Diário da Região

07/03/2017 - 00h00min

ENVELHECER AQUI É BOM

Rio Preto está entre as melhores cidades para envelhecer

ENVELHECER AQUI É BOM

Mara Sousa 03/03/2017 Candinha, 63 anos, garante que a fase que está vivendo é muito boa. Sem as preocupações que teve na juventude, ela trabalha e viaja
Candinha, 63 anos, garante que a fase que está vivendo é muito boa. Sem as preocupações que teve na juventude, ela trabalha e viaja

Rio Preto é a 5ª melhor cidade para envelhecer entre as 150 maiores do País. É o que mostra o Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade, do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon/Fundação Getúlio Vargas.

O estudo leva em conta cuidados de saúde, bem-estar, finanças, habitação, educação e trabalho, cultura e engajamento, mais indicadores gerais.

Com uma nota de 81,13, Rio Preto está acima da média em todos os quesitos. Em educação e trabalho, a cidade é a primeira colocada, com nota máxima de 100 pontos.

Em cada município, são analisados 40 itens dentro das categorias, como número de leitos SUS e atendimentos de emergência. Contam ainda o número de lanchonetes, a carga tributária e a quantidade de agências bancárias, além da população de idosos e acesso à rede de esgoto. Outros itens são acesso ao ensino superior; número de cinemas e casamentos entre idosos e acesso à internet fixa. Mais a taxa de desemprego.

Em Rio Preto, 16,3% dos 446,6 mil habitantes têm acima de 60 anos de idade. “É uma população de aproximadamente 72,7 mil pessoas. Em 2030, este número deve saltar para 29,5%”, diz Israel Cestari Júnior, secretário de Planejamento Estratégico do município.

Cestari aponta esportes, lazer, assistência social e saúde como fatores que favorecem a vida deste público na cidade – como, por exemplo, os Jogos Regionais do Idoso, as academias ao ar livre, o fortalecimento de vínculos e a atenção básica.

“Faz parte do plano de governo trabalhar com a Cidade Amiga do Idoso. A gente vai procurar estruturar o município para ele viver cada vez melhor aqui. Na lógica de pensar no envelhecimento como um todo, olhar inteiro, não por partes”, afirma.

A geriatra Liha Bogaz destaca que envelhecer bem não envolve apenas boa saúde física. “Muito além disso. O que mais acontece com o idoso é ser ‘chutado’ da sociedade. Se a população não é preparada para inserir essa pessoa, perde a qualidade de vida, perde o sentido. Precisa ter lazer, cultura, ambiente social bom”, afirma.

A médica acredita que Rio Preto está se preparando para atender a esse crescimento projetado. “Acho que estamos muito além de outras cidades.”

Elza e Dante O casal Elza Borges, 72 anos, e Dante Luiz Merlotti, 80 anos: aposentados, eles resolveram parar de trabalhar para aproveitar a vida, um ao lado do outro. Todos os dias saem para passear. O objetivo agora é viver cada vez melhor. Em Rio Preto

A melhor fase

Maria Cândida Azem, 63 anos, chama o momento que vive de maturidade. “É uma fase muito interessante, no qual você tem compromisso com você. Vai ser para cuidar da sua felicidade, qualidade de vida, bem-estar”, declara.

Para ela, viver a maturidade é “muito bom”. “Qualidade (de vida) não é só você cuidar do corpo, tem que cuidar também da mente, tem que sair”, diz. Bibliotecária e socióloga por formação, hoje é presidente da Associação Geronto Geriátrica de Rio Preto. Também gosta de viajar e passear.

O casal Elza Borges, 72 anos, e Dante Luiz Merlotti, 80 anos, gosta de viver em Rio Preto. “Somos ativos de verdade. Todo dia saímos para caminhar pelo centro da cidade. Se é para comprar alguma coisa, muito bem. Se não, a gente vem só para passear mesmo”, conta a mulher.

Com filhos criados, optaram por parar de trabalhar. “Chegamos à conclusão de que chega. Agora é hora de aproveitar”, acredita Elza. Ela conta que agora eles “curtem” um ao outro e o objetivo é viver cada vez melhor. “Agora é só um aproveitando o outro. O objetivo é viver cada vez melhor.” Para ela, a cidade precisa melhorar na saúde.

José Alves, 75 anos, gosta de onde mora. “Quase nem conheço outra (cidade)”, diz. Assim como o amigo José Bonito Sobrinho, 85 anos. Na tarde desta segunda-feira, 6, eles conversavam em um banco do Calçadão de Rio Preto. “Boa cidade (para se viver). É o sossego da gente. Venho aqui, fico até 17h ou 18h. De noite vou para o baile, volto para casa e assim vai”, conta.

Na região, outras cidades que se destacaram entre os pequenos municípios foram Fernandópolis, Votuporanga, Olímpia, Mirassol e Andradina.

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Tem que melhorar

Segundo o levantamento, em se tratando de saúde, a cidade pode priorizar o aumento no número de clínicas geriátricas ao dispor da população. Ainda de acordo com o instituto, Rio Preto tem problemas em relação à hipertensão e a diabetes, duas doenças que se agravam na população idosa.

O Índice analisou as 150 maiores cidades do Brasil e 398 municípios com população entre 50 mil e 100 mil habitantes. São reveladas as condições deles, tendo em vista a capacidade de atender às necessidades básicas da vida dos idosos.

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