Cinco integrantes da companhia de teatro Hecatombe, de Rio Preto, embarcam hoje para a Argentina. O grupo passa seis dias no país vizinho, onde irá aprofundar as pesquisas sobre o neogrotesco - gênero típico da Argentina do século 20, caracterizado, entre outros elementos, pelo humor sarcástico, crítico, relacionado com situações de falência. O neogrotesco já foi abordado no espetáculo “Óregano” e irá nortear a montagem da próxima peça do grupo, “Cheiro de Carne”, que deve estrear este ano. O novo trabalho surgiu após reflexões sobre o Massacre de Realengo, ocorrido em abril de 2011 - quando o atirador Wellington Oliveira entrou em uma escola da zona oeste do Rio de Janeiro e matou 12 alunos. Superexposição dos fatos, envolvimento da mídia com a violência e relações com a estética televisiva são alguns dos itens que estarão em “Cheiro de Carne”. Assim que chegarem à Argentina, os atores passam por Buenos Aires, onde serão recebidos por Sergio Lobo, autor de “Orégano”. “Vamos conhecer algumas companhias que trabalham com a linguagem do neogrotesco”, conta Homero Ferreira, diretor da Hecatombe.Depois, os artistas seguem para Córdoba, para fazer um intercâmbio com o Bineural Monokultur, grupo germano-argentino formado por Ariel Dávila e Christina Ruf. O duo já esteve em Rio Preto durante o Festival Internacional de Teatro (FIT), com o espetáculo “Audiotour Ficcional”. Quer ler o jornal na íntegra? Acesse aqui o Diário da Região Digital
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