Diário da Região

26/01/2017 - 00h00min

Lucy Montoro

Quando o videogame é o melhor tratamento

Lucy Montoro

Elton Rodrigues Rodolfo Garcia Leonel, 28, faz tratamento no videogame Xbox, auxiliado pela mãe, Telma Garcia Leonel, 50 anos
Rodolfo Garcia Leonel, 28, faz tratamento no videogame Xbox, auxiliado pela mãe, Telma Garcia Leonel, 50 anos

Rodolfo Garcia Leonel, 28 anos, não era muito ligado a videogames. Às vezes, jogava algum jogo ou outro com os amigos, mas jamais imaginava que os games pudessem fazer parte da sua vida, principalmente em forma de tratamento. Nesta quarta-feira, dia 25, a opinião dele sobre os games mudou drasticamente. “O que eu quero agora é comprar um desses”, disse Rodolfo enquanto olhava para um videogame Xbox em uma das salas do Centro de Reabilitação Lucy Montoro, em Rio Preto. O paciente iniciou às 13 hora uma nova fase de seu processo de reabilitação motora. 

Dessa vez mais interativa e com ajuda de um videogame. Rodolfo sofreu um acidente de motocicleta em Santa Fé do Sul no dia 21 de novembro de 2015 e desde então luta a cada dia para recuperar todos os movimentos do corpo. “Ele chegou aqui de maca e se alimentava através de sonda. Chegou todo paralisado e não tínhamos expectativa nenhuma. Não conseguia nem sentar. Graças ao tratamento no Lucy ele melhorou muito. Hoje consegue fazer tudo sozinho”, disse a mãe dele, Telma Garcia Leonel, 50 anos.

Por conta do acidente, Rodolfo teve parte da perna direita amputada, ficou um período sem mexer o braço direito e também com a visão prejudicada. Não conseguia focar os objetos. Atualmente, ele já consegue ficar em pé e dá os primeiro passos com uma prótese. O movimento dos braços voltou junto com a memória e depois de muito treino ele conseguiu melhorar o foco na visão. “Treinei bastante colocando o dedo perto e longe dos meus olhos e ainda treino para melhorar”, disse o paciente.

São nesses tratamentos que o videogame vai ajudar. Com ajuda de sua mãe, ele ficou em pé em frente à televisão para jogar o Xbox. O Kinect do videogame permite que por sensor de movimento ele pratique os exercícios pedidos. No jogo, ele trabalha o foco na imagem e exercita o corpo, tudo o que precisa. “Ganho de coordenação motora, consciência corporal, funcionalidade, melhora de atenção, concentração, raciocínio lógico. Tudo isso é benefício desse tipo de videogame”, afirmou a terapeuta ocupacional Cristiane de Melo Pereirinha, que auxiliou Rodolfo durante a partida de videogame.

Família aprova

Para o início de Rodolfo nas atividades com videogames as terapeutas ocupacionais escolheram um jogo que envolve movimentar os braços para bloquear a bola, que vai e volta, destruindo caixas. Para praticar, o jogador precisa ter atenção e reflexo para conseguir colocar os braços na posição certa e assim conseguir a melhor pontuação. “No começo estava bem difícil. Depois consegui”, disse o paciente.

Rodolfo e a mãe aprovaram o Xbox como complemento do tratamento. “Ele quase não movimentava mais o braço direito. Até achei que fosse virar canhoto. Percebi no jogo que ele usou muito mais a direita. O jogo vai ser bom para equilíbrio e até pelo problema visual dele de foco. Ele vai ter de focar na bola para poder jogar. É excelente. Acho que esse jogo deveria ter em todos os lugares de tratamento”, afirmou Telma.

De acordo com a terapeuta ocupacional Cristiane de Melo Pereirinha, as partidas com o videogame servem como complemento à reabilitação e são indicas para alguns tipos de pacientes. As sessões são de uma hora e o tipo de jogo e o grau de dificuldade variam conforme o paciente e o tempo de prática. “Tem também jogos de duplas, que permitem ainda a integração entre os pacientes. É um complemento ao programa de reabilitação”, afirma a terapeuta ocupacional do Lucy Montoro.

 

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