Diário da Região

04/01/2017 - 00h00min

CUIDADO

Nem sempre o GPS dá o melhor caminho

CUIDADO

Mara Sousa O empresário Paulo Sérgio dos Santos Pereira, 37 anos, utiliza aplicativo para traçar rotas. Mas sempre desconfia, pois já foi levado a caminho errado em São Paulo
O empresário Paulo Sérgio dos Santos Pereira, 37 anos, utiliza aplicativo para traçar rotas. Mas sempre desconfia, pois já foi levado a caminho errado em São Paulo

Tão importante como mandar fazer revisão no carro antes de viajar, é vital traçar a rota mais segura para chegar a lugares desconhecidos. Nessa situação, os motoristas apelam para os aparelhos de GPS ou aplicativos como Google Mapas e Waze. Porém, nem sempre dá para confiar nestes softwares, que podem estar desatualizados ou com configuração errada e jogar o viajante para o meio de um ponto perigoso ou até em um canavial.

Na madrugada do primeiro dia do ano, a professora de ioga Daniela Scotto de Oliveira Soares morreu após ser atingida por tiros no bairro Vargem Grande, em Florianópolis, Santa Catarina. Ela seguiu a rota traçada pelo GPS e caiu em uma região dominada por criminosos. No Rio de Janeiro, são comuns relatos parecidos. No início de dezembro, um turista italiano morreu ao entrar por engano no Morro dos Prazeres.

Para evitar situações como essas, é preciso ficar atento a algumas recomendações e configurar o aparelho ou o aplicativo de forma correta. Uma das dicas é optar pelo item “caminho mais fácil”, que vai indicar ruas mais conhecidas e melhor sinalizadas. Isso vai evitar que você acabe em ruelas e locais perigosos. O empresário Paulo Sérgio dos Santos Pereira, 37 anos, não abre mão de usar o aplicativo para viajar a negócio ou por turismo pelo Brasil afora. Mas diz já ter sido guiado para um caminho bem confuso.

“Em São Paulo, coloquei o nome de uma rua, mas o programa me jogou num lugar bem distante de onde eu precisava chegar. Agora, antes de viajar, eu dou uma pesquisada, para não confiar só no aplicativo”, revela o empresário. Professora de sociologia, Bruna Giorgina Arruda, de 32 anos, usou o aplicativo Google Mapas para chegar a uma região de cachoeiras em Pontes Gestal, mas o caminho indicado foi arriscado. “O aplicativo me guiou por uma estrada de terra muito perigosa, no meio de um canavial, à noite. 

Fiquei com muito medo. Graças a Deus eu estava acompanhada de mais gente, mas já pensou se eu estivesse sozinha?”, comenta a professora. Até o inspetor da Polícia Rodoviária Federal Flávio Catarucci teve experiência desagradável com o uso de aplicativo. Quando fazia uma viagem de Cuiabá para Rio Preto, escolher a rota mais curta traçada e acabou em uma estrada de terra.

 

Arte - GPS - 04012017 Clique na imagem para ampliar

“O recomendável é não confiar 100% nos aplicativos. Ligue para as bases das Polícias Rodoviárias Estadual ou Federal que as equipes vão estar à disposição para informar qual o caminho mais seguro para fazer a viagem. Eles vão avisar inclusive o trecho que está em obras, onde há buracos e onde há mais ocorrências”, diz Catarucci. O major da Polícia Militar Paulo Sérgio Martins diz que no caso de rotas em grandes cidades, com favelas, para evitar o risco de entrar em áreas de conflito o melhor é pedir orientação para a base da PM naquela região.

“É preciso planejar o trajeto e a viagem com antecedência. Se entrar em locais de risco, tente sair o mais rápido possível e procurar obter informações em locais com grande fluxo de pessoas e com segurança”, aconselha o oficial. Outra recomendação é pedir informações em postos de combustível ou estabelecimentos comerciais, que vão informar qual a rota mais segura.

Apps apontamlocais perigosos

Para trafegar em grandes cidades com ainda mais segurança, é possível contar com o auxílio de dois aplicativos, o QAP Mobile e o Wikicrimes. Eles mostram locais com maior ocorrências de crimes, ou seja, dão o mapa onde há risco de assalto ou de levar um bala perdida. Com essas informações, basta desviar dos pontos. Após a localização através de GPS, os aplicativos mostram onde estão os lugares com registros de crimes como roubos, homicídios, latrocínios e tráfico de entorpecentes.

Quando o usuário está em trânsito e passa por algum desses locais, os programas fazem um alerta do perigo que pode estar pela frente. Todos os dados exibidos são fornecidos livremente por usuários do sistema que tenham presenciado ou sido informados dos crimes. A única diferença entre os dois aplicativos é que no Wikicrimes o usuário precisa perguntar se aquele local é perigoso. Os dois aplicativos podem ser baixado nas lojas virtuais Google Play e iTunes. A versão completa do Wikicrimes custa R$ 2,52. O QAP é gratuito.

 

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