, como na região central, há árvores, e os animais circulam pela cidade. O vírus pode ser transmitido pelo Aedes aegypti, mas desde 1.942 casos do tipo não são registrados.

“Normalmente o humano vai à mata, volta infectado, o Aedes pica esse humano e transmite para outro humano”, afirma o virologista. Como em Rio Preto a maioria das pessoas é vacinada, a cadeia de transmissão é interrompida. “Por isso que a gente não vê risco de febre amarela urbana na nossa região.” Os sintomas são febre alta, calafrios, dor de cabeça forte, dor muscular, fraqueza, náusea e vômito, além de icterícia (corpo amarelado).

Prevenção

A orientação é que todos os moradores da região tomem a vacina - inclusive quem está chegando agora para trabalhar e estudar. Devem procurar a unidade de saúde as pessoas que ainda não tomaram nenhuma dose ou que tiveram a primeira há mais de dez anos.

 

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