Diário da Região

17/12/2016 - 00h00min

PROJETO SOCIAL

A ginga que transforma a vida de crianças carentes

PROJETO SOCIAL

Johnny Torres Roda de capoeira: neste sábado, alunos serão batizados no esporte
Roda de capoeira: neste sábado, alunos serão batizados no esporte

O esporte vem transformando a vida de muitas crianças e adolescentes vindas de famílias de baixa renda em Rio Preto. Trata-se do trabalho desenvolvido pelo professor de capoeira Éder Flores Pereira, conhecido como mestre Ralado, que há um ano ensina o esporte para alunos carentes. A academia dele abriu as portas para 50 participantes de 5 a 15 anos aprenderem, de graça, as gingas. Neste sábado, 16, às 9 horas, eles serão “batizados” na capoeira, na praça Rui Barbosa, no Centro.

O objetivo é oferecer mais oportunidades, evitando que as ruas, o contato com as drogas e a criminalidade sejam opções. Capoeirista há 30 anos e dono de academia há 16, Éder conta que o projeto era um desejo antigo. “Realização de um sonho. Não tem dinheiro que pague a satisfação que sinto ao ver essas crianças com os olhos brilhando quando iniciamos as nossas aulas.”

A meta tem sido alcançada. Daniel Victor Húngaro Lourenço, 13 anos, afirma que gosta tanto das aulas que já convidou três amigos para participar. “Eu comecei a fazer capoeira com 9 anos, mas foi só dois meses e agora pude voltar. Estou sempre falando para meus amigos da rua e da escola virem fazer a aula. Gosto muito de jogar capoeira e fazer novos amigos.” A mãe dele, Roberta Aparecida Húngaro, 35 anos, acredita que o esporte pode mudar vidas e deixar as crianças longe da violência. 

“Meu filho conta que o professor passa também lições de vida, de como se comportar, de respeito às outras pessoas e isso é muito importante porque reforça os ensinamentos que passamos em casa”, conta Roberta que acrescenta que as aulas são uma grande oportunidade para o filho: “Eu estou desempregada e não teria condições de oferecer essas aulas para ele, então faço questão que ele aproveite e dê valor ao esporte.”

Única menina entre os garotos, Gislaini Zidio, 11 anos, mostra que tem gingado para a capoeira e desafia outras meninas a participar. “Quem começa, gosta. Eu adoro a capoeira e acho que mais meninas deviam vir conhecer porque é muito bom.” O professor Éder afirma ainda que o maior desafio é o fator de inclusão social. “Nossa principal dificuldade é a estrutura familiar. Algumas crianças são carentes que são negligenciadas. 

Muitas vêm desacompanhadas e quando isso acontece mandamos recados para os responsáveis virem conversar com a gente. Se não vêm, vamos até a casa deles. A ideia é ensinar não só o esporte, mas passar valores que a capoeira tem, como o respeito ao próximo e o respeito às regras.” O critério para participar do projeto é que a criança ou adolescente esteja matriculado no ensino regulamentar. As aulas acontecem às terças e quintas-feiras, das 19h às 21h na academia Saúde & Forma, na avenida Fortunato Ernesto Vetorasso, no Cecap. Interessados podem obter mais informações pelo telefone 99148-9346 e 3217-2541.

 

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